CAPA PRINCIPAL


EDITORIAL



Sanear em vez de prometer



A matéria principal do Tribuna, desta edição, trata do tema saneamento básico. O Estado do Amapá ainda ocupa a triste posição de um dos últimos colocados no ranking de saneamento básico do país.
Vieram as promessas, principalmente as feitas nos palanques onde se mostram deslumbrantes, o PROAMAPÁ Saneamento foi uma delas, que o promesseiro Camilo inventou e, não deu em nada.
Atualmente, em todas as sedes dos municípios do Amapá, os sistemas de abastecimento de água funcionam precariamente. Foram feitas licitações, movimentados recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com contrapartida do Estado, recursos do polpudo empréstimo realizado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas as obras não foram realizadas, o amapaense continua convivendo com o mau cheiro, a contaminação das águas e do solo e adoecimento da população.
Mas afinal, quem é o responsável pelo saneamento nas cidades?
De acordo com a lei 11.445, é responsabilidade dos prefeitos gerir o saneamento de suas cidades. O prefeito tem ainda a opção de contratar a empresa que será responsável pelo abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Mas por aqui parece que as coisas não funcionam mesmo. Macapá continua enfrentando sérios problemas no abastecimento de água, mesmo estando a beira do caudaloso Rio Amazonas.
Em Santana, segunda maior concentração populacional do Estado, a situação é ainda pior. Prometeram um novo sistema com a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água e, outra vez, ficou só na promessa.
Saneamento básico no Amapá é de fazer chorar. O governo passado trabalhou na captação de projetos e de recursos e o saneamento não aconteceu, sequer iniciou.
A verdade é que cabe ao prefeito priorizar estes serviços, ajudar e cobrar melhorias, independente da empresa que opera os serviços ser municipal, uma concessão à empresa estadual ou a uma empresa privada.
Ainda bem que, graças a vontade de fazer acontecer do atual governo do Estado, o Amapá pode vislumbrar dias melhores, inclusive para a questão do saneamento básico, pois o governador Waldez Góes realizou um Fórum Especial das Cidades, onde reuniu com os gestores municipais e garantiu que vai investir pesado nos municípios amapaenses.


ANÁLISE

O bônus demográfico do Brasil perdeu o bonde da história!


Foram quinze anos de mercado de trabalho fraco, baixa taxa de poupança e produtividade estagnada. Esses ingredientes podem encerrar o fenômeno, que conduziu o crescimento econômico do país nas últimas décadas. É o que revela a Revista VEJA, edição do dia 30 de maio último.
Tudo vem desde a década de 1970, o Brasil tem colhido frutos do chamado "bônus demográfico", fenômeno que ocorre quando há, proporcionalmente, um maior número de pessoas em idade ativa, aptas a trabalhar, do que crianças e idosos. Quando esse benefício atinge uma sociedade em desenvolvimento, significa que ela disporá de mais força de trabalho do que pessoas inativas, que, em diferentes graus, são mais dependentes dos Governos Federal, Estaduais e Municipais. Como é o caso dos aposentados. Ou seja, há um excedente de pessoas para produzir e pagar impostos. Trata-se de um evento típico de países jovens. E, como tudo na vida, tem data para terminar. Uma vez que essa população envelhece, as novas gerações tendem a ser menos numerosas e a base da pirâmide demográfica se afunila cada vez mais. É o que acontece em vários países da Europa, cuja população idosa supera os jovens em idade ativa. No Brasil, as previsões apontavam 2030 como a década em que os efeitos do bônus começariam a se dissipar. Contudo, devido justamente ao mau aproveitamento dessa vantagem demográfica, especialistas começam a projetar o início de seu fim para já: entre 2015 e 2020.
Por outro lado a ONU, em 2012 divulgou um estudo que apontava que o Brasil viveria um "bônus demográfico", que duraria dez anos. Ou seja, encerraria em 2022. O certo é que agora estamos caminhando para o fim, como aponta os estudiosos.
Segundo o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (IBGE), o Brasil não fez bom uso de seu bônus porque não investiu suficientemente em educação de ponta e inovação, a exemplo de países como China e Coreia do Sul. Somam-se a esse deficit as sucessivas crises econômicas que se abateram sobre o país nas últimas três décadas e tem-se o cenário perfeito para o desperdício da vantagem. "Surfar nesse fenômeno significa aproveitar a população ativa e torná-la cada vez mais produtiva. Hoje, temos 10 milhões de jovens que não estudam, nem trabalham: a 'geração nem nem'. Isso é potencial desperdiçado. Esse seria o momento de melhorar as condições de vida da população, enriquecer antes de envelhecer. O que está acontecendo é que o país está envelhecendo sem enriquecer, sem conseguir equacionar os problemas básicos da população", afirma. Segundo Alves, a crise econômica atual encerra com chave de ouro um ciclo de mau uso do bônus. "O que vemos hoje na economia é resultado de decisões erradas e falta de investimento. O que foi feito na última década corroeu pelo menos quinze anos de bônus demográfico", afirma o professor.
Artigo publicado na Folha de São Paulo (31/05/2015), intitulado "Um trabalhador americano produz como quatro brasileiro", reflete bem esta realidade. O estudo foi ele elaborado pelo Conference Board, organização americana que reúne cerca de 1.200 empresas públicas privadas de 60 países e pesquisadores.
O estudo revela que a distância vem se acentuando e está chegando próximo do nível de 1950. Refletindo-se no baixo nível educacional do Brasil, falta de qualificação de mão de obra, gargalos na infraestrutura e os poucos investimentos em inovação e tecnologia no país.
Para o pesquisador Fernando Veloso da FGV/Ibrae, o baixo nível educacional do Brasil é destacado como um dos mais graves problemas para uma economia que precisa crescer e manter o padrão de vida da população. Ainda, segundo o pesquisador: "o brasileiro estuda em média sete anos, nem completa o ensino fundamental. Nos EUA, são de 12 a 13 anos, o que inclui uma etapa de ensino superior, sem mencionar à qualidade do ensino".
Segundo o professor Hugo Braga Tadeu da Fundação Dom Cabral, com relação a treinamento (capacitação), a média que recebe um americano varia de 120 à 140 horas ao ano. No Brasil, são 30 horas ano.
São gargalos como estes que nos tornam menos competitivos. PIB fraco, inflação em alta, aumento do desemprego, crescimento das desigualdades, governo sem apoio do Congresso e carga tributária elevada. Dados divulgados no dia 05 de maio último, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), de janeiro à maio 41,37% de todo o rendimento que os brasileiros ganharam em média foram destinados a pagamentos de tributos. Isso equivale a 151 dias de trabalho até o dia 31 de maio.
Como vamos competir com os americanos?


