Meu filho não se adaptou a escolha, e agora?


Especialista fala sobre o processo de adaptação e os cuidados que os pais devem tomar nesse caso 





As aulas começaram e uma das maiores preocupações dos pais e responsáveis é em relação à adaptação das crianças na escola. Afinal, estar adaptado ao meio é parte fundamental no processo de aprendizado dos pequenos. Uma criança adaptada não apresenta históricos de choro, insegurança ou queixas. Consegue permanecer no ambiente com os colegas e professores. Além disso, ela consegue contar com tranquilidade como foi seu dia quando perguntada. 
Segundo explica a psicopedagoga, especialista em educação especial e em gestão escolar, Ana Regina Caminha Braga, os responsáveis podem contribuir na adaptação dos filhos ao compreender as reações e atitudes que eles têm ao chegar à escola e encontrar a professora e os colegas. “É importante que os pais estejam atentos e transmitam segurança aos seus filhos neste momento, caso contrário, pode haver uma resistência em ficar sozinho e participar das atividades sugeridas na escola”, comenta.  
Para Ana Regina, os pais e responsáveis devem estar atentos às reações diárias da criança. O primeiro passo é conversar com a criança e entender o que ela passa de sentimentos sobres os dias na escola. Caso ela revele alguma queixa é válido conversar com a equipe pedagógica e verificar como isso pode ser resolvido. Agora, caso o problema não seja resolvido, ou a criança ainda assim, não consiga se adaptar ao ambiente, pode-se considerar a necessidade da mudança de escola. No entanto, a educadora alerta que tal decisão deve ser tomada com cuidado.
“A mudança de escola deve ser pensada com cautela, todo o contexto deve ser analisado antes da tomada de decisão, pois se a criança já estabeleceu algum vínculo, por menor que seja, é preciso uma reflexão anterior. Antes de matricular os pequenos na escola, é relevante que os pais ou responsáveis, considerarem a metodologia e filosofia da instituição, se ela está de acordo com o que a família procura neste momento educacional para os seus filhos. Evitando ao máximo essa troca brusca de ambiente”, finaliza a especialista.

