ARTIGO DO RODOLFO JUAREZ


MUDAR OS MÉTODOS É PRECISO


Rodolfo Juarez

A União já enviou para o Congresso Nacional a proposta de seu orçamento para o ano de 2016 contendo um déficit de mais de 30 bilhões de reais. Uma situação impensável até o ano passado, considerando as metas da campanha eleitoral da então candidata Dilma Rousseff e agora presidente da República.
O Governo do Estado prepara a sua proposta para encaminhar aos deputados estaduais na Assembleia Legislativa e se forem levados em conta as diretrizes que constam da LDO, por aqui não haverá na proposta do orçamento déficit, mas uma precaução especial na estimativa da receita para o ano de 2016.
É certo que o orçamento não ultrapassará o total das despesas e receitas propostas para este ano, com grandes possibilidade, de ser mais realista e cauteloso, o que pode recuar para um valor inferior a 5 bilhões de reais.
As explicações estão nas recomendações dos responsáveis pela arrecadação e pelo planejamento governamental, feitos sistematicamente a todos os que gerem as dotações no Governo do Estado, pedindo sempre para que economizem, evitem contratações e, agora, para que encerrem os contratos de fornecimento de veículos.
Diga-se que os secretários de governo que entraram em janeiro, seguiram o mesmo padrão daqueles que estavam em dezembro, ou seja, preferiram carrões zero quilômetro, na maioria das vezes para ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa.
Outras despesas também foram recomendadas saírem da lista das secretarias e outros órgãos de gestão, aliás, bastante numerosos, chegando a contagem de 63 unidades, considerado um absurdo para aqueles que analisam a estrutura administrativa estadual.
Contudo isso não está descartada, pelo menos até agora, a possibilidade do pagamento do salário dos servidores em parcelas, para que não haja significativo atraso no pagamento daqueles salários.
O mesmo problema está contaminando as contas das prefeituras. As menores já começam a sentir o peso da regra devido estarem ultrapassando o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
A Prefeitura Municipal de Macapá, por exemplo, já estuada o plano de contingenciamento para que seja possível chegar em outubro e estar com os pagamentos em dia. A situação, segundo uma fonte interna da PMM, ainda continua muito crítica e todos os esforços estão sendo feitos para que o pagamento dos salários não seja afetado.
O gigantismo do Estado, com um leque improvável de órgãos de gestão, dando oportunidade para que, em cada um deles haja um chefe e dois adjuntos, além de toda uma equipe de apoio, às vezes, apenas à pessoa do secretário, sem uma função que atenda os interesses da população.
Até agora está sendo muito difícil cortar despesas, principalmente aquela com pessoal, mantendo os serviços (que passaram a ser alvo do segundo golpe) e deixando de lado os investimentos, todos capazes de produzir empregos e gerar renda para os setores produtivos do Estado.
O único setor que está apresentando resultado no Brasil é o da agroindústria, exatamente aquele que não tem significado econômico no Amapá, que ainda se debate com as estórias contadas por ambientalistas, sem qualquer proposta que inclua a população.
Mudar de rumo é preciso! Buscar alternativas é necessário!

Não basta fazer economia, tem que produzir ou então comunicar os problemas diretamente para o cidadão que pode tomar a decisão que entenda mais acertada. No momento, os métodos são os mesmos, então, os resultados serão, também, os mesmos.

ARTIGO DO TOSTES


Pavimentação da BR 156: previsão de conclusão, só ano de 2027.