Zoneamento Ecológico/Econômico da Amazônia

Zoneamento Ecológico/Econômico da Amazônia
Resultados são apresentados no Amapá

A EMBRAPA, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA) apresentaram na quinta-feira (2), os resultados do Projeto Uniformização do Zoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal (UZEE) aos gestores públicos, técnicos, acadêmicos e demais interessados no tema. O projeto aponta quais as áreas aptas para o plantio de espécies produtoras de energia em todos os Estados da Amazônia Legal e implementa um sistema integrado de informações sobre a região. A apresentação será realizada das 8h30 às 12h, no auditório do Museu Sacaca, localizado no Bairro do Trem, em Macapá (AP).
Os dados do projeto UZEE Amazônia Legal são resultados da compatibilização de legendas e mapas, cruzamento e análise de informações obtidas nos zoneamentos dos nove estados da região: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão. Como a produção de energia renovável e sustentável é um desafio global, o UZEE Amazônia Legal está indicando as espécies agroenergéticas mais adaptadas à região e as áreas aptas para o cultivo. Entre as espécies florestais identificadas está o tachi-branco, cujo sistema de produção já foi desenvolvido pela instituição de pesquisa. A intenção não é restringir as potencialidades da região, nem impor outras atividades produtivas, mas sim racionalizar o uso do território e organizá-lo em torno de premissas ambientais, econômicas e sociais que respeitem e valorizem a vocação da região.

Território
Dos 5.217.423 km² que integram a Amazônia Legal, um total de 1.740.608,4 km² foi observado pelo projeto UZEE-AML. Essa área é um recorte das áreas alteradas pela ocupação humana na região e mais o entorno, em um raio de 5km. Ela é constituída por áreas desflorestadas e áreas com cobertura florestal que têm um maior grau de vulnerabilidade. No Amapá, a área antropizada é cerca de 34 mil km², o que corresponde a aproximadamente 2% do total da área observada pelo projeto nos nove Estados. Nela estão concentradas as principais atividades produtivas do Estado.
Um dos resultados importantes do projeto é a proposta de criação de alguns corredores ecológicos dentro da área observada, visando a conexão de florestas remanescentes e áreas de vegetação secundária para a conservação da biodiversidade nesses locais. "A ideia é diminuir a pressão sobre as florestas primárias e em regeneração e aproveitar melhor as áreas já antropizadas utilizando sistemas de produção mais intensivos, com elevada produtividade", completa Adriano Venturieri, coordenador do projeto e chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental (Pará).
"Com o Projeto UZEE Amazônia Legal, é possível articular todos os zoneamentos feitos para os estados da região e potencializar o uso de áreas antropizadas - já modificadas pelo homem - para a agricultura, pecuária e floresta, numa perspectiva macrorregional", explica Venturieri. Os resultados orientam Estados, municípios e até o governo federal, sobre a formulação de políticas públicas para a região.
O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é uma ferramenta de gestão, que por meio da análise de mapas de aptidão agrícola, solos, clima e outros, indica os potenciais produtivos de regiões, estados e municípios, valorizando as caraterísticas de cada área, suas vocações e a população local. Todos os Estados da Amazônia Legal possuem zoneamentos e o trabalho do grupo foi uniformizar legendas, mapas, classes de uso e cobertura da terra, entre outros atributos, nessas ferramentas, organizá-las em torno de um sistema interativo.

Sistema

 O Sistema Interativo de Análise Geoespacial da Amazônia Legal - SIAGEO - é um dos resultados do UZEE Amazônia Legal. Trata-se de uma base de informações territoriais integradas que permite um maior conhecimento do território amazônico. De acordo com o pesquisador João Vila, da EMBRAPA Informática Agropecuária, o sistema reúne dados geoespaciais produzidos nas diversas iniciativas de ZEEs da região, como mapas de gestão, solos, geologia, cobertura vegetal e uso da terra, áreas protegidas, áreas indígenas, entre outros. "Além disso, possibilita a visualização, a composição e o download de mapas georreferenciados e de informações, de acordo com o interesse e a necessidade do usuário", explica o pesquisador. As informações contidas no SIAGEO serão validadas junto ao poder público local para posterior lançamento à sociedade.

NAS GARRAS DO FELINO



Manelão emplacou
Nosso desembargo ganha mais um Tucujú legítimo. Trata-se do Procurador Manoel Brito, o Manelão, carinhosamente chamado pelo porte físico avantajado. Grande fisicamente e com a mesma grandeza na estatura moral. Parabéns ao governador Waldez Góes pela sábia escolha.

Na arquibancada
O Felino está na arquibancada torcendo pelo retorno de outro grande magistrado, Constantino Augusto Tork Brahuna, vítima do vilipêndio daqueles que conspiram para um judiciário competente. Brahuna pela força do direito deve retomar ao assento naquela Corte. Dei dinheiro por altruísmo, uma ova. Conversa pra boi dormir. É pra ti mesmo a carapuça.

Estadista
O governador Waldez Góes tem demonstrado aos poliqueiros como se faz gestão compartilhada independente de bandeira partidária. Realizou o Fórum das Cidades e agora está conversando com os Alcaides, e sinalizando com investimento 100% nos municípios. Aprendeu como se faz "mentira fresca?"

Os amarelinhos
Esses caras não sossegam. Eles continuam boicotando a gestão em todos os setores e recantos. Na Escola Estadual Delano Lacerda na comunidade do Uruá, no Iatubal o ex-diretor capiberista juramentado deixou a Escola inadimplente e ainda, por cima, quer assinar o ponto sem trabalhar. Pode Freud!

