SEMANA NA HISTÓRIA


Sábado, 23 DE MAIO 

1626 – Ao raiar desse dia, forças expedicionários ao comando de Pedro Teixeira atacam, por rio e por terra, o Forte de Mandiutuba, construído pelos holandeses sob as ordens de Nicolau Ouaden na região do Araguari. À noite o forte já estava em poder dos portugueses, mas os invasores, aproveitando-se de uma tempestade, fogem em um lanchão indo fixar-se com os ingleses que já ocupavam vários pontos do Cabo do Norte

1771 – Sai de Belém um grupo de famílias (seis) oriundas de Mazagão africana (Marrocos) para a vila de Mazagão, no Amapá.

1945.  Pela lei federal nº 7.578, é criado o município de Oiapoque, composto inicialmente de dois distritos: Clevelândia do Norte e Vila Velha do Cassiporé. Quando criado, Oiapoque passou a ser, historicamente, o quarto município do então Território Federal do Amapá. 


  
Domingo, 24 DE MAIO

1836 – O major Francisco de Siqueira Monterozzo e Mello, comandante militar de Macapá, envia ao general Soares de Andréia, no comando das Armas da Província do Pará, ofício de nº 45 informando sobre documentos suspeitos que foram enviados aos cabanos da região.

1922 – Chegam a Oiapoque os primeiros colonos japoneses, que foram distribuídos em lotes situados ao longo da margem direita do Oiapoque, sede da colônia de Clevelândia.

1991. Pelo decreto nº 76/1991, assinado pelo governador Annibal Barcellos, os universitários do curso de Bacharelado em Direito da Universidade Federal do Amapá vão estagiar, exercendo funções de auxiliares dos promotores de Justiça da Comarca de Macapá


1993 – É inaugurada em Macapá, a agência central do Banap (Banco do Estado do Amapá), em frente ao Teatro das Bacabeiras.

2002 – O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá divulga, a partir de hoje, no site oficial, que o número de eleitores no Amapá, aptos a exercer o direito do voto, é de 257.404. O Colégio Eleitoral com maior numero de votos continua sendo Macapá (150.149 eleitores), seguido de Santana (42.214) e Laranjal do Jari (15.082). O municipio com menor numero de eleitores é Pracuúba (1.566).


Segunda Feira, 25 DE MAIO

1901 – Pelo decreto nº 1021, o Território de Aricari fica dividido em duas regiões: Amapá e Calçoene, tendo sido criada, na vila de Amapá, a coletoria e em Calçoene a Mesa de Rendas.

1990 – O sergipano Gilton Pinto Garcia recebe de Dolly Mendes Boucinhas o governo do Amapá.

2010. Macapá. Realização da primeira cirurgia de reimplante de mão, na rede pública de Saúde do Amapá (Hospital de Clinica Alberto Lima), com um paciente de 30 anos.
            


Terça Feira, 26 DE MAIO
      
1640 – É criada uma companhia francesa das Índias  Ocidentais, dirigida por Jacob Bontemps. Ela se estende sobre todas as terras situadas entre o Amazonas e o Orinoco.

1895 – O jornal O País publica um artigo sobre a posição da imprensa francesa no conflito do Amapá.

1916 – Ao chegar em Macapá, o pastor Clímaco Bueno Aza,da Assembléia de Deus, é impedido pelo padre  Júlio Maria Lombaerde, com auxílio da polícia, de pregar.

1970 – Pelo decreto n 22/70, é criado o Museu Joaquim Caetano da Silva, sendo seu primeiro diretor, o cientista Waldemiro Gomes. A instituição foi depois modificada de sua função, transformando-se em Museu de Plantas Medicinais Waldemiro Gomes, e depois Museu Sacaca.


Quarta Feira, 27 DE MAIO

1775 – Parte de Belém o 12º grupo de famílias originárias de Mazagão africana, no Marrocos, para a vila de Mazagão, no Amapá, nesta data.

 1956 – Aristides Piróvano, após cinco anos como administrador apostólico de Macapá, passa a ser o novo bispo prelado, o primeiro da história do Amapá.

1961 – Falece em Belém, Pantaleão Gonçalves Machado (mestre Pontinha), filho do pecuarista e coronel Leopoldo Machado.

1965 – Em pleno clima de golpe militar, o prefeito de Macapá, Renée Limmounche, após criticar o aparato policial montado pelo governador Luis Mendes da Silva, para investigar a vida dos funcionários públicos na Prefeitura, é afastado de suas funções, sendo exonerado e preso no dia 11 de junho, por 60 dias.

2004 – É inaugurado em Macapá, o Centro de Referencia em Tratamento Natural (CRTN), na av. FAB, em frente à Prefeitura de Macapá. O novo orgão prestará assistência médica especializada em terapias naturais como Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura, Massoterapia e Orientação Alimentar Regionalizada.


Quinta Feira, 28 DE MAIO

1958 – Chegam ao porto de Santana, materiais de composição da Estrada de Ferro do Amapá, com 30 vagões, na presença do governador Pauxy Nunes.

1988 – O Museu Histórico e Científico Joaquim Caetano da Silva passa a se chamar Museu de Plantas Medicinais Waldemiro Gomes.

1988 – Aracy Mont’Alverne lança, em Macapá, o livro Luzes da Madrugada.

1991 – É fundada a Associação dos Magistrados do Estado do Amapá (Amaap), e eleito  o desembargador Gilberto de Paula Pinheiro o primeiro presidente.

1996 – É inaugurado o prédio do Fórum da Comarca de Ferreira Gomes.


