CAPA PRINCIPAL 428


EDITORIA\L

EDITORIAL --------------------------------------------------------------------------


Os palhaços e a política
As eleições se avizinham e a campanha eleitoral já vai tomando tons de despedida. Durante algumas semanas pôde-se ver e ouvir de tudo. Gente que sorria, outros mais sisudos, alguns que falavam rápido, outros mais lentamente. Propostas mais do mesmo e outras mirabolantes. Mas o que o eleitor gosta mesmo com toda certeza é de candidato caricata, aqueles que se travestem de um personagem para tornar a coisa mais descontraída e audível.
Engana-se, no entanto, quem pensa que aquilo é só graça. A estratégia deu muito certo nas eleições passadas como ficou provado com o então candidato Francisco Everardo Oliveira Silva. Muita gente ainda não deve associar o nome à pessoa, mas quando se fala em Tiririca, aí sim, todos sabem quem é. Este senhor teve nada menos que 1,35 milhão de votos. O quantitativo lhe rendeu o rótulo de o deputado federal mais votado do País em 2010. Foi tanto voto que ele “arrastou” mais dois nomes com ele.
Tiririca foi um sucesso de marketing para o PR. Ele custa nada menos que R$ 805 mil, mas rende a bagatela de R$ 15 milhões em verbas partidárias. Nada mal para uma sigla nanica que tem no humorista sua “galinha dos ovos de ouro”.
Por outro lado há quem torça o nariz para os chamados “palhaços da política” e essa é uma rejeição nacional. A corrente defende que humor e política não se misturam e que discurso bom é aquele sisudo mesmo assistido por um público desatento e bocejante. A verdade é que Tiririca não fez graça quando o assunto foi obter voto e atrás dele formou-se uma fila de seguidores que até tentaram, mas não conseguiram embarcar rumo à Brasília ou ter um mandato em seus Estados.
Mas existe algo intrigante nisso tudo. Qual a razão do povo ter aceitado tão receptivamente alguém que até então somente sabia contar piadas a ponto de transformá-lo em um fenômeno de votos? O que haverá por trás de tudo isso? O povo de repente se viu representado em um palhaço? (sem qualquer pejoração literal) A sociologia política com certeza ainda tenta até hoje bolar teorias mirabolantes sobre o ocorrido. Haveria uma mensagem subliminar do eleitor querendo classificar o Congresso Nacional como um circo ou picadeiro? Certos intelectuais classificam o fenômeno simplesmente como ato de burrice. Será??? Mas, e se de repente o povo descobriu de fato que o poder emana deste próprio e que para ser representado, tal tarefa tem que ser exercida por quem venha de seu meio? As perguntas são bem mais que as respostas. O que se sabe é que a fila de palhaços no horário político está maior (entendam como quiserem) e de repente em um futuro não muito distante pode-se ter na Capital Federal, uma bancada deles, mas de profissão, não de improviso. 

ANÁLISE - ADRIMAURO GEMAQUE






A política de “fazer mais com menos” e o estrangulamento do IBGE
Logo após a retificação de dados da PNAD 2013, o IBGE voltou ao noticiário nacional. A Presidente do órgão pediu desculpas e assumiu os erros; a ministra do Planejamento considerou “inadmissível” a situação; e a Presidente Dilma se disse “surpresa”. Afirmou ainda que “a história do sucateamento [do IBGE] há que ser provada”.
A sociedade cobra esclarecimentos a respeito do acontecido. Para contribuir com o debate, a ASSIBGE – Sindicato Nacional vem a público informar sobre os motivos que estão levando o IBGE a uma crise institucional e apontar soluções concretas para sua superação.