Maioridade penal
Os deputados federais aprovaram a PEC da Maioridade Penal, onde serão julgados como adultos os menores de 16 anos que cometerem crime contra a vida. A bancada contra entrou no STF propondo a anulação da votação. E assim se passaram 20 anos e os menores continuam a brincar de bandidos.

Com a majestade...
Quem foi rei não perde a majestade. Sem mandato o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) tem seu prestígio reconhecido nos círculos políticos nacionais. O Planalto continua prestigiando-o, tanto que Sarney tem presença cativa nas decisões pemedebistas.

Homenagem merecida
Para o desembargador Gilberto Pinheiro que recebeu comenda Igreja Assembleia de Deus - A Pioneira, na comemoração dos 98 anos da instituição religiosa. É isso aí, o pioneiro da Justiça amapaense ainda se destaca pelas grandes obras sociais que realiza no Amapá.

13º NA ECONOMIA

GEA ao pagar o 13º salário dos servidores serão injetados mais R$ 65 milhões na economia. Dando uma injeção financeira na economia estadual, de mais de R$ 200 milhões para circular no Estado, melhorando as férias do barnabé estadual.


CAESA tenta se erguer negociando dívida e pagando fornecedores enganados pelo governo passado

R$ 126 milhões
CAESA tenta se erguer negociando dívida e pagando fornecedores enganados pelo governo passado



Tentando recuperar o equilíbrio do Estado, depois de quatro anos de inoperância e trapalhadas deixadas em todos os setores, a nova gestão tem usado como trunfo principal o diálogo. O Amapá hoje é um vaso quebrado que vem sendo remendado aos poucos em um paciente trabalho de colagem para que cada caco se encaixe em seu devido lugar.
Recolocar o Amapá em sua rota é a missão, apesar dos estragos imensos confirmados a partir de janeiro, depois de um processo de transição conturbado onde as informações sobre a situação de cada pasta foram sonegadas para a equipe do novo governo. Sem elas foi difícil saber ao certo o que viria pela frente, mas uma coisa era certa, não seria fácil. 



Educação, Saúde e Segurança Pública, tripé de todo governo, foram encontradas falidas e mergulhadas em dívidas gigantescas. O calote dado em fornecedores travou o funcionamento destas "máquinas". Uma bomba programada para explodir nas mãos do novo governo, que teve que recomeçar tudo a partir do zero com o "motor administrativo" fundido sem ter em mãos as peças para repor.
Assim como as pastas vitais, os serviços de primeira necessidade à população também sentiram o abalo. O fornecimento de água foi um deles. Durante os quatro anos do governo passado as ações esperadas não passaram de propaganda, com uma vultosa soma de nada menos que R$28 milhões, bem acima de muitos setores. Depois da troca de gestão, a cortina da falsa publicidade acabou caindo e a realidade surgiu por trás dela.
Há poucas semanas a diretora-presidente da CAESA (Companhia de Água e Esgoto do Amapá), Patrícia Brito, usou o plenário da Assembleia Legislativa para falar sobre o uso racional da água. Ela também abordou em detalhes a situação atual da Companhia que tem uma dívida de R$ 126 milhões, deixada pela gestão passada. A audiência pública na ALAP teve o objetivo de discutir diagnósticos e soluções para a captação, abastecimento e distribuição de água no Amapá.
De acordo com o 'Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil', as regiões Norte e Nordeste apresentam a maior problemática nos sistemas de tratamento do produto. Por outro lado, 81% do potencial hídrico do Brasil está na Amazônia e menos de 14% da população da zona urbana é beneficiada por sistemas de abastecimento. No Amapá são apenas 3% e em Macapá, 5%.
A falta de investimentos no setor seria o culpado pelos números. Ao longo dos anos, pouco se fez para expandir o sistema que há muito deixou de acompanhar o crescimento da população. Muito do que foi feito não passou de jogadas de marketing para promover governos. O maior exemplo veio do PSB. Ainda no governo de João Capiberibe entre 1994 e 1998 sendo reeleito até 2002, a água foi um trampolim de promoção pessoal. Foi prometido à população que a água jorraria nas torneiras do amapaense por 40 anos. As quatro décadas, no entanto, não passava de uma alusão ao número da legenda do partido. Na prática, quase nada aconteceu e a população continuou com os mesmos problemas durante oito anos.
Reassumindo o governo em 2011, o PSB prometeu novamente ações para expandir o abastecimento, mas a execução não surtiu efeito. Os mesmos problemas de antes persistiram com o agravante do surgimento de inúmeros bairros. Mas onde a ação falhava, a propaganda tentava mascarar a realidade. A estratégia não deu certo. Em 2013 uma pesquisa do Instituto Trata Brasil revelava que as obras mal executadas, ligações clandestinas e a medição incorreta eram as responsáveis pela situação financeira precária da CAESA. O Amapá foi apontado como o pior caso nesse contexto e se conseguisse reduzir o problema em ao menos 10% teria um ganho de R$ 8,3 milhões, o que representaria 6.135% a mais do que o Estado investiu no setor em 2010. O governo tomou conhecimento dos dados, mas, pelos números que se seguiram, parece ter ignorado as providências sugeridas. Em termos de município, Macapá foi tida como a cidade campeã de desperdício. São 73,91% de perda do que é distribuído.



Voltando à audiência da ALAP, a atual diretora da CAESA, Patrícia Brito, esclareceu que o Estado sente as consequências da falta de ações. Segundo ela, não são somente as dívidas que emperram o trabalho, mas o que se deixou parar, referindo-se às inúmeras obras interrompidas encontradas pela nova gestão.  Patrícia disse que sua equipe vem analisando os processos para que tudo volte a ter andamento o mais breve possível.
Hoje, disse Patrícia, a principal preocupação é com a redução de perdas. Para que aconteça uma redução, equipes estão trabalhando na hidrometração, que é a implantação de medidores e a leitura correta destes equipamentos, além do cadastramento de clientes. Para reduzir o desperdício a CAESA pretende trabalhar a conscientização dos consumidores com palestras em escolas. O objetivo é formar multiplicadores de informação
.