 Sexta Feira, 29 DE MAIO

1944 – Pelo decreto nº 14, o governo do Amapá cria postos escolares em Amapá, Macapá e Mazagão, para fornecimento de material escolar e uniformes aos estudantes. É criada também a Escola de Prendas Domésticas do Amapá (hoje Escola Estadual Santina Riolli), que começará a funcionar somente em 6 de agosto de 1951.

1954.  Nasce em Óbidos, no Pará, o sociólogo, escritor, compositor e professor universitário Fernando Canto. Um dos fundadores do Grupo Pilão, que há décadas divulga a música amapaense. Como compositor venceu vários festivais no Amapá e Minas Gerais. Escreveu: O Bálsamo (1995); Os periquitos comem mangas na avenida (1984); Fedeu Morreu (1995), Telas e Quintais (1987), A água benta e o diabo (1998), O EquinoCio (2004). Fernando Canto é membro da Academia Amapaense de Letras.




1993. Falece em Macapá o pastor Otoniel Alves de Alencar, da Assembléia de Deus, que chegou ao Amapá, pela primeira vez – proveniente do Maranhão – em 1962, para organizar o movimento pentecostal no Amapá.

CAPA DO 2º CADERNO


POLÍTICAS


ARTIGO DO RODOLFO JUAREZ



FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS TEM NOVA CHANCE


ARTIGO DO TOSTES



Os vilões do Brasil

Muito se questiona os gestores sobre a falta de projetos alternativos para melhorar as cidades, concretamente os prefeitos tem se limitado a executar projetos habitacionais, que são importantes, porém é muito pouco quando se trata das capitais, onde se concentra maior parte da população brasileira. Este fato representa apenas a falta de recursos ou a completa ineficácia em relação à visão empreendedora para o ambiente urbana? Na realidade é um misto das duas coisas, mas deve-se evidenciar que um dos maiores entrave de gestão atualmente no Brasil está relacionado ao comprometimento político da máquina estatal.

O comprometimento passa pela falta de autonomia do gestor, engrenagens obsoletas e arcaicas, compromissos políticos com os resquícios de campanha, são incontáveis as razões pelos quais as prefeituras não são somente pobres, são paupérrimas quando o assunto é o gasto e aplicação dos recursos públicos, vive-se uma ciranda que não tem fim, espalha-se pela sociedade brasileira o sentimento de descrença com os governantes, motivos não sobram, todavia deve-se ressaltar que a questão empreendedora para área urbana, e algo lamentável.

Em períodos de crise, a única coisa que os governantes sabem fazer é aumentar impostos e prover todos os meios para arrecadar mais, algo que quando se mira o ambiente urbano não é compatível, pois facilmente percebem-se fragilidades imensas e problemas elementares ganharem contornos de condição caótica. A sensação que passa é que o mercado informal cresce de forma assustadora, não é atoa, volume de encargos, impostos e outras taxas estão transformando o Brasil em um País inviável.

O que fazer diante de tamanho imbróglio? Em primeiro lugar, as instituições formadoras de mão de obra devem começar a repensar a maneira como jovens profissionais estão sendo colocados no mercado de trabalho, confunde-se pressa com qualidade, isso parece algo entranhado na cultura do Brasil, as consequências são desastrosas, cada vez mais ficam reduzidas as alternativas de profissionais com condições adequadas para atender a realidade. São muitos conflitos que entrelaçam diferentes interesses, outro dia conversando com uma médica que trabalha na prefeitura de uma grande cidade, afirmou que a recomendação para atender um paciente no Pronto Socorro deve ser no máximo de 07 minutos, não importa quais os sintomas o mesmo apresente caso claro, pois o único objetivo é puramente estatístico, de dizer que milhares foram atendidos em curto período, sem, no entanto, saber em que condição.

O que dizer dos arquitetos e urbanistas formados que aprendem minimamente a compreender a realidade da cidade e o seu entorno, quando chega ao poder público descobrem que o máximo que fazer é adequar os projetos dos programas Minha Casa Minha Vida e do PAC, convenhamos é um "choque" para quem ingressa no mercado de trabalho. O sentimento atual, também é de que a melhor forma de se dar bem é ser funcionário público, nem todo mundo poder ser funcionário não há condições para isso, o efeito deste contexto são governos e prefeituras "inchadas" com excesso de pessoal, os poucos recursos que sobram mal dá para pavimentar as cidades que carregam na sua paisagem as mazelas que os políticos se encarregaram de criar e consolidar.

E os projetos alternativos? Há de fato uma crise de ideias, ou de interesses? De novo, vou afirmar ambos, hoje em dia não se faz mais nada, o jogo de interesses é de ambas as partes, é um dos motivos pelos quais o Brasil está "enterrado" em uma crise, que não é somente econômica, é moral na essência. Trabalhar o alternativo requer mudar a visão, tudo é o governo ou a prefeitura que faz, a sociedade também tem que ser protagonista de sua própria história, não dá mais para esperar. Um dos itens importantes no processo de mudança social é a questão da Governança, sempre afirmei em artigos anteriores, os partidos tem um projeto para ganhar as eleições, mas não tem um projeto de governo, este fato fragiliza qualquer gestor.

O Brasil precisa trabalhar melhor a questão da Governança, historicamente temos a clara sensação que é muito complexo no País se trabalhar a divergência de pensamento, teria sido resquícios do processo de colonização ou da época vigente da Ditadura Militar, pode ser que sim ou não, o fato é que vamos convivendo diariamente com as noticias da mídia de escândalos sucessivos dos desvios de recursos e todos os tipos de maquinaria para beneficiar este ou aquele grupo, até mesmo para se mantiver no poder por anos.