saúde em foco

DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HIDRICA:  A PREVENÇÃO É O SANEAMENTO BÁSICO –PARTE I



             Está de parabéns a reunião dos três prefeitos (Macapá, Santana e Mazagão) para estabelecer um consórcio para despejo de lixo urbano num único aterro controlado. Essa foi a notícia de saúde pública mais importante nos últimos anos. Depois de anos de negociação, somente agora se tomou a decisão politica de executá-la. Ainda não é o ideal, pois o atual aterro controlado de Macapá já era para sido transformado em aterro sanitário.
          Digo que isso é merecedor de destaque, pois foi tema de uma Campanha da Fraternidade, lançada pela CNBB, em 2016, que tratou do assunto e exigia dos cristãos uma postura mais crítica sobre a questão do saneamento básico e sobre os riscos de sua não implementação. Analisa a situação no Brasil, na zona rural, capitais e das metrópoles. Mostra uma situação crítica, que deveria ser alvo dos prefeitos.  Tema de artigo nosso em setembro de 2016.
         As doenças transmitidas por água e alimentos ocorrem devido a ingestão de alimentos, bebidas e água contaminados por
bactérias, vírus, parasitas, toxinas e agrotóxicos. Os sintomas podem durar até uma semana: diarreia líquida, náusea, vômitos, cólicas, e febre em alguns casos. Algumas podem evoluir com sintomas mais greves: distúrbios neurológicos, metabólicos, nos rins, no fígado alergias, infecção generalizada e até o óbito.
         A Politica Nacional de Resíduos Sólidos- PNRS, que dá prazos e obriga investimentos para que o lixo urbano tenha um destino mais adequado, foi implantada pela Lei nº 12.305/2012, recomendando aos gestores públicos a substituição dos lixões à céu aberto por aterros sanitários, como medida de proteção ambiental. Já existia a proibição de lixões desde a Lei 6.938/198.
        Contudo, como toda legislação no Brasil fica no esquecimento ou é descumprida, foi necessário criar a lei regulamentar específica para disciplinar a coleta seletiva e o destino adequado dos resíduos. Como não houve cobrança dos legisladores  e nem dos gestores, não houve interesse para sua pronta execução por parte  da maioria dos municípios, cujo prazo esgotou em agosto de 2014.
      Com essa medida do consórcio, os três municípios amapaenses saem na frente, o que ainda é muito pouco para o real cumprimento da lei. A maioria das cidades amazônicas descumpre a PNRS, o que leva ao agravamento da incidência e prevalência de doenças de veiculação hídrica, que são carreadas pela chuva e contaminam rios, lagos e o próprio lençol freático (chorume do lixo).
      As diarreias parasitárias e infecciosas são próprias do subdesenvolvimento e comuns nas cidades sem saneamento e com lixões à céu aberto. A prorrogação do prazo de cumprimento e implantação dos aterros e da coleta seletiva (que tramita no Congresso) apenas protela as medidas saneadoras e piora, cada vez mais, a situação das doenças transmissíveis, principalmente em crianças, que são as mais vulneráveis.
       Em função do descumprimento e inoperância do poder público municipal em não assumir sua competência pela coleta do lixo e do poder estadual pelo saneamento básico, a população, sem ser cobrada e fiscalizada, se acha no “direito” de jogar lixo, dejetos e entulhos nas ruas e logradouros públicos. Formam-se lixeiras viciadas que entopem os bueiros e obstruem os canais e escoadouros, contribuindo para enchentes e disseminação de doenças.
       O saneamento básico é, sobretudo, uma questão politica, social e ambiental, que inicia na habitação do cidadão, atinge a vizinhança e, por conseguinte, vai repercutir na vida e na saúde de toda a comunidade, quando as omissões extrapolam os muros das residências e dos estabelecimentos. Contudo, as consequências, entre elas a contaminação do ambiente e as doenças, tornam-se coletivas, prejudicando o bem estar e a saúde pública.  No próximo falaremos das causas, tratamento e prevenção dessas doenças.  JARBAS ATAÍDE. Macapá-AP , 20.02.2017.








SOCIAL EDIÇÃO 545


MIDIAS




CAPA DA EDIÇÃO 544


EDITORIAL

Você tem fome de que?

O Tribuna Amapaense traz como destaque uma reportagem que chama a atenção para a importância da segurança alimentar e nutricional, um tema que está diretamente relacionado à saúde. A má alimentação dos brasileiros acarreta em doenças como o sobrepeso e obesidade, que aliás, nunca vem sozinhas. Elas agravam o surgimento de outras doenças, como hipertensão, problemas cardíacos, colesterol elevado e doenças psicológicas como depressão. A situação provoca maior procura por atendimento nas unidades hospitalares, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde e elevando os gastos públicos.

Depois da saída do Mapa Mundial da Fome em 2014, o Brasil enfrenta novos desafios para assegurar a segurança alimentar da população. Uma das prioridades é a qualidade da alimentação, por meio da oferta de alimentos mais saudáveis, diversificados e que respeitem a cultura alimentar local. O combate ao sobrepeso e à obesidade (decorrentes da má alimentação) e a redução da insegurança alimentar e nutricional de grupos populacionais específicos também estão na agenda de desafios.

Superada a fome como problema estrutural, o país atua para reduzir o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, alcançar a recomendação da Organização Mundial de Saúde no consumo de frutas e hortaliças e dar prioridade ao consumo de preparações feitas com alimentos in natura e minimamente processados, como o tradicional arroz com feijão.

Diante destes desafios, as repórteres Mirrelle Rabelo e Manuelle Tavares mostram o cenário local e nacional de como o governo federal e o governo estadual tem se mobilizado para identificar as famílias que estão em insegurança alimentar e incentivar uma alimentação adequada.

Dados do Ministério da Saúde relacionados a indicadores alimentares nas capitais brasileiras (Vigitel, 2014) apontam que, na capital amapaense, 52% da população adulta encontra-se com excesso de peso e 21% consome refrigerantes em cinco ou mais dias da semana (a máxima registrada nas capitais é de 29% e a mínima, de 7%).