AÇÕES E EFEITOS...
O resultado da gestão de braços cruzados fez com que a população pagasse um preço alto, o da falta de água. Muitos bairros enfrentam o problema por dias, alguns por semanas e existem os que convivem com isso há anos. Recentemente a redução do abastecimento em vários setores da Zona Norte foi solucionado.
A causa era resultado da interrupção do fornecimento de produtos químicos, que são usados no tratamento da água. Os fornecedores interromperam a entrega depois do calote dado pelo governo passado. Logo que assumiu a diretoria, a nova gestão se deparou com a informação de que os produtos dariam para somente dois dias. Uma dívida de R$1,5 milhões foi negociada e os produtos acabaram sendo liberados, entre eles o sulfato de alumínio, cal, polímero e cloro.



A direção reconhece que ainda existem muitos problemas, mas que agora eles são direcionados para serem resolvidos e não engavetados. Quanto a redução de fluxo na zona Norte, principal reclamação da população, ela é consequente da falta de pressão nos canos. A situação envolve principalmente os bairros mais afastados. A solução será a conclusão da caixa d'água da Zona Norte. De acordo com Patrícia Brito, a obra é uma das prioridades da CAESA no momento. A estrutura vai garantir mais pressão na distribuição do produto e encurtará a distância do abastecimento. O que acontece hoje é que a adutora da zona Norte está sobrecarregada. A Companhia reconhece não ter acompanhado o crescimento da cidade. Outra prioridade é a ampliação da estação de tratamento no Bairro Beirol que também está parada. A retomada está prevista já para os próximos meses.
As ações anunciadas pela CAESA resumem as palavras de ordem da atual gestão: diálogo e ação rápida. Os primeiros resultados já começam a surgir a partir da recuperação da relação com os fornecedores interrompida por falta de pagamento. Os outros passos a reativação das obras paradas também por conta da inoperância onde o grande afetado foi a população. Nessa investida de retomada para que o Estado volte a caminhar, pelo que já adiantou a nova gestão da CAESA, as ações serão concretas e não somente algo que só existe na propaganda. "Muito se disse e pouco se fez". Esta é a frase mais ouvida entre os moradores afetados pela falta de abastecimento. Situação que, segundo a nova administração da Companhia de Água e Esgoto do Amapá, será reparada.


Mobilidade Urbana Perigo: Bueiros no caminho

Mobilidade Urbana
Perigo: Bueiros no caminho

“Não bastasse os transtornos causados pelos buracos, os moradores também são obrigados a conviver com outro tipo de problema: as bocas de lobo abertas.”


Reinaldo Coelho

Bueiros têm um papel muito importante no escoamento de água da chuva nas cidades. Em Macapá, por exemplo, centenas estão instaladas ao longo das vias pavimentadas. O problema é que vários deles na cidade estão destampados, o que coloca em perigo a população.
Essa quantidade considerável de bueiros e galerias sem tampa tem levado perigo a pedestres e motoristas. No centro da cidade, os mesmos problemas permanecem, mesmo após meses de denúncias junto a Prefeitura de Macapá.
Na Ataíde Teive, entre o Mercado Central e a Feira do Camarão, são 'bocas de lobo' em um trecho de aproximadamente 300 metros: nenhuma delas tem tampa e estão exaurindo o esgoto sanitário. "Não sei se roubam para vender nos ferros-velhos. Não sei. Mas o risco é demais", afirmou o feirante César Borges.
Os riscos são, principalmente, para os ciclistas e motociclistas. O percurso do repositor de mercadorias Erisson Viana, de casa para o trabalho, é de 17 quilômetros. Como existem muitos obstáculos no caminho, principalmente esgotos sem tampa, ele sabe que não pode se descuidar. "Quando se passa entre um carro e outro e vai pelo meio, a gente em uma situação ruim", reclamou.
Na Rua Manoel Eudóxio Pereira, onde o tráfego é intenso, pois fica ao lado do Fórum de Macapá, mais uma armadilha. Um 'bueiro' está sem tampa há anos. Na Rua Sete de Setembro, mais um problema para quem passa pelo local. "Você fica sujeito a quebrar as peças da suspensão do carro", disse o padeiro Marco Aurélio.
Na Avenida Beira Mar, além do calçamento da Orla não existir, tem bueiros sem tampa. O problema de bueiros e esgotos a céu aberto perdura há anos e o perigo  é visível tanto para o carros que trafegam pelo local, como para as pessoas que podem cair no buraco e sofrer alguma lesão. Os buracos estão sem nenhuma proteção, as grades se desprenderam e nenhuma sinalização aponta o perigo. Isso é responsabilidade do poder municipal.
Os moradores descrentes da resolução do problema procuraram a mídia para denunciar, a fim de apresentar o problema a sociedade e avisar para tentar prevenir que pessoas venham a se acidentar nos locais.

Galerias pluviais



Praticamente invisíveis durante a seca, as bocas de lobo ficam em evidência quando o período chuvoso começa em Macapá. Construídas para escoar as águas e evitar a inundação das ruas ao direcionar o fluxo para uma rede coletora, elas se tornam um verdadeiro perigo para quem passa por perto. Isso porque são comuns os casos de entupimentos, faltam de tampas, pedaços quebrados ou soltos, e estrutura muito maior do que o padrão, de 23 centímetros.

Perigo à vista



Não bastasse os transtornos causados pelos buracos, os moradores também são obrigados a conviver com outro tipo de problema: as bocas de lobo abertas. Na Avenida Claudiomiro de Morais, Bairro dos Congós, o tamanho de duas bocas de lobo sem proteção, a pouco mais de 30 metros de distância, impressiona. São mais de 50 centímetros de altura em uma região onde existem duas escolas e uma igreja, com grande movimento de pedestres. Pela dimensão da abertura, um adulto poderia se acidentar com certa facilidade.
O que já aconteceu. A dona de casa Gabriela Sousa, de 26 anos, caiu em um bueiro aberto, de aproximadamente um metro de profundidade, na Rua Claudomiro de Moraes, no Bairro Congós, na Zona Sul de Macapá.  A queda aconteceu na noite do dia 9 de junho, quando ela caminhava pelo local, junto com o marido e a filha de três meses de idade. A Secretaria Municipal de Obras (SEMOB) informou que as tampas de todos os bueiros estão sendo feitas, e que o problema será resolvido em breve.
Até o fechamento dessa edição o bueiro continuava sem tampa. Além de dezenas de outros no canteiro central daquela principal artéria do bairro. Um deles está com parte da sua estrutura quebrada, sem pedaços do concreto que protege minimamente a frente das bocas, dando a impressão de que são ainda maiores. Além disso, problemas como rachaduras fazem a população desconfiar da obra e preferir  andar pelo gramado que camufla o perigo.
“Esta rua tem bastante movimento de carros e de pessoas, principalmente de crianças, que frequentam a escola aqui perto. Dia desses, eu vi quando uma criança quase caiu dentro do buraco. Imagine o tamanho do problema para as autoridades se isso tivesse acontecido de fato”, apontou uma moradora.
Outro morador disse que faz tempo que a boca do bueiro está aberta e ninguém faz nada. “Não estamos falando de um buraquinho qualquer, estamos falando de um buraco enorme, que pode engolir uma pessoa”, comparou a reclamante.