Os projetos alternativos estão espalhados por diversas cidades pelo mundo afora, boas experiências, mas isso não dá IBOPE, noticia ruim é que dar satisfação plena, o desejo de vingança dá mais emoção, do que propriamente supostas noticias mais felizes. É uma cultura baseada nos sentimentos mais sórdidos do primitivismo do ser humano, mudar este comportamento não é tarefa fácil, mas é preciso dar os primeiros passos.

Sempre recorro a Literatura local, regional, nacional e internacional para conhecer boas experiências de projetos em favor da coletividade, poderia citar um bom número de propostas que deram certo, mas, uma coisa chama atenção de boa parte destas propostas, deram certo, porque houve a participação de todos, não deixaram de continuar, porque era deste ou daquele governo, continuaram, por conta, que foi a sociedade que elaborou, se tornou protagonista e não coadjuvante do processo.  É por isso que os projetos alternativos não vingam, o contexto atual se encarrega de fazer com que o sistema seja dependente. É o político que entrega latas de leite, é governo que dá milhares de bolsas sem gerar nenhum posto de trabalho, é o funcionário que recebe sem trabalhar, enfim, são milhares de razões que mostram, um Brasil se apodrecendo, não faltam vilões para contarem múltiplas histórias.  Cada um tem a sua história, e por certo, o Brasil está recheado de vilões em todos os lugares.

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

GEA pactua compromisso contra violência sexual e direito de crianças e adolescentes





O Palácio do Setentrião sediou a assinatura do Pacto de Compromisso pela garantia dos direitos da infância e juventude, na tarde de segunda (18). A convenção foi firmada através da ‘Rede Abraça-me’, que representa a união de instituições governamentais e não governamentais que atuam na proteção de crianças e adolescentes contra violência sexual. O dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, ocasionando a assinatura do pacto.

A partir de agora, os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público assumem o compromisso de organizar o funcionamento de serviços no controle social sobre a violência contra crianças e adolescentes no Estado do Amapá, principalmente ampliando projetos de cidadania, fortalecendo o papel dos conselhos tutelares, intensificando ações de apoio às famílias e à proteção das vítimas, bem como a potencialização da Rede Abraça-me de Atendimento.

Ao assinar o pacto, o governador do Estado, Waldez Góes, afirmou a importância da Rede Abraça-me e o papel de cada um dos membros: "Temos um dever que é nosso alcançar: cuidar com responsabilidade dos direitos da criança e do adolescente. E, sobretudo, diminuir o quanto as possibilidades de violência".

A Rede Abraça-me de Atendimento atua como agente combativo à violência sexual contra crianças e adolescentes, cumprindo o fluxo de atendimento dos serviços sociais, de saúde e prevenção. Com 53 membros, foi criada em 2009 e com a assinatura do pacto foi fortalecida: "Com este evento, pretendemos sensibilizar e alertar a sociedade, trazendo à pauta, o projeto do Observatório da Criança e do Adolescente e a atenção voltada ao Fluxograma de Atendimento", explica a secretária de Políticas Assistenciais da SIMS e membro da Rede, Patrícia Silva.

Ela também ressalta que denúncias sobre crimes sexuais contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100 ou 190.

Observatório
O projeto Observatório da Criança e do Adolescente objetiva centralizar as informações, criando um banco de dados a fim de obter um perfil do ato de violência praticado. O projeto prevê a instalação de um espaço físico próprio e profissionais capacitados. "Já tínhamos deixado o projeto pronto do observatório, mas a gestão passada não deu continuidade, e agora estamos resgatando como uma meta para 2015. Assim, teremos dados mais concretos sobre este tipo de violência", acrescenta Patrícia Silva.

O Fluxograma de Atendimento pretende dar visibilidade à forma correta de agir em casos de violência contra crianças e adolescentes, orientando as vítimas e criando uma rotina que identifica as instituições responsáveis por cada tarefa: "O Governo do Estado junto de outros Poderes, assinando este termo, mostra o seu compromisso e nós, dentro da Rede, temos que replicar às crianças e adolescentes um trabalho positivo e de prevenção", apontou a secretária de Inclusão e Mobilização Social, Eliete Borges.


"O Observatório da Criança e do Adolescente é de suma importância para que tenhamos informação, pois informação é poder. Precisamos de estatísticas sérias, assim podemos aplicar políticas públicas eficazes", disse a deputada estadual, Marília Góes, que criou a Lei Estadual 1.601/2011, que institui a Política Estadual de Prevenção, Enfrentamento das Violências, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Estado do Amapá.

Oiapoque - 70 anos de isolamento

Oiapoque
23 de maio 1945 - 70 anos de isolamento


O extremo Norte do Amapá vai continuar isolado, não será interligado ao Sistema Interligado Nacional através do Linhão de Tucuruí. Oiapoque mais uma vez sai perdendo.


Reinaldo Coelho

Quem não conhece a frase “Do Oiapoque ao Chuí” – cantado em versos e prosas no mundo inteiro? – Tratava-se de uma referência a dois extremos territoriais do país, no norte e no sul respectivamente. Tratava-se, e não se trata mais, porque há 14 anos uma expedição oficial provou que o ponto geográfico mais setentrional do Brasil não é o Monte Orange (na cidade de Oiapoque, Estado do Amapá). Seria o Monte Caburaí, em Roraima, ou talvez a nascente do rio Uailã, no mesmo Estado. Até hoje a definição ainda é alvo de polêmica.

Mais não é somente isso que o fronteiriço município brasileiro vem perdendo. O município que está localizado no extremo norte do Estado do Amapá e que tem uma área de 22,625 km², com uma população de 23 628 habitantes, de acordo com as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, deveria estar festejando seus 70 anos de criação neste sábado (23). Pois foi criado em 23 de maio de 1945, através da Lei nº. 7.578/45.


