Operação Lava Jato

STF, por obra de 6 ministros, pode virar capacho do MPF. PT tem de ser grato a Barroso e Fachin

Os votos de Alexandre de Moraes, de Dias Tóffoli e de Lewandowski não acatam a total soberania do acordo em todas as fases do processo e sob quaisquer condições. Mendes certamente seguirá essa trilha. E é possível que Marco Aurélio também não tome o acordo como uma carta maior do que a Magna Carta









Publicada: 22/06/2017 - 23:51
Jamais faria como Rodrigo Janot, que, quando quer ser truculento, brada: “Chega de hipocrisia!”, à maneira de um fascistoide de esquerda ou de direita tentando se impor pelo berro. Direi de outro modo, com o meu querido Eça de Queiroz. Vou tirar “o manto diáfano da fantasia” que cobre “a nudez crua da verdade”. Por ser diáfano, algo se deixa ver na transparência; por ser manto, nem tudo pode ser visto. E é dessa segunda parte que vou tratar aqui.
Saibam todos a quantos a informação possa interessar: o embate que se deu no Supremo, a opor mais agudamente Gilmar Mendes a Roberto Barroso, foi o confronto entre o que diz a lei (Mendes) e o que quer o alto establishment petista, de que Barroso é, há muito tempo, a exemplo de Edson Fachin, um ilustre representante. Não! Ele não é petista de carteirinha. Aliás, tomo mais cuidado com quem não ostenta a dita-cuja.
Então vamos ver. Desde sempre, anunciei aqui que seriam 11 votos a zero a favor da permanência de Fachin na relatoria da delação de Joesley e sua turma, uma organização criminosa que diz ter comprado quase 2 mil, políticos. O julgamento será retomado na semana que vem. O relator já conta com 7 dos 11 votos que terá nesse particular, a saber: ele próprio, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.
Nota à margem: Fachin poderia ter rejeitado, também monocraticamente, o pedido de suspeição. Por que não o fez? Porque sabia que a questão não seria acatada pelo pleno. Assim, em tese ao menos, sai fortalecido.
Joesley, o açougueiro de instituições, confessou imodestos 245 crimes. Fachin, e está na Constituição, não poderia ter sido escolhido o relator. O caso nada tem a ver com Petrobras. Fachin, e está na Constituição, não poderia ter aceitado uma prova ilícita. Fachin, e está no Regimento Interno do Supremo, não poderia ter homologado sozinho uma delação que tem como alvo principal o presidente da República. As questões que a esse dizem respeito só podem ser avaliadas pelo pleno.
Mas se deixe tudo isso de lado. Estava claro que os ministros não mexeriam nessa questão até por espírito de corpo. Mas há uma outra demanda: pode Fachin fazer o que bem entender com a delação, homologar qualquer acordo, estejam suas disposições previstas ou não em lei? Eis aí. Nem ele próprio acreditava nisso. E destacou que, na fase do julgamento de pessoas eventualmente implicadas pelas delações, então o pleno ou a turma poderia examinar a efetividade de todos os termos do acordo.
Aí Barroso acendeu a luz vermelha. Vermelhíssima! Ele resolveu sair em defesa do relator mais do que este mesmo. Percebeu que o próprio Fachin abria uma brecha para a revisão de acordos. E Barroso foi explícito. Para ele, não cabe exame do colegiado em nenhum momento do processo. Foi além. Disse que os acertos podem contemplar o que está na lei e também o que não está, desde que não haja clara vedação. É um espanto! Pensem no número infinito de coisas que, embora não proibidas por lei, jamais poderiam integrar uma delação… Caiu a ficha de Fachin, que logo pegou carona no esquerdista mais, como direi?, habilidoso do que ele próprio,
Ricardo Lewandowski, que a direita costuma malhar, levantou a questão pertinente: “Não quero crer que nós abdiquemos de examinar a qualquer momento uma ilegalidade flagrante. A última palavra relativamente às cláusulas e às condições do acordo de delação premiada é do colegiado”. É claro que ele está certo!
Celso de Mello o rebateu: “O dissenso que ficou claro no substancioso voto do ministro Lewandowski consiste no fato de que sua excelência entende que será revisível alguma cláusula do acordo quando dessa etapa final. A maioria, no entanto, entende de forma diferente”. Lamentável! O embate mais duro se deu entre Gilmar Mendes e Barroso. E um processo que apele, por exemplo, a provas ilegais? Nem assim se revisa nada?
Para Barroso, não! A Constituição deixou de ser soberana. O povo, de quem emana o poder, deixou de ser soberano. Agora a verdadeira Carta Magna do país é o acordo celebrado entre um procurador da República e um bandido. Sendo assim, na divergência, o Supremo se submete ao Ministério Público, não mais este àquele.
Só para constar: os votos de Alexandre de Moraes, de Dias Tóffoli e de Lewandowski não acatam a total soberania do acordo em todas as fases do processo e sob quaisquer condições, inclusive aquelas que são causas de nulidade de processo. Mendes certamente seguirá essa trilha. E é possível que Marco Aurélio também não tome o acordo como uma carta maior do que a Magna Carta. Serão, nesse caso, cinco votos.
O lado dos que decidiram jogar a Constituição no lixo deve obter a maioria: Fachin, Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Celso de Mello e Cármen Lúcia, a madrinha disso tudo.
Vem confusão por aí
É claro que vem confusão por aí. É evidente que um réu pode entrar na Segunda Turma com uma arguição que poderá ressoar no acordo de delação. E aí? Faz-se o quê?
Que se note: o Supremo, por intermédio, declaradamente, de cinco ministros, com a muito provável colaboração de Carmen Lúcia, o sexto elemento, está para declarar sobre si mesmo: Supremo não é, mas subordinado. Um ministro falou alto a ponto de ter sido ouvido por alguns de seus  pares de colegiado: “É preciso pensar na opinião pública”. Era Luiz Fux.
O doutor deve achar que o acordo com Joesley goza de boa reputação…
Espero ter tirado o véu: declarar intocável o acordo que garante a imunidade plena ao maior criminoso do país (em número de imputações possíveis) em troca das cabeças do presidente da República e do presidente do PSDB é, até agora, por contraste, a maior vitória que o PT logrou desde que começou a Lava Jato.
Janot resolveu dar esse presente ao partido. E seis ministros do STF devem cuidar do embrulho.
O PT vai vencer esse embate. Com o aplauso de parte da direita xucra.

