CAPA PRINCIPAL DA EDIÇAO 431


EDITORIAL



EDITORIAL

A morosidade, a verdade e a vontade do povo

A morosidade e a burocracia são dois males que emperram o andamento de muita coisa no Brasil. Esse termo “muita coisa” daria ao povo respostas para muita coisa que hoje simplesmente não caminham. Processos na Justiça de grandes cidades às vezes “caducam” sem qualquer satisfação, simplesmente por estacionar em pilhas que com o tempo ficam empoeiradas.
Pergunta que fica, será a força do poder? A edição de hoje traz essa situação, onde uma secretária de Estado tem um processo de condenação para devolver mais de R$ 3 milhões e até hoje nada aconteceu. O tempo de espera já chega há 13 anos e as investigações de irregularidades constatadas são inúmeras por uma auditagem feita na Secretaria de Indústria e Comércio – SEICOM -, na época em que Janete Góes Capiberibe era a secretária e tinha o marido João Capiberibe como governador.
Por todos os lados foram encontradas situações vexatórias e em todos os setores da secretaria investigada, quanto mais se aprofundava, mais problemas surgiam. Convênios, alugueis, diárias, enfim. Tudo duvidoso.
Mas seriam necessários 13 anos para que os resultados surgissem? As alegações ao TCE para tentar explicar o inexplicável foram feitas, mas não convenceram. O Tribunal de Contas logicamente manteve-se sério e disse que nada foi justificado por não haver documentos comprobatórios.
O compromisso com a informação leva o jornalismo à denúncia. E esse compromisso é o lema deste jornal. Sem informação o povo fica cego, surdo e mudo. Não queremos isso. Fatos relevantes têm que ser animados e é este o papel do jornalismo sério, proposta que sempre norteou este jornal muitas vezes atacado e vítima de uma tentativa de sabotagem moral que nunca se manteve. Nossos leitores sabem quem somos e como trabalhamos.
Somos pequenos, é verdade, mas com a força de quem nos lê, somos um gigante que incomoda muito. A manchete desta edição se iguala a tantas outras que destacamos com exclusividade, que aliás, é uma marca do jornalismo diferenciado. O “furo”, hoje tão difícil de se conseguir é reportado por nós com uma facilidade tremenda. A explicação para isso é a credibilidade. A manchete desta edição se iguala a muitas outras exclusivas e traz detalhes do que ninguém mais falou. Jornalismo, nada mais é que a verdade. Muito embora convivamos e sobrevivamos nesta época ruim, de repressão e tirania, conseguimos sobreviver e vamos fazemos o que nos propomos.
Nossas portas continuam e continuarão abertas para publicar verdades. Doam elas a quem doer. Este é nosso papel. Este é o papel do jornalismo de verdade. Não nos vendemos, não nos compraram pois não estamos à venda. Nossas manchetes são diferenciadas, fora do comum. Somos o jornalismo do povo aguardando com ele que a burocracia caminhe e a morosidade se acabe neste País.     