Macapaense reclama, e com razão.



Os macapaenses estão se virando para alcançar o alcaide de Macapá, através das Associações de Bairros, quando seus presidentes pegam “chá de cadeira” nos gabinetes municipais ou apelam para mídia, mas o Clécio Luís não se comove, antes quando era oposição bradava que Macapá sofria com a falta de saneamento.
“Hoje Macapá vive um quadro dramático na questão do saneamento básico desde a coleta de resíduos sólidos à drenagem das águas pluviais. Temos aqui índice de chuva altíssimo, seis a sete meses de chuvas. E também problemas graves de água potável e do esgotamento sanitário, que é sempre deixado por último em importância. Nós, já nos primeiros meses, fizemos esforços para montar nosso plano municipal de saneamento. Está em fase final para uma licitação. A construção deste instrumento, que deve nos custar uns R$ 800 mil, é investimento altíssimo para nossa prefeitura, mas que será importante pelo menos por uma década”, declarou o prefeito em uma entrevista ao Estadão, no blog da Garoa de Pablo Pereira em 02 Setembro 2013, fazem quase dois anos e até agora nada foi feito.
E o cidadão continua a conviver com as inundações, mau cheiro, um desfavor a saúde de todos. Mais uma vez o cidadão está cobrando, já que a prefeitura não consegue ter planos de ação, que pelo menos sejam rápidos para a limpeza dos bueiros, bocas de lobo espalhadas pela cidade, pois a sociedade não merece viver em meio a tanto lixo e mau cheiro por todos os lados.

Promessa de Clécio



Quantas vezes você escuta o barulho da descarga aí na sua casa? O gesto é tão corriqueiro que a gente nem se dá conta do destino de uma descarga. Em Macapá infelizmente o que deveria ser comum na zona rural, onde na grande maioria das vezes, o que sai do vaso sanitário vai parar no sumidouro, também conhecido como fossa negra, e o sumidouro nada mais é do que um buraco na terra, sem tratamento e que permite a penetração do dejeto direto no solo, normal em 97% das residências urbanas e o esgoto doméstico é jogado diretamente na rua, contaminando as áreas de ressaca e lençóis freáticos.
Uma das responsabilidades da prefeitura, de acordo com a Lei do Saneamento - nº. 11.445/2007, é ter um plano de saneamento básico para o município. Porém de acordo com o gestor de Macapá, os R$ 800 mil são para fazer o plano. “A partir daí vamos ter noção da necessidade, compreendidas as quatro dimensões, resíduos sólidos, drenagem de água, esgotamento e abastecimento de água. Mas aqui em Macapá há uma peculiaridade. Aqui, água e esgoto são responsabilidade do Estado”.
Contestado pelo entrevistador da responsabilidade legal do município, Clécio Luís afirmou que “a ideia é ter o nosso plano para trabalhar com uma companhia de água que já existe. E vamos complementar, focados em resíduos sólidos e drenagem”. As duas responsabilidades assumidas não estão sendo realizadas a contento e até agora o plano não foi apresentado.
Profeticamente o blogueiro do Estadão, Pablo Pereira, diz: “Mas aí o senhor vai demorar ainda pelo menos um ano para fazer o plano. E já se foram então dois anos do seu mandado”. Ele acertou.



CAPA 2º CADERNO


POLÍTICAS


Nortemi
Um ano depois da denúncia de irregularidades no contrato entre a Nortemi e a CEA, o que foi feito? Ministério Público apurou? Na época, a denúncia apontava a relação umbilical entre funcionários de carreira da CEA, inclusive do setor jurídico, e a empresa.

Arma branca
Projeto polêmico foi protocolado esta semana pelo deputado Pedro da Lua. Pelo texto do projeto de lei nº. 164/2015, que prevê a apreensão dos objetos e multa ao portador, passa a ser crime o porte de armas brancas com mais de 10 centímetros de comprimento. Neste caso, a polícia pode apreender o objeto, mas não deter ou prender o infrator.

 Mexidas
São esperadas para julho pelo menos três mexidas no tabuleiro governamental. Secretarias estratégicas devem mudar de gestão nos próximos dias. Waldez tinha antecipado em dezembro que avaliaria os gestores e, após seis meses, trocaria quem não apresentasse resultados.

Recesso
Iniciou o recesso parlamentar mas não o trabalho. Devem ser feitas convocações ao longo das próximas semanas para votação de pelo menos três matérias. A mais importante delas, claro, é a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define o tamanho do bolo para cada poder.

Plano real
O real completou 21 anos esta semana. Em 1994 o real valia mais que o dólar e foi perdendo esse posto, especialmente após a entrada do PT nessa história. Hoje, 100 reais não compram nem 10% do que compravam há 21 anos. E haja inflação. Aliás, em 2015, Dilma vai lançar o novo programa do governo chamado Cestão... Cestão tudo ferrado.

CASOS DE POLÍTICA
Conjuntivite ou pleonasmo?
Gustavo Capanema, ministro da Educação de Getúlio Vargas, encontra-se com Benedito Valadares, interventor de Minas, na ante-sala do gabinete do presidente. Benedito estava com os olhos inflamados:
- O que é isso, Benedito, nos seus olhos?
- O médico me disse que é conjuntivite na vista.
- Conjuntivite na vista não, Benedito. Isto é pleonasmo.
Getúlio chamou, Bendito entrou:
- O que é isso nos seus olhos, governador?