Orçamento para as pesquisas caiu nos últimos anos*
Em 2007, o orçamento empenhado do IBGE foi de 1.464,6 milhões (R$ 1,5 bi). Em 2013, foi de 1.889,5 (R$ 1,9 bi). Nesse meio tempo, de maneira geral, pode-se dizer que o orçamento do IBGE, em termos nominais, esteve estagnado, com exceção do ano de Censo (2010), que exige naturalmente mais recursos, e do ano em que foi operada a Pesquisa Nacional de Saúde (2013).
Atualizando o orçamento para valores de 2013, considerando que a inflação do período, medida pelo IPCA, foi de 45,9%, vemos que, como a evolução do orçamento do IBGE nestes anos, em termos nominais, foi de 29%, há uma QUEDA REAL no orçamento empenhado do IBGE nos últimos anos de 11,6%.
Se formos desmembrar o orçamento do IBGE neste mesmo período, veremos que as despesas com pessoal e encargos subiram 22%, em termos reais (cresceram de R$ 927,7 milhões para R$ 1.648,3 milhões, variação nominal de 77,7%) . Entretanto, o restante das despesas, que é o que impacta na realização das pesquisas, para o cumprimento cotidiano do plano de trabalho da instituição, teve uma queda real de 69,2% (passou de R$ 536,9 milhões para R$ 241,2 milhões, queda nominal de 55,1%).
A rubrica para custeio das pesquisas abriga os valores de remuneração dos trabalhadores temporários. A impressionante queda real no orçamento das pesquisas se deu justamente no período em que houve massificação do trabalho temporário no IBGE (menos de 2.100, em 2007, para mais 4.800, em 2013), o que demonstra também a deterioração das condições salariais de uma parcela crescente da força de trabalho do instituto.
Essa era a situação até 2013. Em 2014, o IBGE sofreu um primeiro corte orçamentário em março e um segundo em setembro. Quanto a este último corte, o IBGE solicitara a inclusão de R$ 776 milhões no Orçamento de 2015 para a realização das pesquisas previstas para o pr óximo período. No entanto, no fechamento da Lei do Orçamento Anual, o governo cortou cerca de R$ 572 milhões, reduzindo a menos de um terço o montante inicialmente previsto para as pesquisas, provocando o adiamento da Contagem Populacional e do Censo Agropecuário. Cabe lembrar que o corte orçamentário para o ano de 2014 já havia provocado o adiamento da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), atrasando em dois anos a atualização dos padrões de mensuração da inflação de acordo com a cesta de compra das famílias brasileiras.
A mesma ministra que hoje considera “inadmissível” o erro de divulgação da PNAD 2013 foi responsável pelo corte de verbas do IBGE para 2015. A mesma Presidente do IBGE que hoje pede desculpas, justificou o corte afirmando que “não estamos numa redoma” e que “o IBGE não é uma ilha”. E a mesma Presidente da República que afirma que não sabe “quem inventou o sucateamento do IBGE”, pode encontrar nesses dados, dos quais dispõe, uma boa pista de resposta.

Mais trabalho com menos pessoal capacitado
De acordo com dados do próprio governo/IBGE, em 1989 o IBGE contava com 13.500 servidores, cerca de 2.200 de Nível Superior e 11.300 de Nível Intermediário. Em agosto de 2014, o IBGE contava com 5.999 servidores efetivos, dos quais 61% (3.667) têm mais de 26 anos de serviço e 42% (2.492) têm mais de 31 anos de serviço. São servidores que estão saindo do IBGE.
Dilma afirma que contratou 834 servidores efetivos no IBGE em seu governo. É verdade. Só que as vagas abertas por concurso público no IBGE em todo o Governo Dilma mal cobrem as aposentadorias que aconteceram desde o ano passado. E de acordo com o próprio IBGE, cerca de 30% dos novos servidores que ingressaram nos últimos anos por concurso deixaram o IBGE, sobretudo porque a carreira é pouco estimulante e os salários s ão baixos, em comparação com outros órgãos da administração pública.
A falta de força de trabalho efetiva (concursada) tem sido suprida com a contratação incessante de trabalhadores temporários, com salários aviltados (cerca de R$ 1.000,00), que atuam em pesquisas contínuas e tamb ém acabam assumindo os mais diversos tipos de tarefas para as quais não há previsão no edital do processo seletivo a que são submetidos. A instabilidade envolvida neste tipo de contrato impede a elaboração e consecução de uma política de recursos humanos focada na formação e capacitação permanente do quadro técnico.
A pressão pelo aumento de produtividade em um contexto de estrangulamento orçamentário, esvaziamento do quadro técnico, desmotivação provocada pelos baixos salários e pouca participação nas decisões são as variantes determinantes no processo de precarização do IBGE, que aumentam as possibilidades de erros e, com o tempo, podem colocar em risco a qualidade das informações.

Nas garras do felino




 
No cafezinho

A turma amarela que se assenta no judiciário amapaense resolveu pisar e ferir de morte a CF/88 e todas as leis infraconstitucionais. Levaram ao plenário do TER um agravo do MPE (conivente) sem a devida observância do devido processo legal, ou seja, sem a obrigatória publicização do ato e a notificação do agravado (Sistema Beija Flor de Comunicação). Isso é desmoralizante para o judiciário premiado do Amapá, composto por magistrados sérios. 

Na marra

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) entrou na fase do vai ou racha. Com um candidato inconfiável e com um governo reprovado por 76% do eleitorado (Pesquisa IBOPE) os amarelinhos estão comprando voto, trocando e oferecendo assim, na cara dura. E o TRE faz cara de paisagem. Manda quem pode e obedece quem não tem caráter.

Gratuita uma ova

HEG-Horário Eleitoral Gratuito uma ova. O espaço cedido pelos canais abertos de televisão e emissoras de rádio privadas custa ao povo brasileiro à bagatela de R$ 869 milhões. Tudo isso para boa parte dos candidatos utilizarem o espaço para encher o saco com estereótipos escroto, com humor de quinta e outra parcela agredirem e ofender as famílias com mentiras.


Contradição

O delegado geral de polícia, Tito Guimarães é daquelas figuras que se acha um poço de virtude. Quando ele declinou do cargo em 2002 por falta de estrutura para uma boa atuação da Polícia, entendeu está tomando, com o ato, uma atitude meritória. Agora que os colegas fazem o mesmo, ele dispara farpas e diz que o ato é político. É do tipo, quando eu mando é democrático, quanto tu manda é ditadura.