O tema da BR 156 é algo quase permanente quando se trata de vislumbrar as perspectivas de integração com o Platô das Guianas? Quais os motivos para que a pavimentação do trecho total seja tão complexa? Em um rápido exercício sobre este assunto, vamos encontrar o seguinte: até o ano de 2002, a pavimentação havia chegado a Tartarugalzinho. De lá para cá, são exatamente 13 anos, visualizarmos o que foi pavimentado neste período vai alcançar a média de 165 km de acordo com os dados oficiais, e se dividirmos 165 por 13, vai encontrar a média de 12,3 km pavimentados por ano, sem dúvida, que é preocupante, mesmo com todas as adversidades do primeiro semestre chuvoso e outros contratempos, é injustificável este resultado.
E quais os problemas decorrentes deste processo? Sem nenhum levantamento estatístico preliminar, é fato que este resultado está relacionado às questões de gestão e planejamento dos recursos. Atualmente calcula-se em torno de 112 a 115 km para serem pavimentados, se continuar nesta média serão necessários mais de 11 a 12 anos para, enfim, vermos a BR 156 concluída no trecho norte. Diante de tamanho imbróglio, como é possível pensar em algum tipo de desenvolvimento? Sem falarmos das dificuldades dos próprios municípios e cidades amapaenses que enfrentam todo o tipo de adversidade, principalmente Oiapoque, principal prejudicado, pois, a pavimentação já vai além da porta da cidade de Calçoene.
Recentemente passou em uma emissora de canal aberto a reportagem sobre a estrada com maior tempo de construção, a BR 156, em parte desta reportagem, dá conta que os problemas são diversos, mas o maior deles é a incapacidade para gerir os recursos e aplicar adequadamente a conclusão da rodovia. A reflexão que cabe: é prioridade ou não pavimentar esta BR? É importante ou não a cooperação com o Platô das Guianas? É importante ou não alcançar algum nível de desenvolvimento do norte ao sul do Estado? É importante ou não o Amapá ser o único Estado da federação a ter uma fronteira com parte do território da União Europeia?
Tais reflexões nos levam afirmar que de acordo com os resultados em 13 anos, os esforços desdobrados não são compatíveis com as prioridades que se diz em discurso, o que é grave. Oiapoque sofre com todos os tipos de problemas sociais, políticos, econômicos e ambientais. A pressão na fronteira com as atividades clandestinas, além do endurecimento do governo francês/guianense contribuiu para uma paisagem desanimadora.
Muitos trabalhos acadêmicos foram produzidos nos últimos dez anos sobre o Estado do Amapá, diversas questões foram elucidadas com a finalidade de contribuir para o debate do desenvolvimento, todavia, quando miramos a prática, existe um abismo em relação aos números obtidos pelos municípios. E o que fazer diante deste triste cenário? Os números são racionais, diz muita coisa, a incapacidade não pode ser somente de natureza técnica, já se vislumbrou até a possibilidade do Exército brasileiro assumir esta responsabilidade, comprova que o Estado não tem sido ágil para colocar em prática tão importante obra para o desenvolvimento futuro do Amapá.
Precisamos inverter a lógica em nosso Estado, são muitas obras em poucos anos que não avançam: BR 156, Aeroporto e Ferrovia. As últimas noticiam é que a representação parlamentar do Estado do Amapá esteve reunida com autoridades em Brasília para discutir o assunto, não tem sido fácil explicar para os próprios amapaenses, de quais os motivos que a construção desta estrada é a mais demorada do Brasil. Segundo algumas reportagens locais e também nacional, começou no ano de 1945, avança a passos de tartaruga em relação à conclusão no eixo no norte, se continuar do jeito que está, a previsão de término no eixo norte será no ano de 2017, o cálculo é simples, faltam de 112 a 115 km, a média de pavimentação entre 2002 a 2015, é de cerca de 11 a 12 km.


INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Projeto de Leitura do TJAP
Bolsistas recebem orientação



Da Editoria

Os bolsistas lotados no Fórum de Macapá, Juizados Virtual, Norte, Sul e UNIFAP, reuniram-se com a coordenadora do programa “Jovens Construindo o Futuro: Do Direito ao Deleite de Ler e Escrever”, Ângela Carvalho. A reunião aconteceu no Plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
O objetivo foi estimular nos jovens bolsistas ao hábito e à disciplina da leitura e, ainda, para a prática de produção de texto. Os bolsistas receberam da coordenadora os informes sobre resenhas e sugestões de tema para estudos no portal do TJAP, acompanhamentos sobre as leituras realizadas e troca de vivências literárias. Também puderam conhecer a Lei nº 12.244/10 que garante que todas as instituições de ensino do país, públicas e privadas, devem ter bibliotecas.
Durante o encontro, a coordenadora Ângela de Carvalho, socióloga e contadora de histórias, fez a leitura da carta do escritor brasileiro Bartolomeu Campo, visando incentivar os jovens para o compromisso com a leitura.
“A leitura literária, a mim me parece, promover em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível”, dizia um trecho da carta.
Como propõe o programa, os bolsistas estão escrevendo cartas à presidente do TJAP, desembargadora Sueli Pini, falando sobre as leituras realizadas durante esse período.
A bolsista lotada na Contadoria do Fórum de Macapá, Beatriz de Almeida, 16 anos, 2º ano do ensino médio no Colégio Amapaense, falou da sua paixão pela literatura, e da admiração que tem pelo Judiciário.

“Quero seguir o caminho da Justiça e até, quem sabe, ser magistrada futuramente. Acho fundamental o exercício diário da leitura, que faz a gente viajar mesmo estando no mesmo lugar. Tenho também um sonho até então secreto, ser escritora”, disse empolgada a jovem.

Oiapoque: Uma fronteira em eterno litígio

Oiapoque: Uma fronteira em eterno litígio



‘Aqui não mora desertores. Moram homens trabalhadores, pessoas que apostaram em Oiapoque para sobreviver. Só que como todas as obras que iniciam no município e não são concluídas, as promessas também não são cumpridas’.

Reinaldo Coelho
Da Editoria

O município do Oiapoque, considerado o ponto extremo do Estado do Amapá e até 1998, o do Brasil, pois perdeu para o Monte Caburaí, em Roraima. Essa referência e a popularizada expressão ‘Do Oiapoque ao Chuí’ só existe na memória popular. Esta e outras situações tem gravado na história desse torrão brasileiro a luta incansável dos seus habitantes para ali sobreviver. Esse povo heroico que desde a época da colonização vem sendo litigiado pela posse de suas terras, riquezas e autoestima.
Um dos primeiros litígios históricos remonta ao Tratado de Utrecht, de 1713, entre a França e Portugal, mas diversas interpretações quanto ao traçado da fronteira, existente hoje, foram resolvidas por uma arbitragem internacional feita pela Suíça deu razão ao Brasil em 1900 comandada pelo Barão de Rio Branco.
Atualmente o município está precisando de um “novo” Barão do Rio Branco, para ajudar os oiapoquenses a resolverem seus problemas, pois o poder público vem trazendo promessas e não soluciona os seus males, ao contrário cria mais problemas.
A cidade de Oiapoque originou-se da morada de um mestiço, Emile Martinique, e por isso, chamava-se inicialmente Martinica. Pouco tempo depois, o governo federal criou um ponto militar, para onde vários presos políticos foram enviados. Ou seja, transformou a então vila em morada dos indesejáveis do Brasil Central. Alguns anos mais tarde, o ponto foi transferido e, em 1945 o município de Oiapoque foi criado.