- Agora estou em dúvida presidente. O médico, lá em Belo Horizonte, tinha dito que é conjuntivite na vista. Mas o Capanema, que é muito inteligente, acaba de me dizer, aí fora, que não é não: que é pleonasmo.

(Do livro "Folclore Político", de Sebastião Nery)



ARTIGO



JOGO DE XADREZ

O prefeito municipal de Macapá escolheu o momento certo para apresentar ao governador o Estado do Amapá as suas principais necessidades, considerando o encerramento do período chuvoso e a chegada do período sem chuva, onde o trabalho a céu-aberto é possível e muito mais em conta.
Apresentou o prefeito, vários planos ao governador, mas deu destaque para as necessidades com relação à restauração, recuperação e construção de vias; o término da construção do Hospital Metropolitano e, noutra área, os custos do programa da parte da educação básica que está sendo executado de forma compartilhada.
São tantos os outros casos, mas esses dois simbolizam o clamor da população que está querendo ver serviço, não os serviços que atendam a pontos isolados da sociedade, ou que resolvam pontos específicos e de grupos de pessoa.
Não tem como negar o apoio.
No caso e na oportunidade, diferenças partidárias, políticas, ideológicas ou históricas não contam. O que conta é o momento que a população está vivendo, ainda mais quando, historicamente o serviço de asfaltamento das vias dos núcleos urbanos amapaenses é executado com verbas do orçamento do Governo do Estado e soba a orientação técnica dos agentes públicos pagos pelo tesouro do Estado.
O mesmo ponto de vista pode constituir a avaliação dos serviços para conclusão da obra do Hospital Metropolitano na zona norte da cidade de Macapá.
Um prédio que já deixou de ser o "hospital do câncer" para ser hospital metropolitano e que mesmo assim, apesar de ver o tamanho das necessidades financeiras crescerem para a conclusão das obras do prédio, não manteve a motivação inicial e se encontra parado, muito embora coma justificativa de estar pronto e aprovado o projeto remodelador faltando os recursos para que as obras sejam retomadas.
Não falou o prefeito de limpeza da cidade, de auxilio para realizar o Macapá Verão 2015, de recursos para tapa-buraco. Esses "projetos" municipais já saíram de moda e, mesmo assim, deixaram uma série de problemas que os gestores não estão dispostos a resolvê-los em curto prazo.
Então que se cuide do asfalto e da obra do hospital metropolitano.
Nenhum dos dois dirigentes falou na obra do Shopping Popular, até agora o maior engodo oferecido à população, tanto pela administração municipal, como pela administração estadual, em um "deixa-que-eu-chuto" de fazer inveja para qualquer descuidado ou preguiçoso social.
É claro que os planos apresentados pela Prefeitura de Macapá precisam estar em condições de receber emendas, definição de prioridades e utilização de materiais adequados.
Desta feita não vai dar para o prefeito sair medindo a espessura do asfalto, falando o que não sabe e afirmando o que não tem nenhuma certeza. Mas é preciso convencer tecnicamente o governador de que o tema não será utilizado como mote para a campanha eleitoral de 2016, afinal, os planos dos gestores do governo passam pela prefeitura de Macapá, exatamente onde está Clécio Luís.
A opção pela população precisa estar muito clara e o entendimento de que esse não é o momento para sair capitalizando voto para 2016. Se entender assim, é possível que haja clima para iniciar a conversação, mesmo que a conversa seja "dourada" por expressões democráticas ou demagógicas e afirmações que "o momento não é para isso".

E não é mesmo, o momento é de muito trabalho para aproveitar o período sem chuva, mas também agir sem enganação, falsidade e irresponsabilidade.