Para tentar frear os maus hábitos alimentares, o Amapá acaba de receber do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), investimentos na ordem de R$ 8,2 milhões de um convênio entre o Governo do Estado e o Governo Federal para a execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).


A primeira parcela de quase R$ 1 milhão foi liberada para a compra de veículos e equipamentos para fortalecer o programa nos 16 municípios amapaenses. A entrega aconteceu nesta sexta-feira, 17, com a presença do ministro do MDSA, Osmar Terra, que esteve pela primeira vez em Macapá. O PAA compra produtos da agricultura familiar – em geral, a partir da produção local – e os distribui entre a população em situação de vulnerabilidade.

Nas garras do felino


Na contra mão
Senador Davi Alcolumbre de fato anda na contra mão dos interesses da sociedade. Votou na PEC d M    a blindagem do Romero Jucá, que ao sentir a pressão popular a retirou de pauta. Normal. É o Davi.
Cenário
Falam a boca pequena que um cenário eleitoral que se desenha pelas bandas do REDE é a dobradinha Randolfe e Clécio. E o Davi? Já dançou?

Livre, leve e solta
Patrícia Ferraz procura partido e não esconde de ninguém sua pretensão a uma cadeira da Câmara Federal. E cabe. Muita gente não volta.

Sorriso largo
Roberto Góes lastreando sua campanha. Copa Jeep Cup, Amapá representa o Brasil, agora o Amapá sedia a maior competição futebolística da Amazônia, Copa Verde. O cara é fera. Não tem jeito.

Amapá a todo pano
Após uma semana exitosa em Brasília o governador Waldez Góes fechou a semana com chave de ouro. Recebeu o ministro Osmar Terra do MDSA e injetou R$ 8 milhões no Amapá, através da entrega de carros e barcos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Bom de mídia
Clécio rápido que faz pauta na TV Amapá. Mandou bala sob o prédio da Sub prefeitura da Zona Norte, alegando que houve desvio de finalidade com os recursos financeiros aplicados ali. Na realidade ele não está nem aí pra Zona Norte.

Bom de mídia II
E para a TV Amapá o desvio do dinheiro dos Uniformes não se caracteriza boa pauta, tão pouco a falta de vagas no ensino fundamental. A grana, mais de R$ 1 milhão do FUNDEB foi pro ralo com projetos inconsistentes. O prejuízo está sendo bancado pelo Estado que está absorvendo essas crianças que perfilariam na estatística do déficit escolar. Isso lá é pauta?

Isso é fato
O que não pode falar é que ele sabe fazer o babado midiático. Uma gestão pífia, cheia de senões e o resultado nas urnas foi excelente. Agora é engolir o homem.

Será?
Trombeteiam os que vivem lá e cá que do Planalto Sarney anunciou sua vinda como candidato ao Senado. Será?

NUTRIÇÃO - ESPECIAL 544 B





Mirrelle Rabelo e Manuelle Tavares




Em um mundo globalizado onde o tempo é precioso, o ser humano tenta se adaptar a uma rotina agitada. Filhos, casa, trabalho e várias atividades são realizadas no dia a dia. O problema com essa geração é querer praticidade em tudo e cuidados importantes acabam sendo ignorados “sem querer”. Os produtos industrializados ganham cada vez mais espaço no carrinho de compras do brasileiro, comidas pré-prontas ou semi-cozidas que facilitam a vida de qualquer um. Porém, tudo tem um preço. E numa alimentação inadequada quem paga a conta é a saúde.
Foi o que ocorreu com a universitária Marly Pereira. Aos 30 anos, ela foi vítima de uma alimentação inadequada e sem orientação. Medindo 1,53m de altura, ela chegou a pesar 70kg. Junto com o peso, ganhou também hipertensão e baixa autoestima. “Eu comia de tudo sem nenhuma restrição. Fiquei com sobrepeso e hipertensão. Tudo isso afetou, também, meu psicológico. Fiquei com a estima baixa, não gostava mais nem de sair de casa. Porque, o pior momento era quando eu ia procurar uma roupa pra sair e nenhuma ficava boa”, relembra Marly.
Atualmente, a jovem se adaptou a uma nova rotina. Há quase um ano, decidiu fazer uma reeducação alimentar e aderiu também à prática de exercícios físicos. “Com menos 10kg eu me sinto bem melhor. Sou mais feliz e, principalmente, mais saudável. Mantenho uma rotina com alimentação equilibrada pra nunca mais correr risco de ganhar sobrepeso”, frisou.