A cidade de Oiapoque cresce a cada ano, tanto geográfica quanto demograficamente. E tem um custo de vida dos mais altos do Brasil, seus moradores pagam preços absurdos por alimentos, lazer e vestuário. Isso se deve ao isolamento que a cidade há décadas vem sofrendo com a interminável obra da BR 156 que é a mais longeva com grande expectativa da população local.

O isolamento por via terrestre ocorre desde 1943, data de criação do extinto Território Federal do Amapá e da nomeação do primeiro governador via governo federal, Janary Gentil Nunes. De lá pra cá, os diversos produtos continuam chegando de caminhões, isso para desespero e desperdício de tempo de empresários e comerciantes que necessitam ‘tocar’ seus negócios com a maior brevidade possível. As viagens de Oiapoque a Macapá chegam a durar mais de 30 horas.





PSB (Camilo) x PSB (prefeito)

Em um texto publicado por Celso PUZZLE no blog http://celsogues.blogspot.com.br/ ele relata o desleixo do Estado sob o comando do partido PSB na figura do Camilo Capiberibe. No mesmo texto ele exemplifica as obras da Praça Ecildo Crescêncio Rodrigues que não foram priorizadas no comando do Camilo e hoje se encontram esquecidas.

Ironia das ironias, Oiapoque é administrada por Miguel Caetano de Almeida, o Miguel do posto, do PSB do ex-governador Camilo Góes Capiberibe e que, na administração camiliana, sequer fazia o repasse constitucional do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Para piorar a situação dos espoliados cidadãos oiapoquenses em uma investigação preliminar da Câmara Municipal de Oiapoque teria apontado diversas irregularidades, entre elas, supostas celebrações de contratos entre a prefeitura e postos de gasolina de propriedade de Miguel Caetano. Só no ano passado teriam sido comprados com valores superfaturados mais de R$ 2 milhões em combustíveis.

O legislativo municipal pediu o afastamento do prefeito que retornou à função, por meio de uma liminar expedida pela 2ª Vara Cível da Justiça. Ele ficou nove dias fora das funções administrativas, por suspeita de haver firmado contratos irregulares entre a prefeitura e empresas da cidade.

Essa é a maneira socialista de governar –, o Amapá está pagando a conta e Oiapoque recebe a fatura.


Energia elétrica – Sem Linhão do Tucuruí


Outro fator de emperramento do dia a dia do município é a energia elétrica, que deveria ser resolvida com o linhão de Tucuruí, porém mais uma vez Oiapoque está de fora desse beneficio.

O Amapá mudou seu sistema de alimentação. Ele não exige mais usinas térmicas caras em diesel. Agora a sua produção hidrelétrica está com "Linhão Tucuruí", que interligará o Estado ao Sistema Interligado Nacional.  Mas a conexão nas diferentes cidades do Amapá não está completa e, é o caso de Oiapoque localizado 590 km da capital Macapá que sofreram o impacto de seu afastamento.

Segundo a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), as três subestações que vão interligar o Linhão ao Estado, “com exceção do município de Oiapoque que não apresenta uma demanda considerável para uma linha acima de 300 KW”. Ou seja, o extremo Norte do Amapá vai continuar isolado, mesmo com o Linhão de Tucuruí.

Enquanto isso o processo que está sendo conduzido pela CEA incluiu o Sul do Estado, onde ficam os municípios de Laranjal e Vitória do Jari, cidades que viviam a mesma dependência de geração de energia térmica e que agora estão interligadas ao sistema nacional, benefício negado até agora ao Oiapoque.

Apenas Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, não será contemplado com a rede e permanecerá com o fornecimento energético isolado dos demais, por causa da necessidade de construção de uma rede de 500 quilômetros entre o município e Ferreira Gomes.

O diretor-presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Ângelo do Carmo, em reportagem na TV Amapá, informou sobre a possibilidade de comprar energia da empresa EDP, na Guiana Francesa, a qual iria suprir a demanda oiapoquense. Porém alguns confiam em um acordo onde essas questões deverão ser debatidas e essa possibilidade dividiu os munícipes, pois eles se preocupam com o preço. A maioria confia em um acordo onde essas questões deverão ser debatidas “Na Guiana funciona o euro que é mais caro do que nos Real”.

Um morador postou na rede social que não acha a energia da EDF cara, ao contrário o serviço é bom e sem cortes. “Não tem problema de sobrecarga de tensão levando seus aparelhos a serem danificados”.

Enquanto isso, o sistema energético do município continuará a ser impulsionado por sua estação térmica de combustível, que leva 21 mil litros de diesel, por dia, para alimentar a cidade e tem seu gargalo na condição da estrada, a famosa BR 156.


Falta de energia e insegurança


A cidade de Oiapoque está a mercê da escuridão. A segurança, o lazer e a tranquilidade dos moradores em andar a noite, está comprometida pela precarização da iluminação pública. Mas uma de várias mazelas da cidade de Oiapoque.

A incerteza de ter energia elétrica nas residências, trabalhos, centros de saúde, escolas, comércios, aldeias e comunidades rurais, e sem saber se o próximo racionamento virá por algumas horas, dias ou semanas (o que já custou uma vida e pode vir a custar outras), assim como a impossibilidade de sair de maneira segura da cidade em função das péssimas condições da estrada, seja em uma emergência ou simplesmente para exercer nosso direito de ir e vir está exasperando o munícipe Oiapoquense.