CAPA PRINCIPAL


Editorial



As drogas atingem o coração da sociedade: Os Jovens

Esta edição do Tribuna Amapaense, traz uma matéria que está assustando a sociedade brasileira e em particular o Amapá, o retorno do uso das drogas sintéticas pela juventude. Todas as gerações tiveram suas drogas e alguns a consumiram e os o que sobreviveram a elas não tem boas recordações, e não querem que seus filhos experimentem essas ‘drogas’, no sentido pejorativo da palavra.
Além do "cristal" de LSD, a cocaína, a maconha e a heroína estão sendo sintetizadas e vendidas em forma de cápsulas ou “cartões” que são usados sob a língua. Porém, a pior de todas, que estava fora do mercado e foi o “horror” na década de 70, a DOB, hoje está sendo retirada das prateleiras e retornando ao mercado de tráfico, e está assombrando a cúpula da segurança pública que vem combatendo intensivamente o tráfico no Amapá.
Uma mentira sobre as drogas é que elas ajudam uma pessoa a ficar mais criativa. A verdade é completamente diferente.
Alguém que está triste poderia usar drogas para obter um sentimento de felicidade, mas não funciona. As drogas podem dar um falso contentamento à pessoa, mas quando o efeito da droga se dissipa, ela fica numa situação muito pior do que antes. A cada vez, o mergulho emocional é cada vez mais profundo. No final as drogas vão destruir completamente a criatividade da pessoa.
O jovem durante o tempo em que estar drogado pensa que tem controle sobre a sua vida e que está bem. Porém, destruiu tudo o que tinha. Vem o corte dos laços com todos os seus amigos que não eram usuários de drogas e com a   família, portanto, os únicos amigos que ficam são os ‘colegas usuários’. Todos os dias passam a priorizar uma única coisa: no plano para conseguir o dinheiro de que precisa para as drogas. E faz qualquer coisa possível para conseguir o seu rebite — do prostituir-se a roubar e até matar.
A matéria DOB, a "cápsula do horror", assinada pelo Editor Reinaldo Coelho e o repórter policial J. Junior, narra o que vem acontecendo quanto ao combate ao tráfico e ao uso de drogas no Amapá e como orientação a sociedade a alertar-se e proteger seus filhos.
Mas as ações do governo estadual não vêm agindo somente no combate e apreensão de drogas. O governador Waldez Góes vem trabalhando políticas públicas para a Juventude amapaense, além das gestões inovadoras na educação e saúde, chegou a vez das ações sociais como a renovação do Programa Amapá Jovem e a implantação do ID Jovem em todos os municípios do Amapá.
A temática sobre drogas deve ser discutida, ainda mais agora com o crack e as novas drogas fazendo mal a tanta gente. Vejo o esporte, as artes, as atividades profissionais como meios mais rápidos na ajuda para quem usa ou usou drogas. Sempre ouvimos muitos casos de um cara que era um talento incrível no esporte e acabou se desviando para o mundo das drogas, estragando uma possível carreira de sucesso.