Sobrepeso e obesidade
Em 2015, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizou um levantamento apontando que 60% dos brasileiros, ou seja, cerca de 82 milhões de pessoas apresentaram o índice de massa corporal (IMC) igual ou maior do que 25 (sobrepeso ou obesidade). O estudo indicou uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2 %) do que no sexo masculino (55,6%). Os dados anunciados pelo IBGE traduzem a urgência de se pensar políticas públicas para uma alimentação adequada.


Os dados do IBGE também mostraram que a obesidade acometeu um em cada cinco brasileiros de 18 anos ou mais em 2013 (20,8%), sendo que o percentual é mais alto entre as mulheres (24,4% contra 16,8% dos homens). Em dez anos, a obesidade entre mulheres de 20 anos ou mais passou de 14,0% em 2003, para 25,2% em 2013, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

Estas informações preocupam, principalmente os órgãos de saúde, uma vez que a obesidade e o sobrepeso são doenças sérias que nunca vem sozinhas. Elas agravam o surgimento de outras doenças, como hipertensão, problemas cardíacos, colesterol elevado e doenças psicológicas como depressão. A situação provoca maior procura por atendimento nas unidades hospitalares, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde e elevando os gastos públicos.

Como os amapaenses tem se alimentado

Dados do Ministério da Saúde relacionados a indicadores alimentares nas capitais brasileiras (Vigitel, 2014) apontam que, na capital amapaense, 52% da população adulta encontra-se com excesso de peso e 21% consome refrigerantes em cinco ou mais dias da semana (a máxima registrada nas capitais é de 29% e a mínima, de 7%).
Para combater isso, o governo federal está reforçando a articulação de um conjunto de políticas intersetoriais, ampliando as políticas de inclusão produtiva rural da população, com ações para fortalecer a produção, o abastecimento e a comercialização dos alimentos, além da consolidação do Sisan.
Entre as iniciativas, destacam-se o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), cujo percentual mínimo de aquisição de alimentos da agricultura familiar é de 30% e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra produtos da agricultura familiar – em geral, a partir da produção local – e os distribui entre a população em situação de vulnerabilidade.
O mesmo ocorre com as compras governamentais, feitas por meio da modalidade Compra Institucional, do PAA. Criado em 2012, o modelo permite que municípios, estados e órgãos federais comprem, com recursos financeiros próprios, produtos da agricultura familiar de forma simplificada e segura. E uma nova medida anunciada no Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016 determina que os órgãos federais (administração direta e indireta) deverão destinar, no mínimo, 30% dos recursos aplicados na aquisição de alimentos para a compra de produtos da agricultura familiar.
Insegurança Alimentar
Alguns passos nesse sentido já vem sendo dados desde 2006 com a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que coordena as ações públicas nesta direção e articula a integração entre os entes federados e a sociedade civil. Ao aderir ao sistema, os governos estaduais e prefeituras reforçam o acesso à alimentação, por meio da busca ativa ao número de famílias que ainda estão em insegurança alimentar e promovem a qualidade dos alimentos que são ingeridos pela população.
Onze anos se passaram e o Amapá ainda não conseguiu concluir o Plano Estadual de Segurança Alimentar, que se propôs a elaborar em 2015, quando ocorreu em Macapá, a 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. É esse plano que vai definir de que forma serão identificadas as famílias em situação de risco.
A gerente do Núcleo de Segurança Alimentar e Nutricional e secretária Executiva da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar do Amapá (Caisan/AP), Tândera Pestana, reclama que uma das dificuldades para concluir o Plano de Segurança Alimentar é a falta de interesse das prefeituras em aderir às políticas voltadas para a melhoria da segurança alimentar da população. “Isso dificulta ainda mais a nossa meta de formular o Plano Estadual. Alguns municípios até tem leis sobre a segurança alimentar. Mas, ainda não a executam de fato. É o que ocorre em Feira Gomes e Serra do Navio”, citou.