O município
Após sua transformação em município e, mantendo o isolamento da capital amapaense, pois se localiza a 590 quilômetros de Macapá, e contando apenas com o transporte marítimo para se deslocar, na década de 50, Janary Nunes anunciou as obras da BR 156 que seria a redenção da comuna, porém, já se passaram mais de 40 anos, e a histórica rodovia continua em obras.
Já recebeu pavimentação asfáltica em 410 quilômetros no trecho Macapá/Calçoene, mesmo assim, ainda faltam pavimentar 290 quilômetros da rodovia. E os motoristas continuam sofrendo em lamaçais e ladeiras íngremes com abismos ao lado e provocando isolamento da população fronteiriça.

As ações isoladas para a cidade de Oiapoque é um tipo de
abandono institucional. Na cidade de Oiapoque,
não há controle de absolutamente nada


Em todo o período invernoso o município fica isolado pelos lamaçais que dificultam o acesso ao município e a realização de abastecimentos, principalmente de alimentação e combustível, causando os racionamentos de energia constantes, o que prejudica a já combalida economia local.

Energia
Durante o inverno, a população chega há ficar 24 horas sem energia em razão dos atoleiros na BR-156 que impedem o transporte de óleo diesel que vem da capital para abastecer os geradores da usina termelétrica do município.
O linhão proveniente da Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, que tem o objetivo de reduzir a deficiência do abastecimento de energia no Amapá e melhorar a oferta do serviço à população. Porém, mais uma vez, Oiapoque será alijado de um benefício, vai ser o único município que não será interligado ao Sistema Nacional de Energia Elétrica e deverá receber os refugos dos maquinários de outros municípios beneficiados pelo Linhão de Tucuruí.
A promessa da CEA para resolver este problema é contratação de uma empresa que prestará o serviço de abastecimento, e a contratação de um produtor independente de energia alternativa para o município de Oiapoque que funcionará junto com a usina termelétrica.
Entre as ações, está inclusa a instalação de uma pequena central hidrelétrica (PCH), do Salto da Cafesoca, usina localizada no Rio Oiapoque. As obras estavam previstas para iniciar em 2015 e orçadas em R$ 80 milhões.

Outras mazelas
Os 24 mil habitantes da cidade de Oiapoque estão enfrentando uma epidemia da febre chikungunya, dengue, malária e o município passa por crises de abastecimento de energia elétrica, e os moradores não conseguem ver concluídas as obras de pavimentação da sua principal rodovia, a BR -156. O que falta piorar para esse povo fronteiriço?
O titulo de Zona de fronteira tem sido uma incompatibilidade, pois lhe confere, com a mobilidade social intensa, clandestinidade, prostituição, aliciamento de menores e outras características que são reproduzidas e capazes de sustentar as redes de influência mútua destas áreas.
A cidade, a partir do esquecimento do poder público, tem facilidades do comércio ilegal, a venda e compra de euro e ouro em pleno centro comercial, o tráfico de pessoas, a exploração sexual e o não pagamento de impostos fazem do Oiapoque um lugar interessante e cheio de possibilidades, alimentando o sonho de trabalhadores honestos e também de gente desonesta. Esta cidade fronteiriça precisa receber atenção especial do poder público estadual e municipal e amplos setores da sociedade civil, que precisam atuar de forma conjunta para a solução de diversos problemas sociais e urbanos.

Clamor dos munícipes oiapoquenses
Tudo no Oiapoque acontece lentamente, menos para a população, constituída por um povo ordeiro e trabalhador, que conhece seus direitos e briga por eles. Os oiapoquenses, volta e meia, estão nas ruas protestando contra a situação caótica do município. Sua juventude é ativa e tem conhecimento da realidade mundial, observa-se isso nas redes sociais, onde postam suas satisfações e indignações contra os males do seu município.
Para quem chega a Oiapoque não é difícil captar a lógica da desordem urbana pela qual passa o município, que sofre com a falta crônica de infraestrutura, sob a inércia do poder público. Com a proliferação de bairros pobres e habitações construídas sem nenhum tipo de planejamento.

Quiosques estão abandonados na praça de Oiapoque

Um dos clamores é com referência a revitalização das obras da única Praça da cidade e de sua Orla, que há mais de 10 anos deveria esta construída.
As escolas do município funcionam em prédios alugados, os remédios estão com os preços às alturas, quando tem. As ruas esburacadas, sem pavimentação. Um senhor maranhense desabafa “Aqui não mora desertores. Moram homens trabalhadores, pessoas que apostaram em Oiapoque para sobreviverem. Só que como todas as obras no município, que iniciam e não são concluídas, as promessas também não são cumpridas”.