Não é so o poder público que deve atuar no combate as drogas, mas toda a sociedade, que juntos denunciem os traficantes que atuam em seu bairro, desconfiem de pessoas que rondam as escolas. Se a sociedade ficar conscientes da importância da prevenção e combate às drogas, como os atletas de destaque vêm desenvolvendo ações em variadas regiões do país e no Amapá, caso do Clube de Boxe do Nelson dos Anjos e da Academia de Bruno Igreja que tira eles do ócio e colocando-os no alto do pódio da autoestima e do sucesso.

NAS GARRAS DO FELINO

NAS GARRAS DO FELINO


Nem aí
Prefeito Clécio precisa encarar com mais responsabilidade o abandono de terrenos em Macapá. Fiscalizar e colocar placa não resolve. Fazer de conta muito menos. É preciso pulso firme, o que pelo visto, ele não tem.

Sem dó
Querem ver outra irresponsabilidade? A interdição da Feira Maluca, no bairro Novo Buritizal. Já não basta o abandono que os feirantes do Centro estão enfrentando? Pelo visto, Clécio é adepto da filosofia “quanto pior, melhor”.

Fiquem atentos
Fiquem de olhos bem abertos, porque são esses gestores citados acima que estão rodando os bairros de Macapá “ouvindo” o povo. Não se enganem. Quem não atendeu seus anseios nos últimos anos, não vai lhe ouvir daqui para frente.

Só papo!
Onde estão as pavimentações de primeira linha prometidas por Clécio? Lembram do Shopping Popular? Continua no papel! E o Hospital do Câncer, então, nem se fala. O discurso é bom, mas na hora de executar tudo não passa de faz de conta.

Saia justa
Presidente Michel Temer enfrentou maior saia justa na Noruega. O país é o maior doador da Amazônia, onde o desmatamento está em alta. Foram quase R$ 3 bilhões entre 2009 e 2016. Assim, não tem quem não se ache dono do quintal do outro...

Eles não se entendem
Nem bem começou a disputa nos bastidores para 2018, e a oposição já mostrar sinais de racha. Nem eles se entendem. A tal frente de oposição pelo visto não vai passar de sonho. Pesadelo mesmo é querer convencer o povo sem ter grandes feitos para mostrar...

Perto de você
População da região do Jari receberam esta semana atendimento nos mais variados serviços públicos. A ação Governo Perto da Gente reforça a preocupação de Waldez Góes com os quatro cantos do Amapá.

Dignidade em primeiro lugar
Aliás, é esse tipo de visão em 360° que o gestor público precisa ter. E Waldez tem a consciência de que a população do interior precisa tanto (ou mais) da atenção do serviço público para se sentir atendida e acolhida. É a dignidade em primeiro lugar.


Saúde Pública

Saúde Pública
leishmaniose visceral em cães é investigado em Macapá
Estado faz varredura para detectar e combater focos de Leishmaniose visceral


Os técnicos também informaram e orientaram a população sobre a doença nos cães que são hospedeiros definitivos e podem transmitir a LVC ao homem




Da Editoria
O Governo do Amapá realizou   ação de vigilância no bairro Jardim Marco Zero com o objetivo de fazer um inquérito com amostragem de sangue e levantamento do número de cães do bairro, além de uma pesquisa para capturar o vetor responsável pela transmissão da Leishmaniose visceral.

CICLO LEISHMANIOSE

A ação desenvolvida em conjunto pelas Secretarias de Saúde estadual e municipal, iniciou e é provocada pela ocorrência do primeiro caso contraído na região de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) no município de Macapá. A amostra de sangue do cão foi analisada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen), que confirmou o caso.

A veterinária Naima Picanço coordenou a ação e relata que 100 cães da área do foco transmissor serão examinados. "Iremos avaliar a vulnerabilidade na área de transmissão realizando um inquérito sorológico. Foram realizadas coletas em 100 cães em dois dias de ação. Esperamos poder concluir e obtermos o resultado do inquérito o quanto antes", completa Naima.
Participaram da ação seis equipes compostas por um médico veterinário cada, que percorreram a Avenida Equatorial e transversais - por ser uma área de possível transmissão da doença - para coletar o sangue dos cães e posteriormente realizar o exame específico.
Os técnicos também orientaram a população sobre a doença nos cães que são hospedeiros definitivos e podem transmitir a LVC ao homem por meio do vetor flebotomínio também conhecido como mosquito palha.
A dona de casa Valéria da Costa aprovou a ação e afirma que é importante para a saúde de todos. "A visita será sempre bem-vinda, pois protege nossos animais e até mesmo a gente que sempre está em contato com eles. A prevenção é sempre importante", declarou Valéria.
Locais úmidos e sem limpeza adequada favorecem a proliferação do mosquito-palha

