CAPA PRINCIPAL


EDITORIAL



No país das maravilhas???

Na semana passada, o tema deste espaço que retrata o pensamento do jornal abordou as invenções da esquerda. Diga-se de passagem, que invenções... falou-se em Lula, Dilma, Petrolão e Mensalão. Nem o próprio professor Pardal seria tão hábil a criar tais mecanismos, muito menos Shakespeare ou Oscar Wilde, mestres da construção de personagens densos como Macbeth ou Dorian Grey sonhariam com o cast que hoje desfila neste País, dito das maravilhas. Seria algo como Dilma no País das Maravilhas colocando para escanteio a jovem, loira e bela Alice, saída do cérebro brilhante e criativo de Lewis Carroll.

Neste circo de horrores, mais dantesco, é bem verdade que aquele de Alice, quem seria o chapeleiro louco? Escolha difícil. Afinal, loucura não falta a essa gente. No entanto neste país das maravilhas não se toma chá habitualmente. O que se toma por aqui são medidas descabidas, como a de meter a mão no bolso do consumidor que tem carro aumentando o preço do combustível. Eles fazem a conta, mas quem paga somos nós. E para quem diz que quem tem carro é rico, saiba que muitas das vendas que engrossam a estatística das montadoras vem das compras sem entrada. Então a classe média baixa, com seu rendimento de R$ 3 mil já pode sim ter seu carrinho popular no maravilhoso país de Dilma e passar a pagar a conta também pelo rombo que eles fizeram.

E a dona de casa preocupada entre cortar a carne e catar o feijão, também contribui para fechar o buraco, ou seria o abismo? O gás de cozinha aumentou, assim como o óleo diesel usado pelos caminhões que trazem os botijões. Só que aí os caminhoneiros não aceitaram e “Dilma Alice” voltou atrás. Mas só aí. No resto, o trabalhador entrou pelo cano. Foi prejudicado em direitos adquiridos e tantas outras coisas.

Resultado, no país das maravilhas, Dilma não é mais bem vista. Sua popularidade despencou até entre os menos esclarecidos que a endeusavam por conta de receber tantas bolsas. Falta ela criar a bolsa “volte a gostar de Dilma” pagando por isso um ou dois salários mínimos. Pois aqui, neste País, se vence eleição desse jeito, mantendo a massa dependente de algo e posando como o criador desse algo.

A manifestação contra a “presidenta” como gosta de ser chamada mesmo “estuprando” a Língua Pátria existiu e foi muito forte em todo o País. A estratégia foi tentar descreditar o movimento. Chegaram a associar o 15 de fevereiro à posse de generais, como se fosse um movimento ultra direitista e simpático ao retorno do militarismo. Mas foi popular. O Brasil levantou-se de novo para dar o “sorriso do gato de Alice”. Enquanto isso, Dilma e seu arremedo de esquerda estava sentada com o chapeleiro louco tomando chá. O cuidado, no entanto, tem que ser tomado com a rainha louca, aquela que se locupleta mandando cortar cabeças.



O atual governo desta suposta esquerda tem sido tão surreal e psicodélico que se assemelha de fato a estes retalhos de contos que de infantis nunca tiveram nada. O povo já mostrou sua insatisfação e os estatísticos a transformaram em números. O que ocorrerá daqui em diante vai ficar por trás da cortina ou na próxima página, que de uma a uma, leva a história a seu fim.

ANÁLISE



Adrimauro Gemaque (adrimaurosg@gmail.com)


Os números desencontrados em eventos de grande repercussão.

           
      Qual é a técnica utilizada para saber o número de pessoas presentes em um determinado ato público? Quem é responsável pela contagem? Existe uma lista de assinaturas?

           O que sempre ocorre depois de algum evento de grande repercussão é a divulgação da quantidade de pessoas que participaram dele. Sejam esses números informados pela polícia, organizadores ou pela imprensa, estes são sempre desencontrados. Invariavelmente não conferem. O que existe é uma tendência de quem organiza o evento (manifestação) de “inflar” o número de pessoas que participaram. Quando o evento é político, o partido que organiza sempre tende a aumentar o número de pessoas, e quem é contra tende a diminuir. Então, como se chegar a um número satisfatório e próximo à realidade?

          Há diversos métodos para se medir uma multidão. O mais conhecido foi criado por um professor universitário de jornalismo, Herbert Jacobs, nos anos 60 – e por isso é conhecido como “método de Jacobs”. A grosso modo é simples: calcula-se a área do local, estima-se o número de pessoas por m², e multiplicam-se os dois números. Para engenheiros e estudiosos, o número de pessoas que cabem em 1 m², em um local com grande concentração de pessoas, é de no máximo 7 pessoas. Isso com as pessoas se espremendo umas nas outras. É mais objetivo levar em consideração um número de 3, 4 e até mesmo 5 pessoas, mas estes números podem ainda variar.