ARTIGO DO TOSTES



Corredor transfronteiriço entre as cidades do Amapá e da Guiana Francesa II


Neste ano de 2015, completou 20 anos da chamada retomada de cooperação entre o Estado do Amapá e a Guiana Francesa, sem dúvida não como negar que ocorreram avanços neste processo, principalmente se levarmos em conta que desde as querelas sobre o domínio das terras, no ano de 1901, na Suíça sobre a região do Contestado, o processo de integração na fronteira ficou em um processo litigioso durante décadas, mais precisamente mais de nove décadas, é muito tempo se considerarmos que entre as regiões são mais de 700 km de área.
Nos últimos 10 anos, o Grupo de Pesquisa Arquitetura e Urbanismo na Amazônia definiu uma base de trabalho no Oiapoque, foi acentuado também a partir dos trabalhos desenvolvidos através do OBFRON (Observatório das Fronteiras Amazônicas). Os trabalhos produzidos através de artigos, dissertações de mestrado e diversos livros, vem possibilitando avançar sobre temas importantes como a questão do corredor transfronteiriço, na realidade a ideia começou com o corredor da BR 156, do lado do Amapá e do corredor da chamada Biodiversidade. Os estudos avançaram para compreendermos que este corredor transfronteiriço, está definido por um espaço territorial que vai da cidade de Santana (área portuária) até a cidade de Caiena (que também possui área portuária, entre tais cidades, existem aproximadamente de 09 a 10 outras cidades, consideradas pequenas de acordo com os índices brasileiros, variam entre 2 a 30 mil habitantes.
As cidades amapaenses e guianenses possuem características interessantes para serem avaliadas para o futuro quanto a real possibilidade do avanço na integração entre ambos. É certo que em um intervalo rodoviário de mais de 800 Km, o lado brasileiro/amapaense acaba tendo uma densidade grande por conta dos investimentos que vem sendo realizados que denotam alguma perspectiva para o futuro. Por incrível que pareça, Amapá e Guiana Francesa tem mais coisas em comum do que possa parecer, são regiões consideradas periféricas, ou no caso da Guiana Francesa, é considerada a Ultraperiferia de acordos com os programas definidos pela União Europeia, denominações dadas para regiões com relativo atraso tecnológico, cultural e econômico, no caso do Amapá, não é diferente se refletirmos que este estado não tem ligações rodoviárias com o território nacional, e que também possui relativo atraso em tecnologia e com condições econômicas dependentes de recursos federais, e basicamente do setor público.
Outra reflexão importante, mesmo sendo estas regiões consideradas periféricas, as vinculações dos Estados do Brasil e da França, são definidores no estabelecimento e aplicação das políticas de cada lado, ou de possíveis ações conjuntas no futuro. São diversos projetos que vislumbram a possibilidade de integração, entre eles, a IIRSA, que já completou 15 anos, que vislumbra a integração Sul-americana em diversas áreas estratégicas, por enquanto, para os gestores de municipios e cidades do Estado do Amapá, a IIRSA não está na ordem do dia, pois as ações desenvolvidas e reduzido planejamento idealizado não considera em efeito as perspectivas desta integração.
Quando somamos a ordem dos investimentos entre o Amapá e a Guiana Francesa, permite pensarmos que o futuro possa ser promissor, que o chamado corredor transfronteiriço, passa principalmente por um item importante, o desenvolvimento econômico entre ambos, por enquanto, especula-se diversos itens como o uso do Porto de Santana para Guiana Francesa, o desenvolvimento do turismo, acordos de cooperação energética, além o fluxo de pessoas no sistema rodoviário entre Santana/Macapá e Caiena, tais circunstâncias estão relacionadas ao grande número de brasileiros oficiais que residem na cidade de Caiena e na Guiana Francesa.
Muitos trabalhos vêm sendo produzidos por instituições brasileiras, francesas e guianenses a respeito do contexto histórico, social e econômico do Estado do Amapá e da Guiana Francesa, um claro esforço de fazer valer o estágio de compreensão entre os lugares. Sobre o corredor transfronteiriço, que envolve as cidades, estamos ajustando o fato de que muitos lugares são pequenos, a indução e a influência da capital, neste caso, (Macapá e Caiena) tenham sobre os mesmos, implica em olhar a lógica de ocupação do território. No caso da Guiana Francesa, há uma clara dificuldade na relação da densidade demográfica, do Amapá, existe este problema, mais com uma população total com mais de 2/3 a maior que a Guiana Francesa. As cidades do lado do Amapá têm mais contingente de população, o que não significa melhor e maior qualidade de vida. Percebe-se facilmente que os problemas estruturais são maiores do lado do Amapá, onde questões sociais, violência e dependência de recursos federais espelham o contexto, além das fragilidades administrativas.

Do lado do corredor Guianense, há concretamente um modelo melhor definido da aplicação dos recursos, dos programas estabelecidos, e menos transtornos em relação à aplicabilidade, dados do INSEE, instituição equivalente do lado francês do IBGE, no Brasil, mostra a pouca variação de população nas cidades da Guiana Francesa, um claro e evidente resultado sobre a ocupação do território, por outro lado, evidencia que nos últimos anos, sucessivos governos estancaram mais o processo migratório para Guiana, dilemas a parte, este território como diz o pesquisador francês, residente em Caiena, Gerard Police tem coisas a resolver, o território é Sul-americano, o Estado é francês e a cultura é caribenha, precisa equacionar suas inquietações e decidir se o Amapá será o seu parceiro efetivo para o futuro, e sobre o Amapá deve decidir e ver a Guiana como um lugar de construção e não somente de apropriação.

Infância e Adolescência

Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana realiza caminhada contra o tráfico de drogas



Preocupada em combater os conflitos que prejudicam a sociedade, a Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana realizou uma caminhada que, dentre outras coisas, tinha como finalidade conscientizar e sensibilizar a população acerca dos problemas causados pela prática do tráfico de drogas.
O Terminal Pesqueiro da área Portuária de Santana foi o palco de concentração da caminhada, que contou com a participação de magistrados, servidores, colaboradores, órgãos parceiros, além da própria comunidade.
Durante o percurso, houve a distribuição de folders e panfletos da campanha de combate ao tráfico de drogas, que na linha de frente eram entregues por estudantes da Escola Municipal Nossa Senhora dos Navegantes. O evento teve como objetivo conscientizar a comunidade santanense sobre os problemas ocasionados pela dependência química.
A ação foi uma iniciativa da juíza Larissa Noronha Antunes, titular da Vara da Infância e Juventude de Santana, sob a responsabilidade do Comissariado da Infância e Juventude do referido município.
"Essa é uma caminhada de sensibilização para chamar a atenção das pessoas, das famílias, das escolas e da comunidade sobre o uso e o abuso de drogas praticado por crianças e adolescentes. E hoje, a gente sabe que isso virou um grave problema social e até de saúde pública, que precisa ser, urgentemente, combatido", ressaltou a magistrada.
Para o servidor Ladilson Moita, representante da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ), ações como essa são muito importantes para a população, pois possibilitam a discussão e o debate sobre as problemáticas que afetam a sociedade, sempre buscando soluções para esses conflitos.
Na oportunidade, a titular do Juizado de Violência Doméstica de Santana, juíza Michelle Costa Farias, parabenizou a iniciativa da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, e também destacou que a realização de eventos como a Caminhada de Combate ao Tráfico de Drogas possibilita a divulgação dos trabalhos realizados.

"Nós temos que discutir cada vez mais o nefasto consumo das drogas e os seus efeitos. E eu como juíza da violência doméstica apoio toda e qualquer iniciativa nesse sentido porque também sinto os efeitos desse problema nas minhas demandas", finalizou a juíza Michelle Costa Farias. (Da Editoria)

DIFUSORA: 100% - A rádio do povo na era das novas tecnologias

Difusora: 100%
A rádio do povo na era das novas tecnologias

..."E o meu coração navega nos rios, que a minha canção voa por aqui... eu sou essas margens dos rios que me levam eu sou da Amazônia"...