Investimentos

Mas, os esforços para destravar a burocracia vem sendo recompensados e revertidos em benefícios aos agricultores locais. Prova disso, foi a vinda do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), Osmar Terra, em Macapá (AP), onde cumpriu agenda nesta sexta-feira, 17. Ele veio entregar veículos e equipamentos de um convênio entre o Governo do Amapá e Governo Federal, para execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Em sua fala durante a cerimônia de entrega que aconteceu ao lado do Trapiche Eliezer Levy na Orla de Macapá, o ministro Osmar Terra destacou o papel fundamental do governo. “O governo do Amapá cumpriu um papel muito importe nos ajudando a resgatar recursos que estavam perdidos e que agora foram revertidos em aquisição de equipamentos para fortalecer a agricultura familiar”.
O ministro do MDSA ressaltou que a entrega dos equipamentos é a primeira etapa de outras que virão. Famílias de extrativistas que não tem água potável estão sendo ajudadas com R$ 6,9 milhões. E mais de R$ 500 mil também estão sendo repassados para o Conselho de Segurança Alimentar Nutricional do Amapá (Consea/AP) “São recursos que vem para quem mais precisa, para população mais vulnerável aqui do Amapá”, frisou.
O governador Waldez Góes informou que os 16 municípios amapaenses estão sendo contemplados com os recursos. “Os beneficiários diretos dessas parcerias são as entidades sociais e filantrópicas”, ressaltou.
Presente no evento, a deputada estadual Marília Góes (PDT), falou com entusiasmo sobre o programa Criança Feliz anunciado pelo ministro Osmar Terra, que será implantado no Amapá. O objetivo deste programa é garantir uma alimentação adequada nos primeiros dias de vida da criança. No mês de março, Terra irá retornar ao Amapá para implantar o Criança Feliz, que será coordenado pelo MDSA.
Equipamentos
Ao todo, foram entregues 13 caminhões para escoamento dos produtos das comunidades para as feiras do PAA nos municípios de Amapá, Calçoene, Cutias, Ferreira Gomes, Itaubal, Laranjal do Jari, Santana, Macapá, Mazagão, Porto Grande, Pracuúba, Serra do Navio e Tartarugalzinho.
Foram entregues, ainda, quatro pick-ups para as secretarias do Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR) e de Inclusão e Mobilização Social (Sims) e equipamentos para Instituto do Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap). O órgão que executa o PAA foi contemplado com 160 caixas térmicas, 36 balanças de pequeno e grande porte (de até 300 kg), 200 monoblocos plásticos e 100 paletes dupla face.
O valor total do convênio é de R$ 8,2 milhões. O Governo do Amapá executou 50% do contrato e executará o restante ao longo de 2017. Desde 2015, o Executivo estadual está investindo na agricultura familiar, possibilitando a geração de renda para a população rural e a oferta de produtos com mais qualidade para a população amapaense.
O governador Waldez Góes ressaltou a importância do PAA para o Programa de Produção Integrada (PPI), que incentiva a produção na agricultura familiar. “Foi um trabalho intenso para resgatar os recursos que estavam perdidos e temos, agora, dois programas voltados para a agricultura familiar. O PPI apoia a produção no campo e o PAA adquire os alimentos produzidos”.
Oferta de alimentos
O Brasil aumentou a oferta de alimentos graças ao fortalecimento da agricultura familiar, responsável pela maior parte do que é consumido no país. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram o aumento de 10% da oferta de calorias no país em 10 anos. Em média, a disponibilidade diária de calorias passou de 2.900 para 3.190, entre 2002 e 2013.
Por meio do PAA, os agricultores familiares brasileiros aprendem a planejar a produção, regularizar o fornecimento e garantir a qualidade dos alimentos produzidos. Em 2014 no Amapá, o governo federal investiu R$ 9,2 milhões na compra de 2,5 mil toneladas de alimentos de 1,3 mil agricultores familiares.
Outra estratégia para melhorar a produtividade da agricultura familiar é por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). No Amapá, 890 agricultores familiares já têm acesso garantido a estes serviços.