        Evidentemente, que existem técnicas muito mais modernas e eficientes nos dias atuais, como, por exemplo, através da fotografia aérea e do sensoriamento remoto. Essas novas técnicas ainda são pouco utilizadas, pois requerem maiores investimentos. É importante haver responsabilidade com a veracidade das informações que são divulgadas. Números com base no 'achômetro' ou apenas porque determinada equipe de organizadores divulgou gera descrédito junto à população. A população, queiram ou não, acaba fazendo a sua própria avaliação. Os dados que são divulgados pela polícia, não deveriam ser usados pela imprensa, especialmente quando eles não vem acompanhados da metodologia aplicada de como foram obtidos. A polícia os utiliza internamente, para fins de planejamento do número efetivo de policiais e a logística necessária para o próximo evento.

          Foi o que se viu agora no último domingo (15/03). Ocasião das manifestações em todo o país contra o aprofundamento da crise por que passa o governo da presidente Dilma. Muitos números desencontrados foram divulgados, especialmente em São Paulo, onde vimos uma multidão reunida na avenida paulista. O Data Folha e Polícia Militar não conseguiam falar a mesma língua com relação ao número de pessoas presentes. Não se preocupam em aplicar uma técnica, acompanhada de uma metodologia, para medir a quantidade de pessoas que participaram de um evento público. Os números perdem a credibilidade porque nestas ocasiões utilizam frases como: “pelo que se viu” ou “pelo que eu acho”. Aqui no Amapá, também não foi diferente, os organizadores e a Polícia Militar também divergiram sobre os números.

          Portanto, os números dos eventos são uma forma de deixar registrado fatos históricos. A confiabilidade destes dados implica em podermos comparar diversos eventos importantes ao longo dos anos, como é o caso das manifestações que invadiram várias cidades do Brasil no último domingo. O brasileiro foi às ruas pelo descrédito do governo de Dilma que nos colocou em uma crise em que não deveríamos estar. A improbidade se instalou no governo como quem reclina a poltrona e põe os pés sobre a mesa. É um seriado de inúmeros e episódios. O que milhões de brasileiros não tinham percebido, agora, em dois meses, conseguiram compreender. Não há emendas para o governo que aí está!. É questão de falta de decoro. Para isentar-se de qualquer culpa por toda improbidade praticada em sua gestão, seria necessário que a presidente estivesse muito longe daqui, sem nenhum tipo de comunicação. Como fez na campanha eleitoral, onde vendeu um país de ilusão, enganando o povo e praticando um estelionato eleitoral.

POLÍTICA LOCAL

Receita Federal – Imposto de Renda

Equívoco faz profissionais da saúde do Amapá sonegarem quase R$ 2 milhões.

Receita Federal aponta interpretação equivocada sobre ganho de plantões.


Reinaldo Coelho

Uma lei mal interpretada pode levar a equívocos e isso foi o que aconteceu com os profissionais da saúde amapaense ao cumprirem seu dever de cidadão ao realizar sua declaração de imposto de Renda. Com base no artigo 5º da Lei Nº. 1.575 - 2011, que diz:

 Art. 5º. A remuneração paga pelo serviço de que trata esta Lei possui natureza meramente indenizatória, não integra o vencimento básico do servidor, não servirá de base de cálculo para desconto da alíquota previdenciária, bem como não estabelece vínculo de nenhuma espécie e para nenhum efeito. (o destaque é nosso).

Por esse motivo foi deflagrada na última segunda-feira (16) a Operação Diagnóstico no Amapá que apontou, em números preliminares, o valor de pelo menos R$ 2 milhões sonegados do Imposto de Renda (IR) por parte de médicos e enfermeiros que atuam na rede pública de saúde em todo o estado.

Dados do Fisco indicam que os profissionais declararam o imposto sem informar como tributáveis os valores recebidos em plantões médicos presenciais e em sobreaviso, modalidade na qual o servidor é acionado somente em caso de urgência.

Pela quantidade de servidores descobertos na operação, número não informado, a Receita acredita que houve uma interpretação equivocada por parte dos profissionais da legislação que rege as declarações. Médicos e enfermeiros começaram a ser intimados para comprovar a origem dos rendimentos justificados em anos anteriores.

Em caso de constatação de valores não tributados resultantes de plantões, eles serão convocados para a regularização de forma espontânea. Os que não realizarem a correção podem ser alvo de processos fiscais, resultando assim, em caso de culpa, na devolução dos recursos sonegados com acréscimo de juros e multa.



Houve equívoco?