O coordenador da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, Clóvis Miranda, reforçou a importância da colaboração da população neste inquérito. "Nossas equipes de controle de zoonoses e do Lacen precisam trabalhar na identificação de outros possíveis casos, com a finalidade de definir ações de controle", afirma.
A doença
Mosquito-palha transmissor do virus

A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença sistêmica, causada pelo protozoário Leishmania infantum e é transmitida às pessoas pela picada do mosquito palha. Em cães, a doença se manifesta com emagrecimento progressivo, falta de apetite, lesões de pele que não cicatrizam, crescimento exagerado das unhas, aumento do tamanho do fígado e do baço, podendo levar a óbito.
Quando apresentada em pessoas, a doença tem sintomas como febre intermitente, aumento do tamanho do fígado e do baço, palidez de mucosas. O quadro pode ser agravado com hemorragia, icterícia, desnutrição e levar a vítima a óbito.
Combater o mosquito que transmite a doença, conhecido popularmente como mosquito-palha, é a melhor prevenção, já que não há vacina contra a leishmaniose e os tratamentos são demorados. A proliferação do transmissor mosquito palha são semelhantes aos de combate ao Aedes aegypti, associado à dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Como ocorre a transmissão?
O transmissor é o flebótomo, conhecido popularmente como mosquito palha. Ele transmite o protozoário por meio da picada. Os cães são hospedeiros da leishmaniose visceral. Eles não transmitem a doença, assim como ela não é transmitida entre humanos. Mas o mosquito pode picar o cachorro que está com a doença e se infectar.


DOB, a "cápsula do horror".

DOB, a "cápsula do horror".

Dupla comercializa vários tipos de drogas na região Central de Macapá (Foto- Divulgação-Polícia Militar)

 As drogas sintéticas voltaram com força e reinam nas raves do Brasil. E chegou ao Amapá.




Reinaldo Coelho
Colaboração de J. Junior


A Superintendência da Polícia Federal do Amapá, com o apoio dos setores de inteligência do Ministério Público Estadual e da Polícia Militar do Amapá, prendeu na tarde da segunda-feira (12/6) dois homens por tráfico de drogas. De acordo com as investigações, as drogas seriam vendidas em festas e boates da cidade. Foram apreendidos 475 selos, sendo 225 de DOB (cápsula do vento) e 250 de LSD, além de cocaína e maconha.

Essa simples noticia policial publicada nos periódicos amapaense passaria despercebida, devido a constante apreensão de drogas realizado pelos diversos órgãos de segurança pública do Amapá. Porém, a apreensão de 475 selos de drogas sintéticas, entre eles 225 de DOB (cápsula do vento) uma droga há tempos esquecida que reaparece sendo comercializada em pleno centro da capital amapaense, na Praça Floriano Peixoto, tal constatação vem assombrando os agentes policiais e principalmente a população amapaense.
DOB (Date Of Birth) 

A DOB (Date Of Birth) também conhecida como ‘capsula do vento’, se tornou febre nas raves ao redor do mundo. A cápsula do vento é um pozinho branco, de aparência comum, mas que pode ser fatal. É um derivado da anfetamina e tem propriedades alucinógenas. Os efeitos podem durar muitas horas.

Ela foi sintetizada para ser um novo moderador de apetite, mas foi descartada pelo laboratório químico que a produziu porque era muito tóxica. Ficou na prateleira por várias décadas e foi redescoberta na década de 70 para ser a droga do amor. E agora volta, se transformando na droga mais usada em raves.


Recentemente uma onda de apreensão revelou que o consumo da droga tem aumentado no Brasil devido aos seus efeitos intensos. A DOB chegou ao Amapá e homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais(BOPE) fizeram as primeiras apreensões em Macapá.

Tenente Coronel Matias, Comandante do BOPE ,
apreendeu 10 cartelas de DOB
A reportagem do Tribuna Amapaense teve o suporte do Radialista J. Junior que conversou com o Comandante do BOPE/Amapá, Tenente Coronel Matias sobre essa nova e mortal droga sintética.