Na madrugada do último sábado (16), um estudante de enfermagem da UNIFAP morreu depois de passar a noite inteira inalando monóxido de carbono de um grupo gerador doméstico. Entre sábado e domingo Oiapoque ficou 17 horas sem energia.

Um problema que deveria ser tratado, no mínimo, como prioridade pelo poder legislativo da cidade. Pois Oiapoque foi entregue ao caos da escuridão.

De acordo com moradores oiapoquenses o descaso da CEA está simplesmente em não haver uma lei municipal que obrigue a companhia em fazer a manutenção dos postes que estão sem lâmpadas, pelo fato de não ter uma taxa de contribuição imposta a população e nisso consiste a omissão da CEA. Se o morador quiser ter sua rua iluminada terá que custear do próprio bolso por esse privilégio, uma vez que a CEA não tem a obrigação de reparar os postes em que faltam lâmpadas, já que o morador não paga um imposto específico para isso.


A Dengue prolifera

Somando-se a isso incontroláveis epidemias de dengue e chikungunya, com aumento dos casos em progressão geométrica e nenhuma resposta dos sistemas municipal de saúde, além da cidade imunda, infestada de lixo e sem aterro sanitário, expondo a toda sorte de zoonoses.

Desde 2014 a cidade enfrenta o segundo maior registro de casos de dengue e de febre chikungunya no país, atrás apenas do município de Feira de Santana, na Bahia. De 1º de janeiro a 30 de abril foram confirmados 1.978 casos de chikungunya em 12 Estados mais o Distrito Federal. Destes, 1.949 casos ocorreu na Bahia e no Amapá, o que corresponde a 98,5%. Cerca de 80% a 90% dos casos no Amapá ocorrem em Oiapoque.



Manifestação


Durante duas semanas a cidade de Oiapoque não tem seu abastecimento de eletricidade normalmente. Este racionamento causa problemas significativos e dificulta a atividade econômica. Os moradores resolveram se manifestar em massa nas ruas para protestar contra esta situação.

De acordo com os manifestantes a cidade encontra-se praticamente isolada do restante do Estado em razão da falta de manutenção e dos atoleiros na BR-156. A viagem entre Macapá e a sede do município, que até o inicio do ano era feita entre 6 e 8 horas,  atualmente pode passar de 24 horas. Moradores afirmam que carros pequenos não conseguem mais concluir a viagem e ônibus, geralmente, são rebocados nos trechos críticos.


Devido à situação da estrada o fornecimento de energia elétrica, que já estava complicado, ficou ainda pior. Os caminhões tanques que levam óleo diesel para a termoelétrica não conseguem chegar a Oiapoque, resultando em cortes constantes na geração de energia e contribuindo para o sofrimento da população.

O prolongamento da situação levou a população a aderir ao protesto que foi organizado por alunos e professores do campus binacional da UNIFAP e pelo Movimento “Acorda Oiapoque!”, movimentos sociais e acadêmicos, simbolicamente fortes, como a queima de pneus em frente à CEA e a "inauguração" da parte brasileira da Ponte Binacional, este grande elefante branco que custou muito dos nossos impostos, impactos socioambientais e sobre nosso patrimônio arqueológico e até agora não nos trouxe benefício algum.




Apelo
O Movimento Reggae sem Fronteiras publicou na rede social que neste sábado (23), quando Oiapoque completa 70 anos, não tem o que comemorar.

Um Oiapoque melhor é sinônimo de um Amapá inteiro melhor, pois pode vir a ser a porta de entrada de muitas coisas que nos beneficiarão a todos. Por hora somos a última fronteira, negligenciada e esquecida à própria sorte na extremidade nortente desse Brasil que o Brasil não conhece”. Flavi'Anas – Banda Phyna e Movimento Reggae sem Fronteiras –.


O papel da UNIFAP no Oiapoque


A universidade tem tido um papel importante nestes 10 anos, mesmo com imensas dificuldades, conseguiu formar mão de obra para trabalhar no próprio município. A dificuldade institucional no Oiapoque mostra a insanidade do que é o território brasileiro, cheio de contrastes absurdos, regras quebradas e transitando um estado completamente clandestino. Para piorar, a BR 156 e a Ponte Binacional deram ao Oiapoque o lema que faltava, uma ponte que ninguém atravessa e uma estrada que nunca será pavimentada.

Portanto, o objetivo de auxiliar o município de Oiapoque, em 2014, não foi concretizado. Esta missão institucional é demais complexa para ficar no encargo de apenas uma instituição, mas deixa lições para o futuro ano que se aproxima. Até quando os governos eleitos no Estado do Amapá vão tratar a fronteira com este descaso? O que será preciso fazer mudar este cenário? Que novas estratégias deverão ser adotadas? Precisamos acabar com a visão de amadores que passam a exercer cargos públicos sem perceber onde estão inseridos. Vamos transferir esta missão, talvez para o ano que vem? Ou quem sabe, para o dia que cair a ficha sobre o que queremos da fronteira?



ATLETA DE PONTA


ESPORTE - ESTADUAL DE BASKETBALL

ESTADUAL DE BASKETBALL
São José é o Campeão


Wilson Brito
Da Editoria

Na noite da última quarta-feira (20), no Ginásio Avertino Ramos, aconteceu a decisão do Campeonato Amapaense de Basquete Adulto Masculino. Em quadra as equipes da ABAP (Associação dos Basqueteiros do Amapá), Campeã do primeiro turno e São José vencedor do segundo.

As duas equipes decidiram a competição numa série melhor de três partidas, os chamados play-offs. O primeiro jogo aconteceu na sexta-feira (15), no Ginásio Júlio Pereira. A ABAP não se intimidou por estar jogando na casa do adversário e venceu por 68 a 66. 