Criminosos bons de votos



Criminosos bons de votos 

Diário do Brazilquistão 



De acordo com nosso correspondente no longínquo Brazilquistão, 40% dos três deputados federais mais votados e dos senadores eleitos em 2014 (40 em um grupo de 108) são réus ou estão sendo investigados pela polícia ou Justiça brasileira (Globo 12/10/14: 3). A folha de antecedentes completa (e, desgraçadamente, repleta de ocorrências) de todos os parlamentares eleitos deve sair em breve. Pela pequena amostragem já se pode imaginar a baixa reputação moral do novo Congresso (com as ressalvas de costume). Muitos novatos já estão chegando com a FA cheia, o que confirma que é por meio das democráticas eleições que se busca a suposta (mas quase certa) impunidade. Os crimes ou infrações cometidos por eles vão de desvio de recursos públicos e improbidade administrativa a crimes de tortura e violação da Lei Seca, passando pelo peculato, lei das licitações, porte ilegal de armas, homicídio, uso indevido de funcionários, apropriação irregular de terras, “farra na publicidade”, crime ambiental, desmatamento ilegal, falsidade ideológica, crime de responsabilidade, lavagem de dinheiro, Lei da Ficha Limpa, promoção pessoal em jornal púbico, compra de votos, doação irregular de terreno público etc. Transitam pelas leis penais com a mesma desenvoltura com que Einstein cuidava da relatividade.
02. Ninguém sabe se dessa radiografia da política e dos políticos brazilquistaneses (assim como dos seus comparsas doleiros, banqueiros, marqueteiros, empreiteiros, empresários etc.) sairão alguns frutos, como a louvável emenda e correção, ao menos das mais horrendas anomalias da capenga e sempre desvirtuada vida democrática deste País de potencialidade incrível, mas desperdiçada a cada governo, pouco importando seu matiz ideológico (esquerda, centro ou direita), em virtude da má governança assim como da precaríssima qualidade das lideranças que têm em suas mãos os destinos da nação. Nosso correspondente tem dito que, pelos exemplos de jactanciosa temeridade (Lisboa), não ousa criar nenhuma expectativa robusta e consistente, sobretudo nesses tempos líquidos (Bauman) de dúvidas e incertezas atrozes sobre a democracia, a economia, a Justiça e o futuro da nação. Seu consolo, ultimamente, tem sido o de que suas páginas, no mínimo, possam servir de registro e memória dos sombrios tempos presentes, que não constituem nenhuma novidade, no entanto, quando olhamos a história obscurecida pela ganância e pelo parasitismo, os costumes frouxos e as tradições corruptivas dessa Ilha de beleza exuberante e riqueza inigualável, mas perdida nos seus próprios meandros cada vez mais apocalípticos.
03. A descrença do nosso correspondente não está lastreada em pueril leviandade, sim, em levantamentos precedentes, como o realizado pela ONG Transparência Brasil, divulgado pela maior revista da Ilha (em setembro de 2013), que apontou o seguinte: dos 594 parlamentares em exercício, 190 entre deputados e senadores já tinham sido condenados pela Justiça ou tribunais de conta. As sentenças e as decisões dos tribunais decorreram de irregularidades em convênios, contratos e licitações, atingindo 66 parlamentares (11% do Congresso). Em segundo lugar aparecem as condenações da Justiça Eleitoral por irregularidades em contas de campanha, com 57 deputados e senadores encrencados (9,6% do Congresso). Em terceiro estão os atos de improbidade administrativa (como enriquecimento ilícito e dano ao erário), que levaram à condenação 41 congressistas (6,9% do Congresso). Dentre esses parlamentares, 14 foram condenados à pena de prisão. Um deles, um senador de Rondônia, foi condenado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos, oito meses e 26 dias de prisão, em regime semiaberto, por fraude em licitações. Na Câmara, 13 deputados federais receberam penas de reclusão, em alguns casos convertida em prestação de serviços e pagamento de multas.
04. Diante dos macabros antecedentes, era de se imaginar que das urnas saísse um novo Congresso Nacional, rejuvenecido e preparado para os hercúleos desafios que o mundo moderno impõe às sociedades complexas. Nada disso. De decepção em decepção o Brazilquistão vai flertando com o pantanoso mundo da ingovernabilidade absoluta (sendo disso conivente, muitas vezes, boa parcela da própria população, que não se constrange em reeleger nem sequer quem já foi publicamente reconhecido como ladrão do dinheiro público).



Professor
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]


Nas garras do felino



Nas garras do felino



Waldez arranca na frente

Segundo pesquisa Ibope realizado no período de 14 a 16 de outubro o candidato Waldez Góes da Coligação Força do Povo composta pelo PDT, PMDB e PP obteve 58% das intenções de votos, enquanto que Camilo Capiberibe ficou com 30%. Fogo de morro acima, água de morro abaixo e povo quando quer, ninguém segura.



Governo ruim

A pesquisa também avaliou o governo do Camilo Capiberibe e o resultado foi exatamente o que vem dando ao longo de todo processo eleitoral. 59% do povo acha a gestão do Camilo ruim e 37% acha boa, 4% não sabem. Tem jeito, gente. Clécio Luiz quem se junta aos porcos, farelos come.



Impávido

O João Capiberibe, Randolfe Rodrigues e Davi Alcolumbre semearam em terra árida. A empáfia da Cláudia Camargo Capiberibe, a letargia do primo Juliano Del Castilho e mais um bando de aloprados enterraram a gestão do Camilo. Uma marionete. Rejeição sempre muito alta. 51% mediu o Ibope.



E o dr. João Lages?

Até agora parece que o desembargador João Guilherme Lages Mendes exercita sua paciência de monge tibetano com a turma da Seed que insiste em ignorar sua decisão. Enquanto insistem em desobediência, os vigilantes seguem apanhando da Polícia porque reclamam pagamento de salário atrasado. Pode Freud!