“Realmente, recebemos a denuncia de que em festas, bares e nestas festas raves estavam sendo vendidas a droga sintética do tipo LSD, que já tínhamos conhecimentos. Porém, para nossa surpresa quando fizemos a prisão de dois traficantes, eles estavam com outro tipo de drogas sintética que é a DOB, que era muito utilizada pela juventude na década de 1970 e é uma droga que saiu do mercado, devido ao seu feito que é devastador no organismo do usuário. E desde o primeiro uso, pode vir a óbito”.

A DOB pode levar até três horas para começar a fazer efeito, levando o usuário a consumir doses mais altas

Análise feita pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF (Polícia Federal) a partir das amostras colhidas em Santa Catarina revelaram se tratar de uma droga chamada DOB (2,5-dimetoxi-4-bromoanfetamina), uma anfetamina que causa efeitos estimulantes e alucinógenos parecidos ao do ecstasy e que podem durar até 30 horas.
O Comandante do BOPE, descreveu que o efeito da droga DOB inicia-se de seis a oito horas após tomada e dura até 30 horas. “Existem relatos de pessoas que ficaram até uma semana sob efeito alucinógeno dessa substância, acordados. A pessoa pode ter uma alteração cardíaca, convulsões, alucinações intensas e morte. Em alguns estados ela é conhecida como a ‘Droga do Horror’, para se ter uma ideia do seu potencial mortal”.


A equipe da Polícia Militar ao abordar os traficantes que estava com mais de 10 cartelas de droga sintética DOB (225 selos de DOB) na praça Floriano Peixoto confirmou o que já vinha tomando conhecimento com as informações de outras UF, a venda e o uso de drogas sintéticas voltou com força. “Essa droga é potencialmente perigosa para a nossa juventude ou à qualquer outra pessoa que fazer uso dela”, afirma o Coronel Matias.

Parcerias


Durante as ações da polícia Militar em parcerias com a Civil e Federal foram apreendidas mais de 220 porções e 445 cartelas de drogas alucinógenas como maconha e LSD foram apreendidas em duas abordagens em Macapá. Uma na praça Floriano Peixoto, no Centro de Macapá, e a outra no bairro Brasil Novo, na Zona Norte; as apreensões foram feitas com menos de 1 hora de intervalo.
Além de já ser potencialmente mortal o seu consumo, as drogas sintéticas e em especial do DOB, tem um tempo prologado para iniciar o seu efeito, e devido o jovem usuário não ter conhecimento das características do que está usando, passa a tomar bebidas alcoólicas e logo coloca mais uma pastilha sob a língua e pode chegar a overdose e ao óbito.

O Coronel Matias destaca que a DOB tem uma potência de efeito 10 vezes maior que o LSD. “Então se você potencializa esse efeito, usando mais uma cartela e adicionando a bebida alcoólica treplicando o efeito, não tem organismo de ser humano que aguente, certamente essa pessoa vem a óbito”.

Diversas apreensões ocorreram ao longo do primeiro semestre de 2017


As Polícias Militar, Civil e Federal voltaram a intensificar o cerco ao tráfico de drogas no Amapá e, estão concluindo o primeiro semestre de 2017, com a apreensão de quase 150 kg de entorpecentes nos 06 primeiros meses do ano.
Durante as ações de combate ao tráfico, foram tirados de circulação diversos tipos de substancias incluindo maconha, crack, cocaína, Skank e até drogas sintéticas, dentre elas, uma das mais perigosas que é a Dob.
As apreensões contaram com o poio dos núcleos de inteligência de todas as corporações que levantam informações fundamentais para desarticular o tráfico em vários locais do Estado. O Canil do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), também teve participação primordial nas ações policiais.
As últimas apreensões aconteceram nessas duas últimas semanas, quando em uma delas, uma mulher, identificada como sendo Dafnni Karmen, de 20 anos de idade, foi flagrada com dois quilos de Maconha Jamaicana, conhecida como Skank. Essa droga é usada apenas por quem possui poder aquisitivo mais elevado, pois uma pequena porção, custa de 200 a 300 reais.
DETE avança contra o tráfico
A equipe da Delegacia Especializada de Tóxicos e Entorpecentes (Dete) comandada pelo delegado Sidney Leite, tem feito neste primeiro semestre de 2017 a apreensão de 25 quilos de maconha, 15 quilos de cocaína, além de outros 100 quilos de drogas que foram apreendidos em um navio que partiria no dia 31 de maio em Santana, com destino a Belém (PA). A maior parte do entorpecente estava embalada em sacolas e bagagens que foram escondidas dentro de um dos camarotes da embarcação.
Em janeiro, cinco jovens foram presos com porções de maconha, crack, LSD e ecstasy, no Centro de Macapá. As prisões aconteceram após denúncias e investigações da DETE, que identificou que o grupo comercializava a droga em bares na Zona Central da cidade. Os 5 presos, 4 homens e uma mulher, foram identificados durante as investigações.
No mês de março foram apreendidos um quilo de crack e 25 porções de maconha em uma embarcação no canal do bairro Pedrinhas, na Zona Sul de Macapá. A corporação encontrou e prendeu o proprietário do barco. Um cão farejador da polícia teria localizado onde a droga estaria. As substâncias estavam escondidas em um balde, embaladas em pacotes de diversos tamanhos.
Em abril, duas mulheres e um homem foram presos no dia 12 por suspeita de tráfico de drogas no bairro Infraero 2, na Zona Norte de Macapá. Segundo a Polícia Militar (PM), foram apreendidos em uma residência quantidades não informadas de crack e cocaína, além de dinheiro, celulares e uma balança de precisão.