Na noite de segunda-feira (18), precisando vencer para forçar a realização da terceira partida, o Tricolor do Laguinho entrou em quadra pressionado. Perdendo nos três primeiros períodos da partida a equipe conseguiu um empate em 67 a 67, a sete segundos do fim, levando o jogo para a prorrogação. Empurrado pela torcida, que marcou presença em grande número, o São José fechou o jogo em 78 a 74.

Na partida definitiva da quarta-feira num Avertino Ramos lotado, o São José contou com o reforço do ala-pivô, Anderson Barcarena, que veio do Paysandu de Belém, para novamente vencer o rival, desta vez por 64 a 51 e levantar o caneco da competição. 

O Governo do Amapá através da Secretaria Estadual do Desporto e Lazer (SEDEL), premiou a equipe campeã com R$ 3 mil e a vice-campeã com R$ 2 mil. O cestinha e melhor jogador do torneio foi Douglas Silva, do São José e o atleta revelação foi Fabricio Barbosa da ABAP.

O Campeonato teve a participação de dez equipes. O diretor técnico da federação Agostinho Lopes, avaliou como positiva a participação dos times e das torcidas no Estadual.

"Os clubes estão de parabéns, foi um grande campeonato e os times que participaram fizeram partidas de grande nível técnico e a torcida fez a parte dela, especialmente nesta grande final"!

ESPORTE - ESTADUAL DE FUTEBOL SUB 20

ESTADUAL DE FUTEBOL SUB 20
Santos e Trem decidirão a competição na segunda-feira


Na quinta-feira (21) foram definidos os finalistas do Campeonato Sub 20, que é organizado pela Federação Amapaense de Futebol. Em dois jogos muito bem disputados pelas quatro equipes que chegaram as semifinais, Santos F. Clube e Trem D. Clube se deram bem contra Independente e São Paulo, respectivamente.

As partidas foram disputadas no Estádio Milton de Souza Corrêa (Zerão), que reabriu para o público após interdição para colocação da pista de atletismo e manutenção do gramado. Com isso a praça esportiva passa a ser ‘estádio olímpico’.

No primeiro jogo da noite, o Peixe da Amazônia derrotou o Verdão Santanense pelo placar de 2 a 0, com gols de Luciano Junior e Aldair. O Santos foi a equipe de melhor campanha, na primeira fase, e garantiu vaga na final até com o empate. No outro jogo a Locomotiva do Bairro do Trem venceu o Tricolor do São Lázaro por 2 a 0, com gols de Renatinho e Felipinho. Neste confronto a vantagem era do Trem que teve melhor campanha que o São Paulo na fase inicial.

Santos e Trem vão para a final com as melhores campanhas do campeonato. Na primeira fase as equipes se enfrentaram no Estádio Glicério Marques e não saíram do empate de 0 a 0.


A decisão está marcada para está segunda-feira (25), às 20h30, no Estádio Zerão. As equipes entram em igualdade de condições, ou seja, se o jogo terminar empatado a disputa pelo titulo irá para os pênaltis. O campeão vai receber o troféu Mario Thomaz. M.T. recupera-se em sua residência de um AVC. O vice-campeão leva a taça Antônio Luiz. Antônio é colunista do Jornal do Dia. Os dois fazem parte da crônica esportiva amapaense.

BOLA NO CENTRO




WILSON BRITO

TÊNIS DE MESA
Foi realizado no fim de semana que passou no Ginásio Avertino Ramos, a primeira etapa do Circuito Amapaense de Tênis de Mesa. Cerca de 60 atletas disputaram a competição, divididos em seis categorias: mirim, infantil, sênior, absoluto e rating A e B. O vice-presidente da Federação amapaense de Tênis de Mesa (FATM), Victor Oliveira, avaliou como positivo o desempenho dos mesatenistas e afirmou que até o fim do ano mais três etapas irão acontecer para definir os campeões desta temporada.

DE VOLTA
Depois de chamar a atenção dos dirigentes do Londrina E. Clube, na disputa do Campeonato Brasileiro da Série D do ano passado, o jogador amapaense Fabinho está de volta a equipe do Santos, após cerca de seis meses de experiência e poucas oportunidades na equipe paranaense. O atleta retorna ao Peixe da Amazônia para a disputa do Amapazão e da competição nacional de 2015. Além de Fabinho, o Santos apresentou também o meio-campista, Leto, que estava no futebol piauiense e o atacante Índio que disputou o Campeonato Brasiliense pelo Luziânia E. Clube.

TAEKWONDO
Lohanne Tavares e Brandon Lee obtiveram bons resultados no Campeonato Brasileiro Universitário que foi disputado no sábado (16) e domingo (17) em São Paulo. Brandon Lee de 20 anos conquistou a medalha de bronze e Lohanne de 21 anos ganhou medalha de prata. Com a conquista, Lohanne Tavares se mantém na Seleção Brasileira da modalidade na qualidade de reserva e aguarda a convocação para o Mundial Universitário que deve ocorrer em julho na Coréia do Sul. Os dois atletas retornaram está semana para Macapá.

RECEPÇÃO
Depois de ser o único atleta no masculino a ganhar medalha pela seleção brasileira no Mundial de Taekwondo na Rússia, desembarcou está semana na nossa capital, o lutador Venilton Teixeira. Na recepção teve direito a desfile pelas ruas de Macapá em carro aberto do Corpo de Bombeiros. O atleta teve o apoio do Governo do Estado do Amapá através da SEDEL e na última quarta-feira foi recepcionado e homenageado  no Palácio do Setentrião pelo governador Waldez Góes, que parabenizou o atleta pela medalha de bronze conquistada.