Engôdo

Esse governo é só pinta, parece Onça. Faltou o bafo. Eles desfilam com ambulâncias pelas ruas da cidade, mas adivinhem? Alugadas. Vão pagar R$ 500 mil por mês para ter os veículos. Possam como se tivessem comprado. Houve licitação para esse aluguel? Uma pergunta que não quer calar?



Rurap

Por lá, no órgão que deveria dar assistência técnica ao agricultor, a concessionária Mônaco Motos foi buscar as motocicletas vendidas para o órgão por fata de pagamento. Segundo Denis Pompeu água só se fizerem coleta. Porra que governo é esse? O fornecedor não recebe a três meses. Como pode ter farinha de R$ 1,50?



No contra pé

Camilo Capiberibe passou a campanha inteira batendo na tecla da corrupção e atribuindo ao concorrente o mal hábito da malversação da coisa pública. Ele, honesto. Biografia imaculada. Agora precisa explicar que diabos é esse vídeo que surgiu nas redes sociais onde ele, ensaca maços de cédulas. A turma amarela ainda vai inventar uma desculpa. Vou aguardar sentado.



E gora paipai

Capiberibe, digo, o velho, hábil na arte da mutretagem deve está a dizer: meu garoto, você descuidou-se, foste flagrado pelas Câmeras escondida do Mirandovisk. E agora? Viu o que eu fiz? Queimei na casinha do totó e até hoje sustento: foi armação do Sarney e Gilvan. E o povo acredita. Tem imagem? Se tinha sumiu. Né Zé Alcolumbre?



Saúde farta

Festa na Zona Norte durante a inauguração da UPA. Ambulância desfilando na cidade e no Hospital faltava colírio para dilatar a pupila dos pacientes que iam fazer exame de vista. Na Maternidade falta dipirona para as parturientes e no Oiapoque nem Diclofenaco. Quem disse foi a Capizinha.

Vila de Sucuriju Pede melhorias na qualidade de vida



Vila de Sucuriju


Pede melhorias na qualidade de vida

Projeto tenta mudar realidade da comunidade mais isolada do Amapá


Os moradores da Vila do Sucuriju enfrentam 1001  problemas: no fornecimento de energia elétrica; A falta de água potável também dificulta a vida dos moradores do Sucuriju; Meios de Transporte entre outros.
Segundo Marinês Negrão, moradora, a comunidade já chegou a ficar 3 meses sem energia elétrica nas casas, “e quando têm energia só funciona das 16h as 22h”, reclama.
Atualmente a população conta com um sistema de dessalinização de água, já que a vila faz limite com o Oceano Atlântico. O sistema dessalinização coleta água do rio Sucuriju, a partir desse processo a água passa por tratamento, tornando-se própria para o consumo.
Poucas pessoas da comunidade podem se locomover, pois o barco que fazia o transporte dos  moradores até Macapá não funciona.


Multinstitucional

A Superintendência Regional do Incra no Amapá instituiu grupo de trabalho multinstitucional para apoiar o desenvolvimento de pesquisa e implementação de políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida dos moradores do assentamento Agroextrativista (PAE) do distrito de Sucuriju (AP). Cerca de 120 famílias estão assentadas na região, e contam com acesso exclusivamente fluvial.
 Para discutir a execução da iniciativa, o Incra no Amapá reuniu com representantes da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Setec) e  Companhia de Eletricidade do Amapá (Cea).
As instituições participantes centralizarão esforços em três ações principais: implantação de sistema hibrido de geração de energia (heólico, fotovoltaico e termoelétrico); construção de telecentro com acesso a rede de dados; e atuação no âmbito do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), com elaboração dos projetos de engenharia e arquitetura, assim como do trabalho social referente à execução das obras e serviços.
 Como parte do trabalho foi agendada uma visita ao PAE no período de 10 a 16 de novembro para diagnóstico local, coleta de subsídios para realização das ações e reuniões com a participação dos moradores.

Isolamento
A Vila do Sucuriju (distrito do município de Amapá) tem aproximadamente 500 habitantes e fica na região do estuário do Rio Amazonas, no Cabo Norte, litoral do Amapá. Apresenta uma área de 16.700 ha localizada na margem direita do rio Sucuriju, próximo à foz. Limita-se a leste com o oceano Atlântico, e a oeste com a Reserva Biológica do Lago Piratuba.
A distancia, em linha reta, é de 120 km de Amapá e 220 km de Macapá. O acesso de barco é difícil e, dependendo das condições climáticas e da maré, pode ser de 18 horas (saindo de Cutias do Araguari), ou de até 20 horas (saindo de Amapá). 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...