No mês de maio, um homem suspeito de tráfico de drogas no bairro Infraero 1, na Zona Norte de Macapá. Segundo a polícia, mais de 5 quilos de substâncias, entre cocaína e crack, foram achados na casa onde ele mora.


Drogas na praia de Sucuriju
No dia 9 de maio, mais de 5 quilos de pasta base de cocaína foram entregues à polícia por um homem de 29 anos. Ele encontrou os pacotes em uma praia no município de Amapá, a 302 quilômetros de Macapá e trouxe de barco até a capital. De acordo com o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes), quatro pessoas foram presas ao ameaçar o tripulante enquanto procuravam pela droga na embarcação.
Sidney Leite diz que há cinco meses, ainda não se sabe o motivo, pacotes de cocaína começaram a aparecer naquela região. “Não se sabe ainda se foi a embarcação de traficantes que afundou, ou se eles se desfizeram da droga durante possível perseguição em alto mar, mas o fato é que o entorpecente foi carregado pela correnteza marítima para perto da costa. Pescadores começaram a encontrar esses pacotes e vender para pessoas ligadas ao tráfico. Pelo que se viu, certamente essa droga vinha do Suriname, revelando-nos essa nova rota internacional”, explicou.
A droga retirada do mar pelos pescadores era vendida para traficantes nos municípios de Amapá e Calçoene. De lá ela era enviada para abastecer os comércios de Macapá e Santana. “É uma droga de alto valor. Então, era comercializada, principalmente, em casas noturnas e grandes eventos. Os usuários são em sua maioria jovens de classe média e classe média alta. Nós percebemos essa ‘enxurrada’ de cocaína na capital exatamente no mesmo período em que os pacotes começaram a aparecer na costa do Amapá”, lembra o delegado.
Missão Amapá
Existe um planejamento na Policia Civil – DETE - para o delegado  liderar uma missão à costa do município de Amapá, para tentar localizar mais drogas e descobrir pessoas que estejam envolvidas no crime internacional de tráfico. “Estamos fazendo essa articulação para seguir até àquela área, mas temos noção da complexidade da missão, já que temos, no mínimo, cerca de 50 quilômetros de extensão a percorrer”, declarou o policial.


BOX

Um alucinógeno mortal

A DOB (Date Of Birth), também conhecida como “capsula do vento”, é um derivado de anfetamina acrescentada de um átomo de bromo. Esse acréscimo tem a finalidade de aumentar o efeito da droga, já que o bromo é dificilmente metabolizado pelo organismo. Seu efeito é bastante semelhante ao LSD, embora possa ser até dez vezes mais potente. Além do efeito estimulante inicial, esta droga causa alucinações intensas, o que a torna bastante diferente do ecstasy.
Para os especialistas a DOB é uma bomba de efeito retardado: a dose, que varia de 1 a 3 mg - o equivalente a uma pitada de sal mais ou menos generosa - demora de uma a três horas para agir no organismo e consequências de seu consumo podem ser desastrosas já que alguns relatos apontam a perda da sensibilidade à dor e a “perda do medo”, fazendo com que o sujeito se exponha a inúmeras situações de risco. Em altas doses o DOB produz uma perda de memória, acessos irracionais de violência e um risco de automutilação. Uma porção de 8 mg pode levar a uma overdose.

As consequências de seu consumo podem ser desastrosas já que alguns relatos apontam a perda da sensibilidade à dor e a “perda do medo”. A droga também provoca o espasmo vascular dos membros inferiores, o que leva à gangrena. Ocorrem também náuseas, vômitos, diarreia e sintomas de pânico e de confusão mental. Se a droga sozinha já faz este estrago, imagine combinada com outras drogas.

A DOB já é conhecida desde a década de 70, provavelmente trazida da Europa, mas foi deixada de lado justamente por seus efeitos fortes para o organismo.