Assim não Camilo!

Num governo que arrota probidade e transparência por todos os poros, Camilo Capiberibe deveria vir a público explicar como e onde um arquivo de aço de quatro gavetas custa R$ 31.188,00. Nova da Costa diria: “isso a imprensa não diz.” Só se a imprensa caolha.

Tomou Doril

O velho Capi ao que parece tomou Doril e sumiu da campanha do rebento. Com Camilo mal avaliado parece que o Capiberibe (senador cassado) foi preterido ou preteriu a campanha do filho. Não mugiu e nem tugiu no programa eleitoral da Coligação Frente Popular em Favor do Amapá.

Perseguição

Antonia Borges, mãe da blogueira Eliete Borges, que reside no bairro Novo Horizonte é Waldez Góes (12) e ao que parece por conta de sua escolha política recebeu visita de uma equipe do TRE. Motivo: retirar uma placa de W12 e Gilvan Borges 152 da frente de sua residência. Sim! Da casa dela. Acreditem se quiser. Alegação para o ato arbitrário. Placa colocada em local inadequado. É ou não para rir. TRE pugnando por uma eleição de uma cor só. Amarela. Gente o povo não quer. Conformem-se. Fizeram titica demais. CHEGA!

Vozes do Sul

É do sul do Amapá, mas precisamente do município de Laranjal do Jari ecoam gritos de SOS H2O. Segundo moradores a situação lá é tão crítica que eles afirmam que é pior que São Paulo que também sofre com racionamento o produto, detalhe, em função do clima. Aqui em Macapá e lá a questão é falta de gestão, apesar do dinheiro que ele, o capirotinho dizia que tinha.

Nem desconfiam

A Prefeitura de Macapá, administrada pelo PSol, que compõe a coligação Frete Popular em Favor do Amapá (PSB, Psol, PT e PcdoB) realiza lançamento do Cadastro Habitacional no dia 25 de setembro no auditório da CEF. Isso pode Freud?

Só um alerta

Aos futuros cadastrados. Não esqueça da isenta triagem do Conjunto Macapaba. Lá só mora os carentes, nas garagens dos apartamentos é repleto de

POLITICA LOCAL



Assaltos a coletivos
Insegurança ameaça paralisação de linhas noturnas
 
 


Reinaldo Coelho
Da Reportagem


Mais um assalto a ônibus foi registrado na Zona Norte de Macapá na noite de terça-feira (23). De acordo com informações do Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciodes), o assalto aconteceu no ônibus que faz a linha Amazonas/Zerão. Dois homens encapuzados e armados levaram o ônibus para uma área no final do bairro Amazonas, onde fizeram a limpa no caixa e nos passageiros que ainda estavam no interior do coletivo.
O assalto aconteceu por volta das 22:30h e já era a última volta. Os assaltantes estavam armados com uma espingarda caseira. Eles levaram R$ 400,00 do cobrador e celulares dos passageiros. Em seguida os bandidos fugiram para uma área de mata. Ninguém foi preso.
O 2º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na Zona Norte de Macapá, vai retomar nos próximos dias a operação “Ônibus Seguro”. O policiamento será intensificado nos locais onde estão sendo registrados os casos de assaltos.
Falta segurança
Motoristas e cobradores começaram a pedir mudança no itinerário dos ônibus por conta do alto índice de assaltos a coletivos na Zona Norte de Macapá. Segundo o Sindicato dos Rodoviários (Sincottrap) muitos trabalhadores estão procurando atendimento psicológico depois de terem sido vítimas de assaltantes.
O sindicato afirma que os bairros com maior incidência de assaltos são Brasil Novo, Novo Horizonte e Amazonas, todos na Zona Norte. “Por conta das ocorrências as rotas de alguns ônibus estão sendo alteradas. No Bairro Brasil Novo, por exemplo, após as 8 horas da noite os motoristas não chegam até o fim da linha por conta da falta de iluminação que favorece os bandidos”, contou o presidente do sindicato.
 Os motoristas  ressaltam que os buracos são parceiros dos bandidos, contribuindo para os assaltos. “Os motoristas têm que reduzir a velocidade por causa de buracos, não há iluminação pública em alguns bairros, em outros, os terrenos baldios tomam conta, tudo isso contribui para a criminalidade”, pontua.
Nos bairros Nova Esperança e Jardim Felicidade, são outros pontos perigosos. “O pior trecho é entre os bairros Brasil Novo e Amazonas, porém, um colega já foi assalto na parada em frente à Igreja Nossa Senhora de Nazaré, no Pacoval”, detalha o motorista.
Ultimamente, é o bairro Universidade vem sendo alvo dos assaltantes, para roubarem nos ônibus. Desta vez foram dois elementos, sendo um armado com uma faca e o outro com uma arma de fogo, que por volta das 20h00min de sexta-feira, renderam o motorista, o cobrador e cinco passageiros que haviam no coletivo, e roubaram dinheiro, celulares e joias das vítimas. Ao chegarem próximo a associação dos Magistrados, eles fugiram. 



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