O equivoco dos profissionais da saúde, se isso aconteceu, deve-se a interpretação errônea do texto, pois no artigo 5º diz que a remuneração “...não servirá de base de cálculo para desconto da alíquota previdenciária...”.

E de acordo com as informações contidas no site da Secretaria da Receita Federal

Pode ser considerada como rendimento não tributável a parcela de remuneração de assalariado, que é denominada "indenização", por lei estadual ou municipal?

Não. A Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que reformulou o imposto sobre a renda da pessoa física, em seu art. 3º, declara que "constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro e demais proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados." O art. 6º da citada Lei, com alterações posteriores, declara quais rendimentos estão isentos do imposto sobre a renda, neles não está incluída tal indenização.

De acordo com o auditor fiscal da Receita Federal local, Rhenee Bezerra, a base de cálculo do imposto só pode ser fixada por meio de lei emanada do poder competente (Constituição Federal, promulgada em 1988, art. 153, inciso III e art. 97, inciso IV, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional - CTN), “entende-se que qualquer outra lei que não seja federal não pode instituir ou alterar a base de cálculo do imposto sobre a renda. Ademais, de acordo com o art. 4º combinado com o art. 109, ambos do CTN, são irrelevantes para qualificar a natureza jurídica específica do tributo a denominação e as demais características formais adotadas pela lei comum. Assim, referidos rendimentos estão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda, tais como os recebidos pelos magistrados, militares, prefeitos, vereadores, deputados, senadores”.

O auditor Rhenee Bezerra reforça que " Para aqueles que receberam ganhos de plantões, a Receita recomenda a retificação das declarações de renda dos anos anteriores, sob risco de justificar os valores recebidos”.

O sindicato da categoria dos trabalhadores na salde do Amapá, pede que os implicados na Operação Diagnóstica procurem o departamento jurídico da entidade, para uma solução do problema. A diretoria do sindicato entende que é responsabilidade do Governo do Estado à situação gerada pela promulgação da Lei Nº. 1.575 - 2011.






NAS GARRAS DO FELINO





Quem tem medo do Lobo mau
Tem gente que se agarra demasiadamente no que outros pensam ou falam. Eu sou do tipo que ouço tudo e calo e na lira dos meus amores fúteis, poucas vezes falo. Galera! Os cães ladram e a carruagem passa. Quem vive dando bola para o que outros falam ou acham de você ou do seu trabalho é porque não tem o que fazer ou tá trabalhando pouco.

Cara de pau
Um puxa saco do Camilo Capiberibe saiu-se com essa pérola. O governo do estado deve oito meses para a CR Almeida. O imbecil fugiu da aula de matemática. Esqueceu que o Waldez está há dois meses no governo. O caloteiro é o patrão dele.

Subindo
Quando se trabalha sério o resultado aparece.  Difusora já é a segunda emissora de rádio mais ouvida na Internet. Só está atrás da Diário. Detalhe: a cada dia a diferença de acesso cai. Ainda nem fizemos marketing de rede. Está sendo preparado o aplicativo da 630 AM e em breve a turma vai poder ouvir o sinal de 35.000w da Rádio do Povo, alto e claro no Iped e smart fone.

Movimentação intensa
Coma má gestão do prefeito Clécio Luiz à frente do município de Macapá, não são poucos os pretendentes a cadeira de prefeito. Gilvan Borges, Moisés Souza, Michel JK, Jorge Amanajás, Roberto Góes e etc. Claro que muitos destes ainda não disseram explicitamente que querem, mais no íntimo, bem lá no fundinho ouvem aquela voz anunciando: vai que esse não se reelege.

Desinformação
Diferente do que afirmou o jornalista Luiz Melo, o professor e ex-prefeito de Macapá Azevedo Costa compõe a bancada do jornalismo da Difusora junto com Rodolfo Juarez e Juracy Freitas. Azevedo está bem de saúde e lúcido, dando contribuição para análise dos fatos políticos que ocorrem no Brasil e em especial no Amapá. O preconceito contra o VV continua.

No fundo
Não deu outra. Conforme o felino alertava Macapá em vários pontos foi pro fundo literalmente. Mais uma vez foi aquela correria. Até quando?

Licenças cassadas
A Amcel – Amapá Celulose controlada pela empresa japonesa Nipon Paper está com as licenças ambientais vencidas e não conseguiram renovação, não obstante a isso, enfrenta processo por grilagem de terra. É japonês invadindo o território amapaense. E nós?

Crise
O número de desempregados no Brasil cresce assustadoramente e a inflação e o dólar dão o tom da crise econômica que se abate sobre o País. Antônio Teles Jr. Tem alertado que é hora de apertar o cinto.