Prostituição e garimpo

Polícia Militar do Estado do Amapá mantém vigilância constante
para combater o garimpo ilegal

É possível constatar que a devido ao garimpo a prostituição na cidade e as drogas imperam na cidade. As “garotas” ficam sentadas em cadeiras próximas as lanchonetes e, de acordo, com a chegada dos “clientes”, entram no carro. O interessante é que parece existir uma espécie de fila em que as mesmas ficam sentadas em cadeiras esperando estes “clientes”.

Uma ilusão aurífera
Os garimpeiros trazem o sonho de trabalhar na Guiana Francesa, interrompido devido a forte fiscalização, por parte do governo francês, que atualmente tem adotado uma violenta repressão à entrada desses brasileiros em seu território.
Esses trabalhadores se declaram cansados de serem expulsos; outros experimentam dificuldades para documentar-se e residir/trabalhar legalmente na Guiana Francesa. Por isso, muitos decidem estabelecer-se em Oiapoque, até mesmo por não possuírem condições financeiras de retornar às suas cidades de origem ou mesmo por terem investido todo seu dinheiro na viagem clandestina para a Guiana Francesa.

Ponte bi nacional


A ponte binacional, entre os dois países, que custou R$ 61 milhões, aguarda inauguração há quatro anos. A ponte que deverá sofrer impactos ambientais, sociais e econômicos, com efeitos marcantes sobre as populações locais e sobre os processos de urbanização na Região Norte do Estado.
Uma das demandas será o “núcleo Beira-rio”, que já começa a ser afetado mesmo antes de sua inauguração. Os catraieiros, por exemplo, perderão sua função de travessia na fronteira. O comércio e os serviços que sempre tiverem sua logística associada ao rio terão que procurar alternativas para suas articulações, pois as dinâmicas transfronteiriças mudarão de lugar, de forma, de tempo e de caráter. O próprio centro urbano atual tende a se isolar, pois o acesso a ponte acontece a quilômetros do centro da cidade.

Ultimamente a economia de Oiapoque vive um momento de crise, motivado por fatores gerados no lado francês, o que mostra a vulnerabilidade da economia local em relação ao país vizinho. O simples recrudescimento da repressão policial aduaneira à entrada dos produtos brasileiros naquele departamento francês foi suficiente para enfraquecer o comércio local, pois o euro deixou de circular. É mais fácil um guianense chegar ao Oiapoque do que um oiapoquense adentrar em Saint-George.

s catraieiros com a inauguração da ponte Binacional na fronteira
entre Oiapoque e Saint-George serão os mais prejudicados com a perda clientela

MMA

MMA
15ª edição do Eco Fight Championship em outubro



Reinaldo Coelho

MMA definitivamente não tem mais fronteiras, prova disso é o evento ECO Fight Championship, em sua 15ª edição, que promete agitar o Ginásio Avertino Ramos em Macapá-AP, no dia 03 de outubro.
Serão muitas as novidades apresentadas no evento, entre eles Willian "Pitchula" (Team Revuca / New Level) será uma das feras confirmadas para o próximo dia 03 de outubro. Pitchula é conhecido pelo seu excelente Muay Thai e ele vai encarar outros atletas que tem suas origens na trocação, seu ex-companheiro de treino Pablo Tatu.
Pablo Tatu X Willian Pitchula
Vindo de vitória em um evento fora do Estado, Pitchula está confiante na vitória "-Estou treinando muito, muito focado e quero seguir meu caminho de vitórias, sei que ainda tenho muito a fazer é estou dando um passo de cada vez, obrigado a todos que estão comigo nessa caminhada e a minha torcida que sempre me dá maior força", comentou Pitchula.
Na 15ª edição o Eco Fight Championship terá presenças VIPs de atletas do UFC como os lutadores Erick Silva, Iuri Marajó, além da ring girl brasileira Elenita Machado.

Brasileira Elenita Machado, ring girl do UFC


O evento já é conhecido pelo público amapaense. Na programação acontecerão oito lutas, sendo a principal entre Oberdan Pezão e Toninho Marajó. Os amapaenses Tiago Trator e John Macapá também são presenças confirmadas.
A novidade este ano é que além das lutas de MMA também haverá desafios em outras modalidades das artes marciais como o taekwondo, caratê, boxe e judô.
Segundo Anaice Willian, organizador do evento, a estrutura seguirá os moldes do UFC. Estão previstos treinos abertos em pontos da cidade, como shoppings e praças para os lutadores ficarem mais perto dos torcedores. Atletas de renomes já pisaram no Amapá em 2015. Em janeiro, Wanderlei Silva marcou presença em evento de MMA, assim como Rodrigo Minotauro no mês de maio.
“Queremos chamar a atenção para o Amapá, temos muitos atletas com potencial, mas que por falta de incentivo acabam perdendo oportunidades. Fizemos mudança (no evento) para que os lutadores pudessem mostrar seus talentos”, explicou Anaice.