FUTLAMA
Entidade atuante em Macapá, a Federação de Futlama anuncia um pequeno recesso. A pausa nas competições acontece para que o presidente Mario Frota faça o planejamento da próxima competição que será a edição 2015 da Taça Macapá Verão, que faz parte da programação de veraneio da capital amapaense. A última competição realizada pela federação foi o 1o Campeonato de Futlama do Arquipélago do Bailique. Após está competição está previsto para o mês de agosto, a realização do Estadual da modalidade.

JOGADA FINAL...


Governo do Estado do Amapá realizou está semana através da Secretaria Estadual do Desporto e Lazer (SEDEL), curso de capacitação de treinadores e monitores esportivos. O evento contou com a presença de treinadores consagrados do futebol brasileiro como: Dorival Junior e Wagner Mancini.
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Estão abertas as inscrições para o Curso Básico de Tiro Esportivo 2015. Informações podem ser obtidas através dos números (96) 98120-5878 e (96) 99129-0079. O curso acontece no período de 3 a 7 de junho e as inscrições podem ser feitas até o dia 31 deste mês.
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Ypiranga Clube realizou na última quinta-feira (21), café da manhã para apresentar a empresa que irá gerenciar o futebol do Clube. Trata-se da Evox Sport Manager do empresário Adson Nery, que de inicio será responsável pela contratação da comissão técnica e de jogadores que disputarão o Amapazão 2015 pela equipe.
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‘Me contaram’...
Que um grupo de jogadores, quando atuava nos gramados na década de 80, resolveu  se confraternizar no final do ano em uma reunião etílica no sitio de um deles. Era um dia de diversão com muito futebol, cerveja e churrasco. O mais experiente deles (não em churrasco), ficou preparando a picanha maturada para assar, enquanto o restante disputava uma animada pelada. Na hora do almoço perguntaram - "E ai amigo? O churrasco está pronto?" - E nosso herói de supetão tascou essa - "Tá pronto sim. Só a picanha que deu trabalho pra preparar, porque tinha um lado com muita gordura e demorou para eu retirar..." - Para desespero dos amantes daquela famosa carne gordurosa!
Rsrsrsrsrsrs!!! Teria sido verdade? Semana que vem tem mais. Tchau!!!

CAPA 3º CADERNO


PIONEIRISMO



Pioneirismo
In Memoriam *1948 +2012
  
Bezerra foi um dos mais conhecidos e respeitados profissionais do Amapá. Além de jornalista, era cronista, tendo publicado no jornal Diário do Amapá, algo em torno de 1.200 crônicas, conforme informava no perfil de seu blog.




Jornalista CARLOS BEZERRA (in memoriam)



Reinaldo Coelho

A editoria de Pioneirismo amapaense tem alternado a divulgação das ‘histórias de vida’ de personagens que aqui somaram para ajudar o desenvolvimento desse torrão Tucuju. Esta semana renderemos uma homenagem a Carlos Emanoel de Azevedo Bezerra, um homem simples, mas de elevada cultura, o jornalista Carlos Bezerra foi dono de uma das canetas mais respeitadas do nosso Estado. Se vivo fosse estaria completando 67 anos de idade, no auge da criatividade, mais infelizmente teve que se ausentar do nosso convívio há três anos.



Bezerra foi um dos mais conhecidos e respeitados profissionais do Amapá. Além de jornalista, era cronista, tendo publicado no jornal Diário do Amapá, algo em torno de 1.200 crônicas, conforme informava no perfil de seu blog.

Nasceu em Portel – PA no dia 25 de julho de 1948. Era filho de Raquel Azevedo Bezerra e Braz Bezerra da Silva. Carlos Bezerra aprendeu a ler desde os seus seis anos, incentivado pela mãe. Viveu em Abaetetuba no Pará até aos onze anos.

Em 1960 chegou à Macapá. Começou a trabalhar desde os treze anos, fez de tudo um pouco. Trabalhou em uma fábrica de cadeiras. Com 14 anos foi selecionado pela prefeitura de Macapá para plantar grama no hospital geral e nos prédios públicos localizados na Avenida FAB. Foi escoteiro, datilógrafo na Olaria do Governo, era o mais rápido chegando a datilografar mais de 250 teclas por minuto. Trabalhou como datilógrafo no escritório do Dr. Cícero Bordallo.


Aos 19 anos passou em primeiro lugar no concurso do Bando do Brasil para caixa bancário. Foi vendedor viajante da empresa White Martins, em Belém do Pará, e primeiro gerente da White Martins, em Macapá. Vendedor viajante da Sharp na rota Macapá/Belém/ Maranhão. Como vendedor viajante adquiriu mais de 1000 (mil) horas voo. Devido a grave instabilidade financeira, juntamente com o filho mais velho vendeu doces e salgados para sustentar a família.

Carlos Bezerra em Macapá na época em que
 passou no Concurso do Banco do Brasil em
 primeiro lugar para caixa. 1968

Casou em 7 de dezembro de 1972 com Antônia Maria da Costa Bezerra. Era um apaixonado por leitura, lia em média oito livros por mês desde a sua juventude. E o tempo passou. Carlos Bezerra continuava aumentando sua cultura através da leitura. Passou a escrever, mas seus textos ficavam ocultos, pois ele escrevia e os guardava, tinha receio de que alguém os lesse e não gostasse. Carlos Bezerra não sabia, mas já estava pronto para atuar no que seria a trajetória no jornalismo amapaense. Seus conhecimentos já tinham a capacidade de lapidar textos e transformá-los em joias raras.