Padrinho
Deputada Federal Marcivânia está disposta a indicar o ex-prefeito Nogueira para disputar a cadeira de Robson Rocha. Ele pode?




ABATE CLANDESTINO, Amapaense pode estar comendo carne suína contaminada


ABATE CLANDESTINO

Amapaense pode estar comendo carne suína contaminada


A falta de matadouros para suínos e fiscalização nas condições de higiene em que a carne de porco é vendida transforma esse comércio em risco para a saúde da população amapaense. 

Todo o abate é feito de forma clandestina e não existe qualquer certificação que ateste a qualidade do produto. Segundo os veterinários, a carne suína pode transmitir doenças fatais ao ser humano.


José Marques Jardim

A criação de porcos (suinocultura) é hoje uma das atividades da agropecuária mais procurada e produzida no mundo. Informações dão conta de que as primeiras espécies chegaram à América trazidas por Cristóvão Colombo no ano de 1492. Já no Brasil, quem trouxe os animais foi Martim Afonso de Sousa em 1532, durante a fundação de São Vicente no litoral paulista. De lá para cá, tanto a criação quanto a comercialização não pararam mais.

Em muitos Estados esse tipo de comércio se dá aliado a alta tecnologia e preocupação com certificações de qualidade expedidos por órgãos de vigilância sanitária. O animal é inspecionado desde o cativeiro nos matadouros até entrar na linha de abate.

Pesquisas e relatórios de entidades envolvidas com o setor informam que a produção do Brasil afora acontece em propriedades pequenas, médias e integradas a grandes processadores. A regra a ser obedecida é produzir de acordo com as normas e fornecer o produto com qualidade e características exigidas pela indústria.

Mas tal realidade é própria somente de Estados considerados de ponta na comercialização desse produto. No Amapá, onde o consumo de carne de porco é considerado relevante se comparado à carne de boi, os métodos de abate e comércio estão muito abaixo das normas de saúde e higiene observadas no restante do País. Na outra ponta, a população consumidora corre sérios riscos ao consumidor a carne suína, sem saber sua procedência.

O problema é antigo e não parece ter solução. As autoridades sanitárias dizem ter conhecimento, mas nunca colocaram em prática uma ação que fiscalizasse o abate clandestino e as condições de higiene nas quais o produto é exposto ao consumidor. Nas feiras, a carne suína fica pendurada durante horas em locais improvisados em meio à poeira e moscas. Não existe qualquer certificação veterinária de que o animal abatido estava ou não saudável. Em resumo, quem compra carne de porco em Macapá, não sabe se está levando um futuro problema para casa.  


Comércio Clandestino
  
Prova desse comércio clandestino é a feira que funciona na rampa do bairro Santa Inês, um dos principais atracadouros de pequenas embarcações da capital. É uma estrutura de concreto que avança poucos metros no rio Amazonas e também serve para o comércio do açaí.  

É lá que aos domingos, segundas e quartas-feiras os animais ficam expostos “peiados” aos compradores. O negócio é fechado de forma rápida. Depois da escolha, o abate é o segundo passo. O porco é sangrado na própria rampa e esquartejado. O sangue geralmente escorre para o rio, o que é tratado com indiferença, tanto por quem vende quanto para quem compra e vai revender o produto que na fonte custa de R$ 5,00 a R$ 6,00 e chega nas mãos do consumidor em torno de R$ 20,00.    

Momento do desembarque de porcos abatidos na rampa do açaí.
De acordo com a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá – Diagro -, trata-se de prática ilegal e crime contra a saúde pública. O diretor presidente Otacílio Barbosa, que tem em mãos outro problema grave com a carne bovina dos rebanhos do Amapá ser considerada de risco desconhecido disse que algo já deveria ter sido feito há muito tempo com relação ao abate clandestino de suínos. Hoje, o Amapá não dispõe de matadouros legalizados o que torna irregular e de risco, praticamente toda a carne comercializada principalmente nas feiras. Consequentemente o produto não é aferido por qualquer veterinário, o que garantiria que a carne que chega ao consumidor não estivesse doente.    

Já a vigilância sanitária do município, além de reconhecer a falta de matadouros para suínos e a procedência duvidosa da carne ainda informou que haveria a necessidade da Guia de Trânsito Animal para o deslocamento dos suínos. A GTA exige que sejam apresentados certificados de vacinação ou atestado de sanidade. São estes documentos que asseguram que o animal está livre de doenças. 

Os animais vendidos e mortos na rampa do bairro Santa Inês geralmente são trazidos de localidades do Pará. Ano passado a Vigilância Sanitária de Macapá disse não ter conhecimento dos abates na rampa e que passaria a fiscalizar a situação. Nada aconteceu.