BESALIEL - DIREITO ELEITORAL

Combate à corrupção eleitoral no Direito dos EUA  
            Em sobrevôo, avistemos como alguns países, de diferentes culturas,  têm trabalhado a questão do combate à corrupção eleitoral por meio do abuso do poder econômico em seus respectivos processos eleitorais.
            Nos Estados Unidos, o financiamento das campanhas eleitorais americanas é misto, ou seja, utiliza-se dinheiro público e dinheiro privado.
            O dinheiro público provém do Fundo de Campanhas para as eleições, extraído do Tesouro Nacional americano.
            A composição do fundo acontece do seguinte modo: quando o cidadão americano faz a declaração anual de imposto de renda, há no formulário da Receita um campo, em que o contribuinte pode ou não assinalar, autorizando que seja destinado ao Fundo de Campanhas valores que variam de US$ 3 a 6.
            Isso não onera o cidadão, nem o beneficia em pretensa restituição de impostos. Tal ação serve para duas coisas: Para o Tesouro chegar ao valor a ser destinado ao Fundo; e Para envolver o cidadão com o tema financiamento de campanhas eleitorais; é um recurso didático, que leva o eleitor a ter maior consciência política e responsabilidade eleitoral.
            A Federal Commission definirá, dentro do que determinar a legislação, a parcela do Fundo que caberá a cada partido e candidato. A prestação de contas desse dinheiro será feita, de forma precisa e detalhada, junto à Comissão citada.
            O dinheiro privado provém de diversas fontes, mas, a legislação americana proíbe taxativamente que não podem financiar campanhas eleitorais as empresas em geral, as associações laborais, os que contratam com o governo e as entidades e pessoas estrangeiras.
            Entretanto, além do dinheiro do Fundo, podem financiar as campanhas os próprios candidatos e pessoas físicas, que devem comportar os limites regulamentado pela Election Commission. Todo o financiamento privado deve obedecer fielmente ao princípio da publicidade, ou seja, devem ser publicados ostensivamente os valores doados, acompanhados dos nomes dos doadores.
            Nesse aspecto, a legislação ianque é muito rigorosa. Tem de haver bastante divulgação das receitas e despesas eleitorais. Há um órgão próprio, o Public Records Office – Escritório de Arquivo – no qual os materiais de financiamento das campanhas, com os documentos comprobatórios e cópias de tudo ficam disponíveis para a averiguação de qualquer interessado no assunto.
            Dentre as fontes de financiamento de campanhas, o maior volume de dinheiro procede do Fundo de Campanha. Os americanos entendem que, assim, o processo eleitoral fica mais protegido do abuso do poder econômico.
            Nas leis dos Estados Unidos não há limites de gastos eleitorais; o que há é o policiamento público da proveniência do dinheiro que financia as eleições.
            Notada alguma fraude ou irregularidade, qualquer pessoa ou organização poderá acionar a Federal Bureau of Investigation - FBI, Agência Federal de Investigações, ou demandar diretamente junto à Federal Commission, que tem jurisdição exclusiva sobre aplicação da lei federal de financiamento eleitoral.
            A Commission, instaurada a questão, poderá resolver de duas maneiras: 1) Administrativamente, por meio de acordos, se for o caso, e aplicação de multas; 2) Juridicamente, quando o caso exigir, sendo encaminhado o processo à Justiça comum, que conhecerá da matéria e emitirá decisão final.
            Para mais informações, consulte os links: Financiamiento público para las elecciones presidenciales; Apoyo a candidatos federales: una guía para los ciudadanos; Registro, contabilidad y reporte de gastos, no site www.fec.gov, versão em espanhol. A Constituição americana poderá ser encontrada no site http://info.juridicas.unam.mex/cisinfo/Ver, ainda, Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, Comentários à constituição do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988, São Paulo: Saraiva, 1988-1989, p. 569 ss. e David Fleischer, Financiamento das camp anhas eleitorais. In Revista Ciências Jurídicas, ano 1, n. 2, Brasília, jun. 1994, p. 170-5.


FALA FONO

Marcos do Desenvolvimento da Linguagem : O que é normal e até quando esperar?


Olá leitores! Sejam bem-vindos a mais um Fala Fono!!