Confira o card de lutas do Eco Fight Championsip:

Willian Pitchula x Pablo Tatu (peso mosca)

Fabio Vasconcelos x Edgard Castaldelli (peso meio pesado)

André Mikito x Carlos Godzilla (peso médio)

Wanderson Panda x Vitor Morais (peso pena)

Luan Lacerda x Raulian Paiva (peso galo)

Silas Lima x Lucas Bessa Pão Careca (peso galo)

Pé de Chumbo x André Dante (peso leve)


Serviço
Ingressos disponíveis a partir de 1º de setembro.
Pontos de vendas: Sorveteria Jesus de Nazaré, Academia Energy Esporte, Farmácia Anastácia e Loja Villa Texana.
Valor: R$ 30 (arquibancada)  
          R$ 70 (VIP) 
          R$ 150 (prime octógono) 

DESAFIO - O amapaense Guido Santos encara Denis Alagoas

DESAFIO
O amapaense Guido Santos encara Denis Alagoas



O amapaense Guido Santos, 21 anos, vem morando a cerca de 2 anos em São Paulo, onde treina na matriz Lotus Club, uma das maiores academias do país. Ele já tem luta marcada no MMA, no próximo dia 19 de setembro vai encarar Denis Alagoas no Thunder Fight 5, que acontece na capital paulista.
Em junho, o jovem amapaense retornou ao cage e venceu Alisson Lira ainda no primeiro round por finalização, no Thunder Fight 4 e agora retorna para a próxima edição do evento, mantendo o ritmo de treinamento forte o Guido garante que fará de tudo para sair com a vitória. “A expectativa é fazer uma boa luta, sempre focado no objetivo principal que é a vitória, estou muito bem preparado, até melhor que a ultima luta e tenho fé em Deus que essa será mais uma vitória para o Amapá”, comentou Guido.

O adversário do amapaense será Denis Alagoas, que também é faixa preta de jiu-jitsu, tem um cartel de 8 vitórias e uma derrota, sendo seu último triunfo no Jungle Fight.

BOLA AO CENTRO


ESPORTE


CAPA 3º CADERNO

PIONEIRISMO



"É bom saber que a memória dele (Hélio) estará preservada em um local tão importante da nossa Universidade. A preocupação é que as novas gerações de jornalistas saibam, ou pelo menos tenham a curiosidade de saber, quem ele foi. Certamente estará feliz com a homenagem", Graça Pennafort (Irmã).



Jornalista Hélio Pennafort ( * 1938 T 2001)
  

 Esta semana trazemos para o acervo da editoria da editoria de pioneirismo do Tribuna Amapaense, uma das personagens históricas do Amapá, o jornalista Hélio Pennafort que atuou e influencia é referencia em diversos segmentos da sociedade local. Seja na Cultura, Jornalismo impresso e televisivo, radicalismo, contos e memorias, crônicas, historiador e fotógrafo. Enfim este ícone Tucuju deixou um acervo riquíssimo de Oiapoque ao Jari de suas andanças nos primórdios da história do Amapá.
Merecidamente o jornalista Hélio Pennafort teve seu nome denominando o estúdio de transmissão da Rádio Universitária 96,9 FM. De acordo com o diretor da rádio, Fernando Canto, o ato da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) é um singelo e justo tributo ao profissional de imprensa que sempre pautou seus trabalhos na consolidação da identidade amapaense.

Homenagem da Rádio Universitária a Hélio Pennafort

 Hélio Pennafort nasceu no município amapaense de Oiapoque, no dia 21 de janeiro de 1938, filho de Rocque de Souza Pennafort e Cesarlina Guarany Pennafort e faleceu em São Paulo, no dia 19 de fevereiro de 2001 em decorrência de problemas respiratórios.
A veia jornalística começou cedo, em 1958 já editava em sua terra natal o jornal Vaga-lume, totalmente confeccionado em máquina de escrever e papel manilha, numa tiragem de 20 exemplares. Dois anos depois começa a colaborar com jornais da capital e desde essa época nunca mais abandonou o jornalismo.
Quando veio para Macapá começou a trabalhar na Rádio Difusora e, logo depois, ingressou na Rádio Educadora, emissora pertencente à Prelazia. Foi intenso o seu trabalho naquela época, onde redigia e produzia vários programas, chegando a criar uma mininovela denominada ‘Um Pedaço de Vida’, que também dirigiu.
Hélio também colaborava com o jornal A Voz Católica, onde publicava semanalmente uma coluna com reportagens, principalmente realizadas no interior, onde sempre esteve presente no contato direto com o caboclo amapaense, que conhece tão bem e soube imortalizar através de suas obras e do imenso acervo fotográfico que possui.
Em 1973 estendeu suas atividades jornalísticas passando a publicar reportagens no jornal A Província do Pará. Além disso, teve trabalhos seus publicados no Jornal do Brasil e no Jornal da Tarde. Com o advento da televisão, Hélio Pennafort foi um dos primeiros repórteres da TV Amapá e também redigia o Jornal do Amapá, telejornal da emissora que até hoje continua no ar.

Trajetória no serviço público
Ao lado de suas atividades jornalísticas, Hélio também fez carreira no serviço público do ex-Território, onde ingressou em 1957, como radiotelegrafista em Vila Velha do Cassiporé, sendo posteriormente transferido para Oiapoque, onde permaneceu até 1964, época em que foi transferido para Macapá.
Nesse mesmo ano foi designado para exercer o cargo de prefeito do município de Calçoene, onde ficou até 1966. De 1973 em diante começou a trabalhar no Palácio do Setentrião onde exerceu os cargos de assessor de relações públicas, assessor para assuntos de turismo, assessor de imprensa, subchefe e chefe de gabinete do governador.
Participou da equipe do primeiro governo do Estado do Amapá como Diretor do Departamento de Comunicação Social.