Já a Diagro reconhece que o abate de suínos é feito sem qualquer controle, e isso dificulta as informações sobre a procedência. A Agência tem a responsabilidade sobre o trânsito dos animais cabendo à vigilância sanitária as fiscalizações. O projeto de um matadouro para porcos já teria sido criado, mas nunca entrou em execução. 


Amapaense consome 2, 1 kg de carne suína

Pesquisas revelam que a carne suína é a preferida em todo o mundo, com algumas variações entre os países. Ela representa cerca de 40% do consumo do planeta. Na Europa, se come por ano nada menos que 45 kg por habitante. No entanto, o Brasil ainda consome mais carne bovina e aves. O brasileiro come 13 kg de carne suína ao ano. 82% desse total é de embutidos como presunto, mortadela, salsicha e linguiça. Somente 2,3kg são de carne fresca. Em nível de Amapá o consumo de carne de porco chega a ser de 2,1 kg por habitante ao ano. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e estão na Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF, feita entre os anos de 2008 e 2009. A média está bem abaixo da nacional.

Já naquele ano o IBGE se deparava com um dado importante e ao mesmo tempo preocupante ainda para os dias de hoje. Todo consumo de carne suína comercializada no Amapá tem origem no abate clandestino e não é fiscalizado pelos órgãos de saúde pública nem do Estado ou município. As informações, no entanto, não estão catalogadas como oficiais, mas o próprio instituto alerta que não podem ser ignorados.

A pesquisa, no entanto, fornece informações como a que considera que em 160 mil domicílios pesquisados, o consumo aproximado de carne de porco é de 400 toneladas ao ano. Em cifras o faturamento representa nada menos que R$ 5 milhões para a economia local.

Para o estatístico Adrimauro Gemaque, as autoridades tanto estaduais, municipais e federais puseram uma venda nos olhos com relação ao problema do abate e condições de higiene deste comércio, incluído neste hall o Ministério Público.  




RISCOS PARA SAÚDE

Com a total falta de fiscalização sobre o abate de suínos no Amapá, o risco de consumir carne contaminada é muito alto. O porco pode ser o hospedeiro de inúmeros parasitas. O animal criado sem qualquer condição de higiene é um risco potencial para a saúde do ser humano que venha a consumir esta carne. Nela podem estar toxinas, vermes e doenças latentes. Segundo os veterinários, os porcos são os animais comestíveis mais predispostos a doenças em comparação a outros que fazem parte do cardápio cotidiano. O contágio pelo vírus Influenza é uma das doenças mais comuns transmitidas pelos porcos. Ela se aloja nos pulmões do animal e pode afetar ainda, outros animais. 

Outro exemplo é o contágio por helmintos. Um dos mais perigosos e comuns é a Taenia solium, popularmente conhecida como “solitária”. O homem contrai este verme quando ingere carne crua ou mal passada de suíno infestada de larvas, originando a doença chamada de Teníase. O verme se aloja no intestino humano. A tênia pode viver até 8 anos ou mais

A Cisticercose é outra doença transmitida pela carne do porco. Uma parte dos cisticercos, que são vermes, pode se fixar no cérebro, causando neuro cisticercose, forma grave da doença que resulta em crises convulsão, hipertensão craniana e hidrocefalia. Ela também pode se localizar no coração, olhos e músculos. Tais doenças estão diretamente ligadas à ingestão de carne suína contaminada. Considerando que no Amapá não existe qualquer fiscalização que certifique se o produto vendido nas feiras e outros locais são saudáveis. O consumidor não está livre desses males. A situação pode vir a se tornar um caso de saúde pública. Por enquanto, trata-se de um grave descaso.   









POLÍTICA




15 de março

Uma semana depois, os protestos de 15 de março ainda repercutem. A data é emblemática, convenhamos. Há 30 anos, ocorria a posse de José Sarney, primeiro presidente civil após um ciclo de duas décadas de regime militar. Curiosamente, em tempos de democracia, pessoas vão às ruas pedir a volta da ditadura.

Bodes

Tida como discreta e silenciosa, a Maçonaria amapaense saiu das “lojas” e ganhou as ruas durante os protestos de 15 de março. Pediram o impeachment de Dilma e o combate a corrupção. Com direito a camisetas personalizadas e tudo.


Mico da semana

O mico da semana foi mesmo a manifestação pró-Dilma que ocorreu dia 13 de março, na Praça da Bandeira. Uns 10 gatos pingados apareceram, circularam envergonhados e depois foram embora. O PT, que puxava grandes manifestações, não é o mesmo de antigamente.



Nomes


A pouco mais de um ano da eleição municipal de 2016, surgem alguns nomes de prováveis candidatos a prefeitura da capital. Além de Clécio, que deve tentar a reeleição, são postulantes Jorge Amanajás, Michel JK, Lucas Barreto e Genival Cruz. Não se descarta, no entanto, do PDT indicar Roberto Góes. O partido não engole até hoje o resultado da eleição de 2012 e quer uma revanche com o PSOL.