Ministério da Saúde disponibiliza de Guia Alimentar para a população brasileira


Em 2014, o Ministério da Saúde publicou um Guia Alimentar para os brasileiros. A proposta era usar o instrumento no combate à obesidade e o avanço das doenças crônicas no Brasil. Pois, mais da metade da população já se encontrava acima do peso.
A atualização da publicação relata quais cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. A nova edição, ao invés de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, indica que a alimentação tenha como base, alimentos frescos (frutas, carnes, legumes) e minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas), além de evitar os ultraprocessados (como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes).
A intenção do Guia Alimentar é promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição, em forte declínio em todo o país, e prevenindo enfermidades em ascensão, como a obesidade, o diabetes e outras doenças crônicas, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto e câncer. Além de orientar sobre qual tipo de alimento consumir, a publicação traz informações de como comer e preparar a refeição e sugestões para enfrentar os obstáculos do cotidiano para manter um padrão alimentar saudável, como a falta de tempo e inabilidade culinária.
O Guia orienta as pessoas a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação culinária (‘sopas de pacote’, pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para tortas). Outras recomendações diz respeito ao uso moderado de óleos, gorduras, sal e açúcar ao temperar e cozinhar alimentos e o consumo limitado de alimentos processados (queijos, embutidos, conservas), utilizando-os, preferencialmente, como ingredientes ou parte de refeições. Na hora da sobremesa, o ideal é preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.
Destaque especial é dado também às circunstâncias que envolvem o ato de comer, aconselhando-se regularidade de horário, ambientes apropriados e, sempre que possível, companhia. O ideal é desfrutar a alimentação, evitar a refeição assistindo à televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais.
 10 passos para uma alimentação adequada e saudável:
1         Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação
2        Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias
3         Limitar o consumo de alimentos processados;
4        Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados;
5         Comer com regularidade e atenção em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;
6         Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;
7        Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
8         Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
9         Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora;
10       Ser crítico quanto às informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais;

O guia completo está disponível no site no Ministério da Saúde: www.saude.gov.br

Direito Eleitoral


Causas sociológicas da corrupção eleitoral no Brasil

Besaliel de Oliveira Rodrigues



            O processo eleitoral tem por função cristalizar a vontade popular. Tem por objetivo definir quem serão os representantes políticos do povo nos órgãos de direção do Estado. O povo, então, será o protagonista desse processo, logo, o resultado refletirá exatamente as características que esse povo possuir.
            Sendo assim, os traços sociológicos, econômicos, culturais, políticos e jurídicos do país serão vistos nitidamente nos resultados das eleições. Exige-se, então, a análise desses fatores para que se detectem as interferências dos tais no processo eleitoral. Esta análise produzirá subsídios para a compreensão e reflexão das razões da existência da corrupção eleitoral no Brasil.
            Como procedimento didático, vejamos como cada traço acima citado irá interagir com o abuso do poder econômico no processo eleitoral.
            A partir desta edição iremos tecer considerações sobre os traços sociológicos, econômicos, culturais, políticos e jurídicos referentes à corrupção eleitoral em nosso país.
            Vamos iniciar refletindo o tema sob à ótica sociológica. As considerações aqui tecidas têm por base a leitura das seguintes obras: Casa grande & senzala, de Gilberto Freyre, 39ª ed., Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2000; Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro, de Raymundo Faoro, 13ª ed., São Paulo: Globo, 1998; O voto no Brasil, de Walter Costa Porto, Brasília: Senado Federal, 1996; e Ciencia política y socioligía electoral, de Adalberto C. Agozino, Buenos Aires: Editorial Universidad, 1997.
            Desde que o Brasil começou a ser colonizado por Portugal que temos nossas relações sociais marcadas, consciente ou inconscientemente, pela submissão. Aqui chegaram os colonizadores com o intuito de adquirir riqueza. Com esse propósito, foram tomando as coisas de valor em troca de objetos inúteis para a realidade de nossos ancestrais. Incorporaram aos nossos costumes a pratica degradante de que é dando que se recebe.
            Outro fator que contribuiu para o estabelecimento de nossa precária formação social foi a composição da raça. Para cá vieram aventureiros, degredados, condenados a diversos tipos de penas por crimes praticados do outro lado do oceano, africanos em situação de escravidão que, misturados todos aos ameríndios, resultou num tipo de povo com uma face social mista e frágil que, por muito tempo subjugado, não se habituaram a reivindicar seus direitos.
            Esta situação se arrastou pela história. Sociologicamente, sempre tivemos um povo submisso aos donos do poder e, consequentemente, aos proprietários do poder econômico, que estabeleceram a riqueza como um valor social altamente considerado, fazendo com que os que têm maior condição econômica sejam mais importantes na sociedade que aqueles que não têm tal condição.
            Nosso povo é um povo que pouco aprendeu a requerer ou até mesmo exigir seus direitos; em outras palavras, foi moldado sociologicamente a viver uma vida social oprimida e dependente daqueles que, através da usurpação, se apossaram de quase tudo o que pertencia ou pertence à coletividade. A manipulação das informações e a distorção de valores são instrumentos de subjugo da sociedade (Raymundo Faoro, Op. cit., p. 97-240, mas, a obra toda nos leva a essa compreensão).
            O abuso do poder econômico se prevalecerá desses fatores sociológicos para interferir no processo eleitoral de nosso País (Causas sociológicas: Consulte-se ainda: Fávila Ribeiro, Abuso...  e Vera Maria Nunes Michels, p. 146-9).
            Este aspecto sociológico nos ajuda a compreender o por que é tão fácil se eleger tendo dinheiro neste país.