Documentarista, escritor, fotógrafo...
Por vários anos foi membro do Conselho de Cultura, é membro da Associação Amapaense de Escritores- APES e da Academia Amapaense de Letras e recebeu vários títulos e homenagens, como o Diploma de Honra ao Mérito e o título de Cidadão de Macapá outorgados pela Câmara de Vereadores. O Comando Militar da Amazônia também lhe deu o título de Colaborador Emérito do Exército.

Obras publicadas


Microreportagem. Macapá, Imprensa Oficial: 1982; Um Pedaço Fotopoético do Amapá (l983); Entrevista ao Leitor (sd); Estórias do Amapá (1984); Os Heróis da Ribanceira (1986); Amapaisagens (1992); Barcellos – Síntese de dois Governos (1994).
Seus livros abordam aspectos socioculturais do povo amapaense, bem como procuram descrever as belezas naturais da região, além do registro bem-humorado dos “causos” e da vida do caboclo.

Desportista
Como esportista, jogou voleibol e formou na Seleção do Oiapoque que disputou e venceu o torneio de voleibol alusivo ao aniversário do Território, em 1963, em Macapá.
Entre os títulos e homenagens que recebeu, destacam-se o diploma de Honra ao Mérito e o título de Cidadão de Macapá, concedidos pela Edilidade.

Família

Casou-se em segunda núpcia com Irenilde Gibson Barbosa com quem teve quatro filhas: Hélida Cordeiro Pennafort, Helenilde Gibson Barbosa Pennafort e Hirene Gibson Barbosa Pennafort, além de Juliana Cordeiro Pennafort (do 1º casamento). Depois de aposentado do serviço público, Hélio continuou militando na imprensa amapaense. (Texto de Paulo Tarso Barros)

ANTENADOS


O aniversário


No final do último mês de agosto, mais precisamente no dia 30, foi aniversário do meu avô, Raimundo de Azevedo Costa. Ótima maneira de terminar um mês notadamente amargoso. Pra mim, agosto sempre finda no dia exato em que meu avô nasceu, e assim a vida volta a ser uma maravilha...
Este ano, no que diz respeito à data, experimentamos uma mudança sutil, eu e minha família. Pela primeira vez, em mais de 50 anos de casamento, vovó não passou o aniversário de vovô com ele, em Macapá. Veio visitar os três netos que estão aqui em Fortaleza (eu, inclusive) e, dormindo no meu quarto, uma das primeiras coisas que notou foi a foto que tenho deles dois num porta-retratos branco sobre o criado-mudo. Rindo da descoberta, ela apanhou o objeto e foi logo perguntando: "Quem foi que te deu ordem de botar essa foto feia aí?!". A foto não é feia, claro. É linda. Foto em que vovô, de pé, tasca um beijo na testa dela, que reage sem jeito. Gosto da doçura arrasadora da foto, que sempre me acarinha.
Então, vovó aqui, longe de seu velho. Parece pequeno, mas é grande. Uma das pequenezas muito significativas que o aniversário dele este ano traz para todos nós. Datas se entrelaçam: na última vez em que vovó esteve aqui, em Fortaleza, era meu aniversário de 19 anos, 2013. Ela veio especialmente para a data, mas teve de voltar a Macapá logo em seguida, pelo que muito me aborreci. Não tinha passado nem duas semanas com a gente, e já ia embora! Me irritei de pensar que ela não aguentava ficar longe dos matos macapaenses nem por um segundo. Lembro exatamente do sentimento.
Mas acontece que vovó correu de volta para Macapá naquela época porque vovô estava mal. Uma pequena dor no pé, um ferimento, uma internação. A gente até pensou que fosse certo dengo dele, saudades de sua velha... Mas logo depois veio um caos sem precedentes em nossas vidas, e mostrou que o dengo era mais que dengo. Vovô perdeu a perna.
Eu não aceitava a realidade daquilo. Meu herói amputado. Quando finalmente o peso do incontornável me atingiu, eu não conseguia mais discernir uma vida pós-amputação. Pra mim, a existência terminava ali, no dia em que meu avô perdeu a perna. Era impossível visualizar qualquer coisa que viesse depois. Havia só lacuna e vazio. E a minha existência então terminaria exatamente porque eu achava que, perdendo a perna, a dele acabava também. Eu não poderia viver num mundo em que meu avô não fosse mais tudo o que ele era.
Mas ele ainda é tudo o que era. E talvez muito mais. E a vida não acabou, sabem? Veio tanta coisa boa, depois. Meu avô ainda aqui, fazendo 77 anos no dia 30 de agosto. Uma perna a menos, com muitos anos a mais. E a gente reaprendeu a existir, se adaptou, voltou a encontrar alegria.
O aniversário dele não poderia ser coisa mais bonita que isso: lembrete de que a vida segue, de que a gente cresce, de que a gente perde, mas ganha. E minha vó, logo no dia do aniversário dele, não está lá, mas aqui, comigo, com os netos de Fortaleza, como que a dizer: "Em 2013 eu fui, apressada, mas em 2015 voltei, porque a vida é assim".
Vovô teve de se contentar em não dar o primeiro pedaço de bolo a ela, pela primeira vez na vida, e eu vou aprendendo que é isso a vida: ciclos, e ciclos, e ciclos... E o que importa é estar amando, sendo amado de volta. A minha família é isso.