FOLCLORE POLÍTICO

Ulisses Guimarães, o filósofo da oposição:(traçando a estratégia da escalada do MDB em 1974, 76 e 78):
. No alto do morro estavam dois touros. O touro velho e o touro novo. Viram lá embaixo o pasto cheio de vacas. O touro novo ficou aflito:
— Vamos descer depressa e pegar umas dez.
O touro velho balançou a cabeça:
— Nada disso. Vamos descer devagar e pegar todas.
— Deus manda lutar, não manda vencer.

. 1974 não foi uma tempestade. Foi uma tromba d'água.

. O destino do MDB não é a oposição. O destino do MDB é o poder.

. O Brasil precisa é de um projeto político que comece por batizar a criança: se é uma democracia,então vamos ter uma democracia!

. Navegar é preciso. Viver não é preciso.










As filhas da Icomi


Renivaldo Costa

A chegada da Icomi no Amapá no final dos anos 40 trouxe não apenas sonhos de desenvolvimento, mas possibilitou que musas que brilham no cenário nacional tivessem nascido aqui.

A Icomi tinha sede em Minas Gerais, o que fez com que muitos mineiros trocassem Belo Horizonte por Serra do Navio. Além disso, com a associação da Icomi com a companhia estadunidense Bethlehem Steel, muitos estrangeiros vieram para o recém-criado Território Federal do Amapá, em busca do sonho da pedra negra.

O Tribuna Amapaense selecionou três musas que brilham na música e no jornalismo e que se orgulham de serem filhas de Serra do Navio e de Macapá.


Flávia Freire 


A apresentadora do programa Bem Estar, jornalista Flávia Freire nasceu em Serra do Navio. Formada em Jornalismo pela UniverCidade, no Rio de Janeiro, iniciou a sua carreira como repórter do DFTV, da TV Globo Brasília, em 1998. Posteriormente, foi transferida para a sucursal da emissora em São Paulo.

Além das reportagens para o SPTV, Bom Dia São Paulo, Antena Paulista e Jornal Hoje, foi também apresentadora do Globo Esporte e apresentou a previsão do tempo no Jornal Hoje e no SPTV 1º edição, no mesmo programa foi responsável pelo quadro "RespirAR" , além das edições de Sabado do SPTV. Apresentou também o programa Radar SP, além de ter sido a principal substituta de Carla Vilhena no Bom Dia São Paulo e Bom Dia Brasile de Priscila Brandão na apresentação do Globo Rural.

Atualmente é apresentadora titular da Previsão do Tempo no Jornal Nacional e do SPTV 2ª edição, participa do rodízio de apresentação do Jornal Hoje aos sábados.

É casada com o também jornalista César Tralli. A partir do dia 16 de setembro de 2013, assumiu a apresentação do Bem Estar, cobrindo a licença maternidade de Mariana Ferrão.

Fernanda Takai

A vocalista da banda mineira Pato Fu também é serrana. Nasceu em 25 de agosto de 1971 numa manhã chuvosa em Serra do Navio. Embora ainda vocalista da banda mineira Pato Fu, Fernanda lançou-se em 2007 uma carreira solo com boa repercussão, chegando a gravar um disco em parceria com o ex-guitarrista do The Police, Andy Summers, em 2012. Além de cantar, Fernanda toca guitarra, violão e compõe para o Pato Fu.

Embora nascida no Amapá, Fernanda vive desde os nove anos de idade em Belo Horizonte, onde iniciou sua carreira musical, tendo também já residido em Salvador. Neta de avôs japoneses, desde pequena ouvia música, especialmente rock inglês e pop rock, embora tenha crescido, pela influência da família, com a MPB — um dos motivos de produzir um disco solo em homenagem a Nara Leão.

Sua carreira musical começou quando ela entrou para a banda "Data Vênia", onde permaneceu de 1988 até ao fim do grupo em 1992.
No Pato Fu, Fernanda alcançou popularidade como artista, instrumentista e letrista. O sucesso da banda acabou aparecendo no exterior. Além das canções em português, Fernanda grava com frequência músicas em inglês e japonês, tendo já cantado também em francês e espanhol na discografia com o Pato Fu.

Sheila Sá


Das três homenageadas nesta reportagem, Sheila Sá é a única que não conseguiu cortar por completo este cordão umbilical com o Amapá. Em dezembro de 2013 esteve no Estado fazendo show no Teatro das Bacabeiras.