Fernando Santos

A composição "Sou da Amazônia" é de Osmar Jr., interpretada pela cantora Dani Li. Os versos da canção parecem casar perfeitamente com a missão da rádio pioneira do Amapá, a Difusora 630 AM, que nos seus 69 anos de existência, como diz a letra, ecoa pelos rios da região e por todo o Brasil e até mesmo do Mundo.
Mesmo com a tradição e o compromisso de levar a informação para os cidadãos da capital e do interior, nos últimos quatro anos a Difusora não recebeu os cuidados e o respeito que merece. Com a irresponsabilidade da administração anterior, perdeu-se a qualidade e a credibilidade.
Apesar do alarde feito de que o parque transmissor, localizado no Bairro Beirol passou por uma "reforma e inauguração" em 2012, pelo então governador Camilo Capiberibe que prometeu melhoria na qualidade do sinal, o que se constata hoje é a precariedade da estrutura e dos equipamentos. Foi nesta situação que a rádio foi encontrada pela nova gestão da RDM, que iniciou em janeiro.
O jornalista Roberto Gato, diretor-presidente da RDM priorizou em sua gestão, recuperar o parque transmissor, colocando os radiais necessários para a expansão do sinal e a caixa de sintonia, reativando as ondas tropicais; investir em profissionais qualificados; e, por fim, produzir uma programação que reaproximasse a rádio do povo. Roberto Gato sustenta que a grade de programação tem seu ponto forte no jornalismo e em programas interativos.

Diretor presidente, Roberto Gato e equipe técnica da RDN
vistoriam obra do parque transmissor da emissora


Problemas Técnicos
Apesar dos avanços, uma das principais preocupações continua sendo com o sinal da rádio, que ainda apresenta ruídos nos sinais de áudio e problemas de modulação. Uma vistoria técnica no parque transmissor constatou que o trabalho feito na gestão passada não seguiu os padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, que os equipamentos foram instalados de forma errada, o que prejudicou a potência e a sintonia. Prova disso foi a desativação da frequência de ondas tropicais, com o furto de sua caixa de sintonia.



Desde janeiro, providências estão sendo tomadas para reverter a situação. Mês passado chegaram novos equipamentos que já estão sendo instalados no Parque Transmissor. A euipe técnica da emissora está trabalhando para devolver a qualidade do sinal e garantir um alcance maior das ondas da RDM.

Cumprindo Regras
Seguindo os padrões da ABNT, a equipe está fazendo o aterramento dos radiais com o auxílio de uma retroescavadeira. Radiais são fios de cobre que saem da base (pé) da torre de ondas médias, que possui 120 metros de altura. Os fios se estendem em valetas na horizontal por 120 metros de comprimento.
Ao todo, são 120 valetas com 120 fios de cobre, formando um circulo de 360º graus, ou seja, a torre fica no centro do círculo. Também está sendo feito o aterramento da nova caixa de sintonia da antena de ondas tropicais.



O que foi encontrado no lugar dos radiais foram arames lisos, os mesmos usados para cercar terrenos, sem contar que eles, sequer, foram aterrados. A expectativa é que com a conclusão dos trabalhos, se consiga uma transmissão de qualidade, que chegue aos rádios amapaenses e de outras localidades mais distantes.


Uma trajetória honrada e de compromisso com o povo

A história da velha e boa Difusora é hercúlea, pois foram grandes as provas que teve de vencer tal qual o lendário bíblico e venceu, derrotando seus inimigos. Mesmo sem estar oficialmente criado, o que aconteceu em 11 de fevereiro de 1946, ela começou a retransmitir no dia 25 de fevereiro de 1945, como parte do serviço de imprensa oficial, pelo chefe do executivo territorial, o então governador Janary Gentil Nunes, a época com o nome oficial de Serviço de Alto-Falantes, de tecnologia simplória, mas que impactava diretamente na vida da sociedade macapaense, tendo em vista sua vital importância para a difusão de notícias do cenário nacional e internacional; informativos do poder público; proclamas; entretenimento musical; e, rádio novelesco.
Seria esse, o embrião do que viria a se tornar a Rádio Difusora de Macapá. Com o passar dos anos a emissora tornou-se o maior meio de comunicação do Estado do Amapá. Com seu sinal irradiado nos seus transmissores de ondas médias (O.M) e ondas tropicais (O.T.) romperam-se as fronteiras brasileiras, atingindo boa parte do Mundo e assim cumprindo o papel que lhe é devido de levar as vozes da RDM aonde quer que o povo esteja.
Uma das piores provas foi a do acidente, quando teve todos seus equipamentos destruídos pela força de um raio, que atingiu o edifício sede da emissora, e fez com que a mesma fosse quase que desativada por completa, passando, após o fato, por uma intensa revitalização, que fez com que todos os seus equipamentos, estúdios e estrutura fossem modernizados. 

Contra os incrédulos


A nova administração está realizando os 12 trabalhos de Hércules, a primeira está sendo a luta contra o leão que representam os torcedores contra os que urgem pela derrocada. Destaque-se aqui, que sob o comando do diretor Roberto Gato, que pertence aos quadros da emissora e já comandou seu departamento de Jornalismo, colocando-a na era da informática, equipando-a desde o telex, computadores e acesso a internet.
Hoje, retornando, e agora comandando a RDM, a coloca de novo na era tecnológica, quando irá passar a levar seu sinal a todo planeta e fora dele, através da internet, levando assim a sua programação a rede mundial de computadores e também a todos os dispositivos móveis, como smartphone’s e tablet’s, que se conectarão online pelo seu aplicativo (app) que estará sendo disponibilizado em breve para download, alcançando um número de ouvintes jamais antes visto.
Um dos principais objetivos, deste novo momento que a RDM vive, é tentar atingir uma massa muito maior da população amapaense, que antes tinha em mente a total defasagem de novas tecnologias e principalmente visões para o futuro, as quais imaginavam estarem fadadas a sempre ser “a velha boa” e não mais a “nova gostosa”, fazendo alusão ao prazer que é sintonizarem seus rádios na frequência 630 AM e se deliciarem com a nova programação da Rádio Difusora de Macapá. Soma-se a esse período a liberação do sinal de Frequência Modulada (FM).



O que a Difusora vivencia está consentâneo com o espírito do governador Waldez Góes que disse, durante toda a sua trajetória de campanha, que se eleito fosse iria cuidar bem das pessoas e das cidades. Cuidar bem das pessoas também é informar com qualidade e responsabilidade e, isso, a Difusora está fazendo, alcançando a cada dia a preferência do ouvinte. E, com certeza, chegará ao primeiro lugar na preferência dos de seu público ouvinte.

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