ENTRELINHAS


O bebedouro, o reitor e o governo
Parte 5

O quadro vislumbrado ao longo da sequência de “O bebedouro, o reitor e o governo”, deixa claro que não é a atual crise econômica a responsável pelos problemas vivenciados pelas universidades federais brasileiras. A crise apenas torna evidente o caos instalado pelas decisões políticas dos sucessivos presidentes, uma vez que nos últimos anos, o governo federal, independente do mandatário (FHC, Lula ou Dilma), seguiu a lógica de privatização do ensino superior preconizada pelo BM. O desmonte da educação pública para gerar recursos no sistema financeiro é poderoso, possui muitos aliados no governo e congresso e tem conquistado diversas vitórias. Não fossem os aguerridos lutadores nos sindicatos e movimentos estudantis, as universidades públicas estariam já completamente destruídas.
A greve de 2015 evidencia essas questões e interesses para aqueles que se propõem a compreender os interesses e movimentos expressos em cada ação do governo por um lado e dos defensores da educação pública por outra. Se o problema fosse apenas uma questão de crise e não de projeto de educação como insistem em nos fazer crer, as solicitações que não envolvem recursos financeiros deveriam ser prontamente acatadas. Entretanto, não é o que ocorre, pois o governo segue a proposta do Banco Mundial. Para clarificar isso, vejamos como age o governo às reivindicações de outros elementos que não a remuneração, como a defesa do caráter público da universidade, condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados. Sigamos nesses itens, de trás para diante.
Vejamos a questão dos salários, aposentadorias e pensões para depois avaliar as propostas que não geram impacto econômico nas contas do governo e que poderiam ser acatadas, caso não estivesse em jogo um embate entre projetos. Aqueles que defendem o governo apontam a greve como corporativista e acusam os servidores da educação de preocuparem-se apenas com os salários. Criticar alguém por defender salários, principalmente quando a remuneração média (do conjunto dos servidores da educação e em especial nos ¾ iniciais da carreira docente) vem despencando em comparação com a de outros servidores públicos federais, é um contrassenso no mundo em que vivemos. Além disso, remunerações condignas tendem a atrair melhores profissionais. A proposta salarial da carreira docente tem afastado bons profissionais de entrarem nas universidades federais, o que significa desmonte no médio e longo prazo. Às solicitações de reajuste e recomposição salarial, o governo nega!
Além do salário, as modificações na carreira docente e as reformas previdenciárias que o governo federal tem implantado faz com que servidores que desempenhem a mesma função tenham remunerações e aposentadorias muito distintas. O governo criou nos últimos anos o cargo de professor associado, que fica acima do professor auxiliar, assistente e adjunto. A melhoria salarial só é relevante na carreira docente ao chegar a associado. Ocorre que o acesso ao nível de associado é recheado de restrições, o que impede o acesso de muitos docentes e, os antigos professores, já aposentados, ficaram retidos na parte inicial da carreira (até adjunto) com remunerações ínfimas. Quando solicitado a reenquadrar os aposentados (e ativos que ficaram retidos pelo interstício) a partir do teto da carreira, o governo nega. Quando demandado a ajustar a carreira em classes e níveis com valores percentuais fixos, a partir dos conceitos expressos na proposta do ANDES-SN, sem que isso gere maiores impactos econômicos, o governo nega. Quando solicitado a garantir a autonomia universitária removendo todo o cipoal normativo que engessa a atuação das reitorias, o governo nega. Quando demandado a assegurar que os recursos cheguem às instituições e sejam livremente geridos ou pelo menos manter os saldos de exercícios fiscais de um ano para o seguinte, o governo nega.
Por fim, os docentes defendem mecanismos para que nenhuma disciplina fique sem professor. Entre os mecanismos estão o governo resolver as demandas de infraestrutura para garantir as necessidades de ensino, pesquisa e extensão das universidades. Além disso, liberar novas vagas e autorizar a ocupação das vagas existentes de forma a atender a carência atual. Reivindicam, ainda, que toda contratação de docentes seja feita por meio de concurso público sob o Regime Jurídico Único (RJU), que não haja contratação de docentes através de Organizações Sociais (OS) e terceirização. Entretanto, para tudo isso, o governo diz não! Mesmo com reduzido ou nenhum impacto financeiro, a solicitação dos sindicatos, o governo nega, nega, nega!
A análise dos fatos colocados clarifica que não há uma teoria da conspiração. O que há, realmente, é um projeto de privatização do ensino superior brasileiro, pois há interesses econômicos muito fortes, inclusive internacionais, balizados no documento do Banco Mundial e que são devidamente abraçados pelo governo brasileiro. Então, será que diante deste cenário, basta cobrar dos reitores a solução do bebedouro quebrado ou esperar que o governo federal em sua benevolência resolva as questões e problemas pendentes nas universidades federais? Voltando à parte 1 desse texto, qual das chapas que concorrem ao Diretório dos Estudantes está em melhores condições de fazer o enfrentamento dos problemas que a educação superior pública tem vivenciado? Será que ainda restam dúvidas?