Sheila Sá nasceu em Macapá (apesar dos pais viverem viajando entre Santana e Serra do Navio) e hoje mora em Rio Bonito, cidade que guarda características com sua terra natal. Rio Bonito pertence à região das Região metropolitana, especificamente na Microrregião de Macacu-Caceribu que também abrange o município de Cachoeiras de Macacu. Não possui praias, mas possui muitas quedas de água, rios e florestas remanescentes de Mata Atlântica em torno da cidade. É uma típica cidade do interior.

Em 2010, Sheila Sá lançou o seu primeiro CD. Na época completa 16 anos de carreira. Hoje são 20. O álbum contém 14 músicas de estilo e repertório variados; de compositores como Antônio Celso, Dawson Nascimento, Guto Prevot, Andrezinho Shock, Ricardo Leite, Marcelo Kaus e o amapaense Zé Miguel. De Zé Miguel, gravou o sucesso “Até mais”, imortalizado na voz de Patrícia Bastos.

“Eu sou macapaense com muito orgulho, amo o lugar onde nasci, mas o carinho dedicado a mim pelo riobonitense é tão grande... Eu fui tão bem recebida aqui, que considero esta cidade o meu lugar. Agradeço as oportunidades que Rio Bonito me proporcionou ao longo desses anos”, declarou Sheila durante o lançamento de seu CD no Rio de Janeiro.


ENTREVISTA





“Eu gosto de dizer que o PROCON é um dos órgãos que tem maior respeitabilidade e confiabilidade do público, tanto sim que segundo nossa equipe jurídica há relatos que eles vêm solucionar inclusive problemas de família. É que aqui, eles têm a resposta imediata, quanto na justiça formular uma reclamação é designada a audiência e dificilmente tem uma medida à cautelatória do direito, quando nos temos o contato direto com a outra parte o fornecedor, a maioria dos fornecedores que dão problema como a de telefonia que é uma atividade que é regulada pelas agências regulatórias eles dão uma resposta imediata. Os conflitos individuais são solucionados imediatamente, significa dizer que nos andamos na frente da justiça nessa proposta de conciliação” -  Vicente Cruz – Diretor-presidente do PROCON/AP

Esta semana estaremos conversando com o novo gestor do Instituto de Defesa do Consumidor no Amapá (Procon-AP), Vicente Cruz, advogado, carnavalesco, desportista, foi uma dos craques do futebol macapaense e grande conhecedor dos meandros políticos do Amapá. Ocupou diversos cargos na administração municipal de Macapá e hoje se encontra a frente da defesa do consumidor. Ele expõe nesta entrevista os problemas e soluções que dará a este importante órgão do governo estadual, pois trata com cidadão diretamente e tem que solucionar os entraves que por ventura surjam nas prestações de serviços ao público.


Tribuna Amapaense - Como está o PROCON do Amapá?
Vicente Cruz - O PROCON é um órgão que vinha funcionando precariamente, a nossa missão aqui agora sem falar muito no passado é revocacionar a instituição com a sua missão que é de proteger os direitos e interesses do consumidor. Nós estamos selecionando recursos humanos com perfil  para o órgão, fizemos um planejamento de colocar um Sistema de Atendimento que seja compatível com a dignidade humana para receber bem o consumidor que vem fazer sua reclamação, treinar uma equipe de atendimento, contratar mais advogados, porque aqui é uma espécie de braço da justiça e com um detalhe a solução dos conflitos aqui de interesse envolvidos demando dos consumidores ela tem uma solução de conflito mais rápido e mais sério que na própria justiça.
Também vamos completar a equipe de fiscais, treinar ainda mais e fixar um calendário de ações pra todas as atividades que a gente considera pontos nevrálgicos do consumidor, como serviços de telefonia, serviços públicos de fornecimento de energia, material escolar em épocas específicas, consumo de pescado, o açaí que tem um preço com uma estabilidade muito grande, então nos estamos procedendo onde primeiro a gente faz um estudo prévio, estabelece estratégia para determinada ação e ai a equipe de fiscalização cai em campo.
Estamos fazendo intercâmbio também com outros PROCON’s do Brasil, sobretudo do Rio de Janeiro onde estamos buscando uma plataforma de trabalho de enfrentamento dessas demandas do consumidor tanto na seara judicial quanto dotar o órgão de um aparato que seja  possível ele mesmo solucionar os conflitos.

TA - O consumidor amapaense tem visto no PROCON confiabilidade para procurar e exigir seus direitos?
VC - Eu ouso dizer que o PROCON é um dos órgãos que tem maior respeitabilidade e confiabilidade do público, tanto sim que segundo nossa equipe jurídica há relatos que eles vêm solucionar inclusive problemas de família. É que aqui, eles têm a resposta imediata, quanto na justiça formular uma reclamação é designada a audiência e dificilmente tem uma medida à cautelatória do direito, quando nós temos o contato direto com a outra parte o fornecedor, a maioria dos fornecedores que dão problema como a de telefonia que é uma atividade que é regulada pelas agências regulatórias e dão uma resposta imediata. Os conflitos individuais são solucionados imediatamente, significa dizer que nos andamos na frente da justiça nessa proposta de conciliação.