Casamento do Casal Carlos Bezerra
e Antonia Bezerra



Descoberta do tesouro literário

Em 1993, Luiz Bezerra, tomou conhecimento dos textos do irmão Carlos Bezerra e percebeu a qualidade, em seguida o apresentou para o proprietário de um jornal de circulação diária em solo Tucuju. Seu talento na arte de escrever era notório e sua capacidade de produção era gigantesca. Inicialmente os artigos de Carlos Bezerra eram publicados como colaborador do jornal, logo em seguida foi contratado para trabalhar.

Os artigos de Carlos Bezerra rapidamente começaram a fazer sucesso, caíram no gosto dos leitores amapaenses. Tinha um estilo inconfundível de escrever. Seis meses depois de começar a publicar os seus artigos no jornal, foi convidado para fazer parte da bancada em um conhecido programa de rádio, na ‘102 FM’, no horário das 7h às 9h da manhã, de segunda a sexta-feira. Obteve sucesso também no programa de rádio, nascia a “QUESTÃO DE ORDEM, Carlos Bezerra carimba e assina embaixo”. Participou do programa por mais de 10 anos.

Carlos Bezerra fazendo parte da bancada da Rádio 102 FM


Variedade jornalística

Carlos Bezerra, além do jornal impresso, acrescentou também no rádio o seu conhecimento, irreverência e talento com as palavras através da sua voz marcante e inconfundível. No auge de sua carreira no jornal, Carlos Bezerra escrevia suas crônicas na coluna “Questão de Ordem”, realizava entrevistas, caderno de política, editoriais, além de fazer parte da bancada no programa de rádio. No mesmo jornal através do pseudônimo “Emanoel Azevedo” fazia diariamente a coluna “Caneta Afiada”, que era usada com a devida habilidade que lhe era peculiar.

Homenagens em vida

Pelo reconhecimento e relevantes serviços prestados Carlos Bezerra recebeu os títulos de Cidadão Macapaense e Amapaense, outorgados pela Câmara de Vereadores e Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, diplomas que ele tinha muito orgulho. Trabalhou também da TV Macapá (Band) no programa Câmera Livre onde através de seus comentários, conseguiu ajudar muitas pessoas, principalmente a população mais carente. Em outro jornal impresso tinha a coluna “Campo Minado”, onde também, através dos seus textos defendia os menos favorecidos.

Juntamente com o filho mais velho, o publicitário Yuri Bezerra, publicou o livro NOSSA HISTÓRIA – Empresas, Instituições e Personalidades, lançado no dia 29 de março de 2012, no auditório do SEBRAE-AP.

Carlos Bezerra e Yuri Bezerra em 2011

No dia 26 de dezembro de 2012 Carlos Bezerra foi para o plano espiritual. Carlos Bezerra era um homem simples, mas de elevada cultura. Exemplar chefe de família, viveu com a Senhora Antônia Bezerra durante 43 anos, 4 de namoro e 39 anos de casados. Teve quatro filhos, Yuri, Patrícia e Érika (filhos sanguíneos) e um adotivo, Patrick.

No trabalho, sua principal habilidade, a arte de escrever. Publicou mais de 4.000 textos entre crônicas, editoriais, caderno de política e entrevistas em vinte anos de trabalho. Nem mesmo uma grave patologia hepática que tinha desde 1992 lhe impedia de sorrir e escrever, era um exemplo de superação. Quando a cirrose foi diagnosticada sua estimativa de vida era de seis meses, Carlos Bezerra estendeu sua vida por mais 20 anos graças a Deus, a sua determinação, apoio da família, amigos e do médico e amigo que ele chamava de Doutor “São” Teles. Conseguiu realizar o transplante de fígado em 20 de outubro de 2007 no Complexo da Santa Casa de Misericórdia no hospital Dom Vicente Scherer, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e viveu por mais quatro anos.

Homenagem póstuma

Para homenagear Carlos Bezerra, o filho Yuri Bezerra criou em 2013, o 1º Concurso de Redação Jornalista CARLOS BEZERRA e o Troféu Jornalista CARLOS BEZERRA onde a premiação foi uma bolsa integral e mais quatro bolsas parciais somando mais de R$ 150.000,00 em bolsas de estudos de ensino superior.

Por tudo que Carlos Bezerra representou e contribuiu foi criado o troféu Jornalista Carlos Bezerra, uma maneira honrada de homenagear todos que contribuem para o exercício do hábito saudável da leitura e o crescimento através do conhecimento.

Em um trecho de um dos últimos textos publicados em seu blog, Carlos Bezerra escreveu:

Tenho saudades de mim. Mas sei que o que foi, nunca mais será. A tragédia é essa. Ao contrário do que acreditamos, nada é nosso, nada nos pertence. Tudo é apenas um empréstimo que nos foi concedido pelo tempo, esse velho usurário que cobra com juros extorsivos a juventude perdida.  O preço é alto. É o cansaço, a pele enrugada, músculos flácidos e uma enorme vontade de partir para a terra do nada. Lá, inconsciente do existir, não pensarei, não sentirei, nada serei. Talvez quem sabe, se tiver sorte, quando eu for apenas pó, um vendaval pode soprar o que restou de mim para as estrelas. Lá, bilhões de anos depois, poderei ser parte da luz que não faz sombras. Quem sabe nesse dia, poderei conhecer esse tesouro que muitos buscam e poucos encontram: a felicidade de apenas existir sem sentir essa dor maldita que há tanto tempo faz parte de mim”.

A viúva Antônia Maria e o filho Yuri Bezerra


(Texto e informações de Yuri Bezerra)

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