Sempre recebo muitas dúvidas em relação ao desenvolvimento da linguagem, “o que é normal nos primeiros anos de vida?”, “até quando esperar que a criança fale?”, “quando procurar a Fono?”.
Hoje falaremos sobre o que é típico no desenvolvimento da linguagem, o que é um desvio da normalidade, até quando seria “seguro” esperar pela fala/linguagem e quando procurar ajuda!
Antes de começarmos é importante conceituar o que é Linguagem e o que é Fala. A Linguagem é uma capacidade estritamente humana de se expressar. Essa expressão pode ser verbal (através da fala) ou não verbal (linguagem corporal, troca de figuras, libras, gestos). A Fala é a manifestação verbal da linguagem. Portanto, é possível que a pessoa tenha linguagem, mas não fale (deficiente auditivo não oralizado, por exemplo), ou fale e tenha uma desordem na linguagem (por exemplo, afasia pós AVC). A título de curiosidade, um exemplo bem concreto de fala sem linguagem, seria a fala do papagaio.
A tabela abaixo mostra o que é típico em cada período e os principais sinais de alerta.

Expressão
Compreensão
Sinais de alerta!
0 a 6 meses
Choros diferentes para diferentes necessidades. Vocaliza vogais prolongadas. Mais tarde balbucios (bababa, dadada)
Reage a estímulos sonoros. Procura de onde vem o som. Reage a seu nome.
Não reage a sons. Não sorri. Não estabelece contato visual.
6 a 12 meses
Usa maior variedade de sons no balbucio. Diz as primeiras palavras. Imita os sons dos animais.
Olha para os familiares quando nomeados. Compreende expressões faciais e ordens simples.
Não produz sons. Não reage a sons. Não reage ao seu nome. Não interage.
12 a 18 meses
Vocabulário de 3 a 20 palavras. Repete palavras.
Compreende de 50 a 75 palavras. Identifica objetos comuns e partes do corpo.
Não reage a estímulos. Não usa palavras isoladas.
18 a 24 meses
Vocabulário com cerca de 50 palavras. Forma frases com 2 palavras. Fala o próprio nome. Fala ininteligível, na maior parte do tempo.
Compreende cerca de 300 palavras. Compreende perguntas simples (“Quer comer?”). Compreende ordens com 2 comandos (“Vá a cozinha e pegue o copo”).
Não compreende ordens simples. Tem vocabulário reduzido (4 a 6 palavras).
2 a 3 anos
Vocabulário com mais ou menos 500 palavras. Começa a usar o “passado”. Usa frases simples. Pode apresentar períodos de “gagueira”.
Compreende cerca de 900 palavras. Compreende perguntas do tipo “quem?”, “qual?”, “onde?”. Compreende os conceitos “dentro”, “em cima”.
Vocabulário reduzido. Não compreende comandos simples. Não elabora frases simples.
3 a 4 anos
Vocabulário com mais ou menos 800 palavras. Inicia conversações. Faz muitas perguntas. Usa plural. Pode produzir incorretamente os sons do “s”, “z”, “j” e “ch”.
Compreende cerca de 1200 palavras. Compreende “manhã”, “tarde” e “noite”. Compreende conceitos espaciais “frente”, “atrás”, “por cima”, “por baixo”.
Utiliza discurso que ninguém compreende. Usa mais gestos do que palavras.
4 a 5 anos
Vocabulário com cerca de 1700 palavras. Inventa histórias. Descreve acontecimentos passados. Utiliza frases complexas. Usa pronomes. Usa verbos e plurais de forma incorreta.
Compreende cerca de 2700 palavras. Conhece opostos. Dá atenção e ouve histórias, conversações e filmes.
Não descreve acontecimentos, troca alguns sons. Não faz perguntas.
5 a 7 anos
Vocabulário similar ao adulto. Produz corretamente todos os sons da língua.
Compreende situações abstratas.
Apresenta trocas na fala. Forma frases agramaticais “João gosta de maça comer.”
Mais de 7 anos
Competências de fala e escrita adequadas.
Compreensão oral e de leitura adequadas.
Troca sons na fala. Não reconhece letras.

Atentos à tabela, fica fácil saber quando procurar um especialista, ou seja, sempre que percebermos um SINAL DE ALERTA! Sim! Ainda antes de 1 ano pode ser que seja necessário buscar avaliação e orientação especializadas.
Tudo bem, devemos respeitar o tempo de cada criança, algumas vão demorar um pouco mais para falar. Alguns profissionais sugerem que essa espera não exceda 4 ou 6 meses, baseados nos marcos do desenvolvimento. Eu, particularmente não aconselho a espera, ou podemos perder tempo precioso de intervenção, o período crítico de aquisição da linguagem (já falamos sobre ele por aqui, em edições anteriores!).
Então é isso, pessoal! Se restaram dúvidas, enviem no meu e-mail lufarago@hotmail.com, responderei com satisfação!
O Fala Fono!! vai ficando por aqui! Nos encontramos na próxima semana!
Fala Fono!!




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