TA – Como estão as parcerias do PROCON com a Promotoria do Consumidor e outras entidades?. Os municípios também têm seus departamentos do Consumidor, ou o PROCON/AP está atendendo o Estado como um todo?
VC - O PROCON na verdade deve estimular, porque ele é um sistema de defesa do consumidor e é composto pela Secretaria de Segurança Pública, da Promotoria de Defesa do Consumidor e órgãos que trabalham área como a secretária do Meio Ambiente e com as secretarias municipais. Nós fazemos a articulação e estimulamos que os governos municipais criem os seus PROCON municipais. E nos centros de atendimentos Super Fácil também temos polos que estavam desativados, e estamos reativando como o polo de Laranjal do Jari, de Oiapoque e vamos ver a onde tem demanda para que nos posamos colocar pontos fixos nos demais municípios, onde não foi implantado um posto fixo, iremos refazer calendários mensais de visita para atender as demandas dos consumidores dessas localidades. Hoje estamos é articulado com Dr. Alcino Oliveira da Promotoria de Defesa do Consumidor, que tem nos dado todo o apoio, e quando necessário como agora na fiscalização das academias de ginástica trabalhamos de forma articulada.  Vamos fazer ações fiscalizadoras nas academias envolvendo a PROLECON, PROCON,CREFI E A VIGILÂNCIA SANITÁRIA, todos esses órgão estão articulados para cada um dentro das suas respectivas área de atuação promover a defesa do consumidor.

TA - Nesta nova gestão, qual foi os problemas mais emblemático que vocês encontraram para possibilitar um bom atendimento ao consumidor?
VC – Ao assumir fiquei bastante triste com o local de atendimento ao consumidor aqui na sede do PROCON, é inadequado, precisamos tratar o consumidor com dignidade, então estamos com uma equipe para que seja sanado esse problema e ter uma recepção compatível com que deve ser um PROCON e como deve ser atendido o consumidor; a outra é recursos humanos, ainda não temos quadro efetivos, trabalhamos com contratos e cargos de confiança, estamos fazendo com que o departamento de Recursos Humanos daqui, estabeleça reuniões de trabalho permanente para que as pessoas tenham uma unidade pois está  muito dispersa; e outra eu mesmo estou encabeçando, junto com o núcleo jurídico, coordenado pelo Dr. Rafael, para que  possamos fazer com que a equipe técnica seja dotada da capacidade para enfretamentos dos conflitos de interesses envolvidos nas relações de consumo. Então esse pra mim é um perfil ideal, ter uma equipe técnica eficiente e ter um local adequado e está articulado com os demais órgãos responsável pela defesa do consumidor.

TA - Qual é o órgão ou empresa ou local que tenha dado mais queixa dentro do PROCON, telefone, gasolina, alimentação..?
VC - As mais frequentes são com relação a serviços de telefonia, essas são recordistas em reclamação porque eles vendem mais produtos. Nos também temos a reclamação agora pontual do fornecimento de energia, tivemos logo que o Governo Federal autorizou o aumento dos impostos que implicou no aumento do preço do combustível. A questão do combustível que alias foi uma vitória nossa, pois conseguimos estabilizar o preço, mas temos demanda também da venda do açaí que é uma instabilidade de preço injustificável já que trata de uma atividade extrativista, a venda do açaí tem uma disparidade muito grande,  zonas onde o preço é praticado 100% mais caro. Não existe um parâmetro para gente saber a razão desses preços altos e saber se é abuso, pois se houver abuso o PROCON vai fiscalizar. Temos a semana Santa que é outro pontual, pois normalmente nesse período, temos aqui um acervo anterior, que nos permitiu dizer que nesse período é acentuado o abuso de praticas de preço dos produtos consumidos durante a Semana Santa.

TA - Qual é o numero de atendimentos médio que está sendo federalizado pelo PROCON?

VC - O PROCON tem uma demanda muito grande, uma procura muito grande, hoje nos precisávamos alagar, mais hoje nos temos de 50 à 100 atendimento diários dependendo dessas relações sazonais,  mais diariamente nos temos atendimentos, soluções de conflitos imediatos, reclamações que vão pra conciliação, demandas coletivas que geram processos, então a gente tem uma intensa massa de trabalho aqui que só será vencida ou pelo ministério a compatibilidade com a demanda ou com o aumento de recursos humanos no atendimento.

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