Há projetos claros e é necessário escolher lados. Todos aqueles que realmente defendem a universidade pública estarão ao lado do ANDES-SN, dos movimentos estudantis combativos e daqueles que possuem uma visão mais abrangente da situação. Estarão, portanto, ao lado daqueles que entendem que o problema do bebedouro não se esgota na gestão ou na crise imediata, mas que há projetos, interesses e políticas implantadas para beneficiar a mercantilização do ensino. Defender a universidade pública significa combater a proposta do Banco Mundial fortemente efetivada nos projetos do governo federal brasileiro. Bom, cabe agora perguntar: de que lado você está?

CULTURA


Diversão e Arte
Companhia de teatro de Manaus realiza turnê nacional com apresentação em Macapá



A turnê teve início em agosto pela capital Boa Vista (RR), onde a trupe se apresentou na Praça do Mirandinha.

Reinaldo Coelho
Da Editoria

A Cia de Atores Escalafobéticos desenvolve desde 2008 um trabalho voltado para a vertente da comédia e do humor dentro do campo teatral.
Criada em 2006 na cidade de Manaus, a Cia de Atores Escalafobéticos desenvolve desde 2008 um trabalho voltado para a vertente da comédia e do humor dentro do campo teatral, já tendo se apresentado para mais de 80 mil espectadores durante estes anos, e se apresentado em mostras e festivais em Curitiba, Rio de Janeiro, Fortaleza, além de Manaus e cidades do interior do Estado do Amazonas.

Turnê amazônica
Em agosto, a Companhia iniciou uma turnê pelas capitais da Região Norte, projeto aprovado no Ministério da Cultura/Funarte (Fundação Nacional das Artes), por meio do Edital Funarte Artes na Rua / 2014. A turnê teve início pela capital Boa Vista (RR), onde a trupe se apresentou no dia 16/08, na Praça do Mirandinha, às 17 horas. A turnê se estenderá até o mês de outubro, quando a companhia deverá ter passado também por Belém (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), fechando o ciclo com uma apresentação especial do espetáculo em Manaus (AM).


A Companhia chega a Macapá com o espetáculo “Maroca Pipoca – A Estourada do Norte”. A trupe se apresentará na próxima segunda-feira (07), na Casa do Artesão, às 17h. Para a turnê, os Escalafobéticos prepararam um espetáculo inédito.


 O espetáculo

Na trama, Maroca Pipoca, interpretada pelo ator e humorista Wallace Abreu, é dona de uma famosa fábrica de pipocas, que terá um fim trágico ao ser morta envenenado. A morte da matriarca fará que seus herdeiros, Carlita (Eduardo Gomes), Firmino (Omã Freire) e Sandorval (Branco Souza) iniciem uma verdadeira guerra pela herança deixada por Maroca. Isso trará à tona vários segredos ocultos e revelações desta família, com a promessa de boas gargalhadas ao público.
“Este trabalho marca o amadurecimento técnico e artístico dos Escalafobéticos, pois será a primeira vez que encenaremos um espetáculo cômico que não seja formado por esquetes (cenas curtas) ou embasado pelo improviso, mas certamente toda nossa experiência anterior contribuiu bastante para este trabalho”, relatou Eduardo Gomes.



“Embora tenhamos uma experiência na comédia, este novo trabalho está sendo um grande desafio para a Companhia, principalmente por ser nosso primeiro trabalho de teatro de rua, um gênero com características muito próprias. Embora, por diversas vezes, Tenhamos nos apresentado em praças e logradouros públicos, precisamos nos debruçar sobre este gênero para oferecer um bom espetáculo ao público”, salientou o ator Omã Freire.
O intérprete de Maroca Pipoca, Wallace Abreu, também diretor do espetáculo, destaca a importância deste momento para a Companhia. “Fazer teatro na Amazônia é uma prática difícil, tanto pela falta de incentivos, quanto pela dificuldade de acesso à região. Essa aprovação junto ao Ministério da Cultura/ Funarte nos proporciona uma oportunidade única de poder levar nossa arte aos demais Estados da região, possibilitando uma troca e ampliando nosso campo de atuação”, ressaltou Abreu.

Oficinas
Além das apresentações do espetáculo, o projeto prevê também a realização gratuita de oficinas de formação para atores e não atores.
“As oficinas funcionam como uma forma de retorno social à população das cidades por onde passaremos, considerando que recebemos investimentos públicos para o desenvolvimento deste projeto. Esta também é uma forma de deixar um pouco do conhecimento teórico e prático que adquirimos durante estes anos de experiência artística”, destacou Souza.
Para Wallace Abreu, a realização da “oficina literária de criação dramatúrgica” será o momento de repassar todo o conhecimento acumulado durante o desenvolvimento de sua dissertação de mestrado dentro do PPGSCA (Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia) da Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

“Nos últimos dois anos me mantive focado do desenvolvimento de um estudo sobre a produção dramatúrgica de um autor amazonense. Esse processo me fez amadurecer consideravelmente quanto ao entendimento da criação literária dramatúrgica, embora este tenha sido um dos meus focos de interesse desde o início da minha carreira artística. Certamente será uma importante troca com pessoas que também têm interesse ou curiosidade por este campo artístico”, afirmou Abreu.

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