ARTIGO DE MAIARA PIRES

Repórter que é repórter não sai da rua

Maiara Pires

No dia 16 de fevereiro, comemorou-se o Dia do Repórter, esta célebre profissão que nem todos os que se dizem jornalistas, conseguem de fato exercer. Esta carência de repórteres, em boa parte se deve ao comodismo que grudou como carrapato em certos seres. Ao invés de eles se apropriarem da tecnologia como uma aliada na celeridade da pauta, o que fazem é ir na ‘onda’ do “repassado de outro grupo” nos WhatsApps da vida.

Exibindo Reporter-drawing.jpg
O que tem de jornalista repassando informação seja de boca a boca ou por aplicativos de mensagens sem checar, é brincadeira! Perdeu-se o princípio básico de apurar tudo o que chega aos ouvidos. Como se não bastasse isso, ainda tem aqueles que querem disputar audiência com o internauta nas redes sociais.

Deixa eu te falar: se você sair um pouquinho do ar refrigerado da redação, vai perceber muita coisa acontecendo fora da internet. Tu não precisarás te ater a uma pauta gerada nas redes sociais, tá?! Aí, não precisarás ficar com aquela sensação de que perdeu para o internauta que deu a notícia primeiro que você. A diferença entre vocês dois, é que você não está ou não deveria estar no automático porque o (a) senhor (a) irá processar a informação antes de publicá-la.

Repórter é pra quem tem o instinto da apuração. Se tu não tens este senso, nem te habilita. Tu não és papagaio pra repetir o que falaram pra ti. Sabe aquele computador que precisa processar o comando operacional pra poder funcionar? Pois é. É mais ou menos assim que deve acontecer com o repórter. Ele ouve a informação, checa com o outro lado, liga os pontos e conecta no cerne da questão.

Mas, para desenvolver esta habilidade é necessário sair do casulo e ‘bater perna’ na rua. Pegar a luneta do ceticismo e olhar clinicamente para descobrir o que tem nas entrelinhas do acontecido. A curiosidade sempre será uma eterna aliada neste processo. Não deixa ela dormir, senão tu vais passar batido.

Para de bater palma pra quem tem obrigação de fazer e se vista de cidadão. Vai lá na barba da ‘otoridade’ e mete o corpo inteiro onde tu não fostes chamado. Porque se tu não foste chamado, é porque não querem que o povo saiba. Então, te manda pra rua. Porque é lá que é o teu lugar.
Área de anexos

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...